Mesmo sendo a Vida Manifestada
movimento, algo dela flui próximo à inércia.
Aquilo que em nossas vidinhas
chamamos de piloto automático, zona de conforto que quase sempre é aconchegante
como um útero, bercinho difícil de abandonar.
A depender do temperamento ou
maturidade...?!...saímos dali só mesmo quando a vida convida naquelas suas
linguagens intempestivas: doenças abruptas, perdas e abandonos,
quem sabe até com paixões avassaladoras.
Ai, então, por total falta de opção,
sem nenhuma alternativa de escape, ficamos frente a frente à inesperada
mudança.
Seguro é que, após tais
circunstâncias, perdemos definitivamente o anterior modus vivendi.
Algumas vezes alavancando grandes transformações,
outras, só mesmo pequena correção de rota, seguida de também de uma diferente e
pouco menor inércia que novamente a Vida, em sua incansável paciência, paz
ciência, trará os tais cutucões para os que
assim, re ativos, costumam ser!
Pensamos que grande parte da
humanidade responde nessa vibe,
energia.
Queremos e buscamos padrões estáveis
na família, relacionamentos pessoais ou profissionais, governos, comandos e
aprendizados que nos protejam de mudanças, reformas, ameaçadoras da sagrada
segurança confortável, mesmo quando, e ainda, possamos dizer quão bem-vindas seriam
inovações...
Na verdade, uma cor diferente,
padronagem pouco maior/menor, a inversão de algum detalhe pode provocar algo
novo, mas, nem sempre reorganizando estruturas e menos até quebrando
necessários paradigmas viciados.
Já, naquele empreendedor, criativo,
dinâmico, menos inerte, flui uma outra frequência geradora de outra disposição.
A busca aqui é por formas
desafiadoras de fazer, estar e, principalmente, que venha acompanhada do comprometer-se...Difícil
é hoje esse comprometer-se!
Há aqui uma ressalva: vale o cuidado
para não pular de ideia em ideia, sem concretizações, resultados, onde,
simplesmente, explorando novidades, como quem também as descarta, quando o doce
encanto motivador é confrontado com outro mais saboroso e perfumado encanto,
não esgotando dificuldades e ganhos, partes de qualquer empenho realizador !
Então, vencidas inércias
confortáveis, mantenedoras da relativa tranquilidade que investe tanta energia
para se proteger do incomum, poderemos deparar
com o verdadeiro crescimento que é de foro interno, aproximador do eixo central
da existência humana, AMOR, que, sendo oposto do medo, levará a conquistas,
tendo o mais absoluto retorno que obtemos da Vida, honrando-nos, concedendo-nos
o participar como co-criadores do grandioso processo do qual somos, aí sim, conscientes individualidades colaboradoras
de um mundo melhor que pretendemos, com as muitas humildes, guerreiras,
pequenas ou portentosas, enganosas e certeiras...infinitas, múltiplas,
diferentes e tantas necessárias contribuições.
E, por aí vamos...detectando limites,
estimulando o transpor, fragilizando e quebrando, para re construir uma sempre
e oxigenada confiança tão preciosa para si e para aqueles a
quem servimos em nossas muitas solicitações !
Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2.
Engenheira civil, é também uma experiente astróloga; consultora para harmonização de ambientes, e instrutora de Suddha Raja Yoga.
Nesta crônica, nos fala sobre o tema da inércia. O ato de sair da confortável zona de conforto, é raro pela iniciativa livre e sem a presença de temores, essa é que é a verdade...







