Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
Quer
saibamos ou não, várias são as mensagens que emitimos e por tantos
caminhos, formas e sutilezas que, aqueles mais atentos por perceber,
quase sempre, muitas vezes ou... outros com algum esforço, farão lá, de
onde nos olhem, saberão ler aquilo que transparece, mesmo que tenhamos
cuidados e estejamos buscando ser cautelosos, delicados, educados ou
neutros...
E neutros, bem poucos são atualmente onde parece?!...
demonstramos, queremos, todos, ter direito a expressar (e importante não
percamos esse direito!), alguns esbravejam e até entram em conflitos
pelas ‘sagradas, honrosas e tão necessárias’ opiniões.
Percebemos é que, como viemos dizendo, não precisamos muito de gestos,
respiros, olhares e posicionamentos e, mesmo e ainda, quando
silenciamos, algo de nós transpira, ecoa, transpassa por poros e diria
mais, nossa aura parece irradiar.
Pequenas
atitudes, a forma e o que observamos, a posição de olhos, o conforto
que permanecemos em nós desde postura, da entonação da voz, intervalos
entre nossos parágrafos na escrita ou fala, tempos e continuidades
sequenciando a comunicação e tanto, tanto mais caberia aqui a
enumerar... Mais recente viemos sutilizando esses caminhos de percepção
que já foram bem mais evidentes somente com as convivências físicas que,
por certo, mais enfáticas e rápidas, imaginamos, aconteciam, pois
convivíamos com mais abundância desses sinais e linguagens.
Fato
é que mesmo dessas mais formas que aprendemos a conviver nos tempos
recentes, de maneira mais virtual, as nossas emissões seguem acontecendo
e... tudo indica que por aí e também viemos sutilizando percepções,
outras leituras e bem além até queiramos, muitas ou algumas vezes?!...
algo de nós acha caminhos de informar, comunicar ... ... Daqui nossa
perspectiva, quem se julga investigadora fascinada pela alma humana,
incansável nessa incrível jornada de auto-interpretação e... por
consequência, encantada quanto somos tão diversos, únicos, ’bonitos pela
própria natureza’ e ao mesmo tempo algo em nós é tão similar e a beleza
que cada encontro, cada tangenciar e contato pode propiciar de ganhos,
aprendizados e... quão exuberante é a Vida.
Toda
Ela emite sinais por meio de toda Sua manifestação,
das plantas (quanto mais lidamos, observamos), animais já com mais
complexidade de informações já que são providos de instintos trazendo
maior número de trocas e entre nós, humanos, que acessamos a outras e
mais complexas formas de comunicação em que poderiam e devem,
deveriam?!... trazer mais riqueza de aprendizados mas... talvez, pela
enorme quantidade de caracteres, sentimentos, linguagens múltiplas que,
lidando, interpretando dentro e fora nós, ainda em processos de
absorção, entendimento têm sido multiplicados e rapidamente por todo um
contexto de circunstâncias, buscando sempre eixo e harmonia, melhores
caminhos de ser e estar na própria pele, confundimos, atropelamos,
enraivecemos e amortecemos, intuímos e imaginamos, entre o apaziguar e
enaltecer, tendo insights reveladores e/ou perturbadores, nos amamos e
atritamos nesse looonnngoooo, eterno e desafiador ler, LER (leia-se
experimentar!!!), conhecer e conviver!
Rico mais que nunca e desafiador
florescer, despertar, acordar para um co-existir com auto-ciência, com
critérios em meio a quebras de paradigmas pessoais refletidos no
coletivo que, consequentemente, com aberturas e fechos, revelações e
decepções intrínseco da jornada do crescer, amadurecer e nova posse de
autonomia, responsabilidade acessada. Jaya!!!
Não importa quantas línguas, idiomas, símbolos e arquétipos,
vibratoriedades e ressonâncias a que, por evolução, tenhamos que
conhecer, desvendar, aprender e apreender e... que ninguém desista de
si, do outro, do sentir e ser, do conhecer a si para estar e Ser nesse
outro Viver!
Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga
Toda vez que eu tomo contato com projetos culturais
imbuídos de bons propósitos, me entusiasmo de imediato, pois admiro demais a
força de trabalho de ativistas culturais apaixonados, que não medem esforços
para tocar iniciativas desse âmbito.
É o caso do radialista, poeta e ativista cultural,
Ednei Genari que encabeça o festival GuapoRock, um grande festival de Rock
realizado na cidade de Guaporé, no Rio Grande do Sul.
O radialista, poeta e ativista cultural, Ednei Genari. Foto: Thais Reder
Apaixonado pela música (Rock em específico), poesia e
literatura em geral, ele está à frente de um programa de rádio na emissora
“Liberal FM 102.1” de Guaporé-RS, há bastante tempo (programa “GuapoRock
Rádio”), e também idealizou no ano de 2014, a produção de um CD coletânea a
conter a presença de diversos bandas locais, para que tais artistas pudessem se
colocar no mercado fonográfico mediante um impulso inicial e que assim seguissem
com os seus esforços individuais para avançarem em suas respectivas carreiras,
doravante.
Tal álbum recebeu o nome de: “GuapoRock, o Rock da
Nossa Terra!”. O resultado dessa primeira investida foi tão significativo, que
no ano seguinte o empreendedor cultural produziu mais um disco nos mesmos
moldes, com a presença de mais dez bandas locais.
Nessa altura dos acontecimentos, o Projeto GuapoRock
ganhou muita notoriedade e passou a contar com o apoio da prefeitura municipal
de Guaporé-RS e da sua respectiva Secretaria de Turismo e Cultura e assim, foi quando
recebeu o suporte adicional da Associação Guaporense de Automobilismo que se
abriu o campo ideal para a realização de um grande festival de Rock e
consequentemente, além do fomento à cultura e espaço aos artistas, se tornou
também uma atração turística forte para a cidade.
Com tal sucesso assegurado, os empresários,
comerciantes, rede hoteleira e de alimentação da cidade, entraram com tudo no
esforço de cooperação e o festival cresceu ainda mais, ao se tornar
multicultural e abranger outras artes, como o cinema, teatro, dança e
literatura, além de promover muitas palestras. E claro, a conter cerca de
trinta shows de Rock proporcionados pelas bandas da cidade e região.
Cada vez mais vitorioso, o Projeto Cultural GuapoRock passou
a fomentar também um festival estudantil e cuja premiação maior foi assegurar
vaga para que os vencedores pudessem participar do GuapoRock e garantir espaço
nas coletâneas em CD promovidas pelo projeto.
Ednei Genari, um empreendedor cultural incansável. Foto: Thais Reder
Com apoio maciço do poder público local, além de diversos
setores produtivos da sociedade civil, profissionais liberais e classe
artística e da intelectualidade em peso, o festival não parou de crescer e
nessa altura, a conter toda uma movimentação em torno da solidariedade, ao
arrecadar alimentos como forma de pagamento da parte do público em troca do
ingresso.
E assim chegou ao ponto de contribuir decisivamente
para atenuar as necessidades das famílias carentes da localidade, a provar que
cultura e fraternidade sempre caminham juntas, de forma intrínseca.
Passado mais um tempo, Ednei Genari (e com a ajuda de seus
muitos apoiadores), mais uma vez inovou, ao trazer à tona mais uma faceta muito
rica dessa múltipla ação cultural, quando propôs a entrada no mercado editorial,
ao lançar uma coletânea em 2020, no caso, uma antologia poética denominada:
“Miscelânea”, com a presença de diversos autores, de poetas sedimentados no
mercado editorial a talentos desconhecidos do grande público, mas com muito a
dizer e assim, tal como os CD’s e o Festival de Rock, o livro abriu um campo
para diversos artistas do mundo literário, principalmente os que nunca haviam
tido a oportunidade de ver um trabalho seu publicado anteriormente.
Portanto, de forma amplamente democrática, a ideia de
um livro com tal característica abriu espaço para diversos poetas recônditos,
com poemas escritos e guardados em gavetas por anos a fio e que assim, puderam
colocar as suas obras em exposição eterna através do livro.
Um exemplo pinçado do livro, com dois poemas de Ednei Genari
Com prefácio assinado pelo consagrado poeta, Adão Wons
(e a agregar a presença de trinta poemas de sua autoria para abrilhantar o
livro), há também a presença de poemas de Leandro Henrique Ortolan (que também
colaborou como revisor do livro), Irene Giroldi Vieira, João Luis Tesser Reder,
Mário Henrique Acco, Zeneide Pires da Rosa, Justina Inês Miotto Roman, Cecilia
Pagnocelli Rodrigues Pereira, Gabriela Pagnocelli Ramos Pereira e do próprio
radialista e mentor do Projeto GuapoRock, Ednei Genari, além de apresentar mais
uma iniciativa muito salutar, no sentido de abrir espaço igualmente para jovens
talentos pinçados entre estudantes de duas escolas públicas da cidade, a
fomentar o incentivo à leitura, escrita como uma atitude a ser cultivada e pelo
emblemático objeto do livro em si, como um dos grandes símbolos da cultura.
Neste caso, há a presença dos jovens: Eloysa Troyan, Pedro Henrique Cemin
Cestari, Luísa Rommel Schakofski Santos, Eduardo Belotti e Letícia Vicenzi.
No ano seguinte de 2021, mesmo com a pandemia mundial
em curso, eis que o Projeto Cultural Guapo-Rock avançou e lançou a segunda
edição, desta feita denominada como “Miscelânea Volume 2/ Uma nova Antologia
Poética”.
Tal obra saiu com um tamanho ainda maior em relação ao
primeiro livro, portanto a abrigar mais poesias e registrar a presença de mais
poetas.
A capa desse volume 2, traz a ilustração (assinada
igualmente pelo artista, Josué Cristovão Benvegnu que trabalhou no primeiro
livro), a retratar as irmãs Da Silva dos Santos, Cantalícia e Doralícia, duas
personas bem conhecidas pelos habitantes de Guaporé-RS, pelo fato de ambas interagirem
com alegria pelas ruas da cidade com todos os cidadãos com os quais encontravam
no seu cotidiano.
E na contracapa, há uma outra homenagem que foi feita
por esse bom desenhista, ao retratar a figura da senhora Diamantina Rodrigues,
conhecida na cidade pelo carinhoso apelido de “Flor da Praça”, ou seja, a
denotar que essa simpática senhora habitava aquele espaço público e que apesar
da sua debilidade social, espalhava doçura para os transeuntes que ali
passavam.
Mais uma vez a mesclar autores consagrados tais
como:Adão Wons (este poeta já foi citado
anteriormente), Angela Maria Tiberi (escritora e poetisa italiana, autora de
muitos livros e renomada internacionalmente), Alemão Velliaria (vocalista da
banda de Rock, “Velliaria”), Leandro Henrique Ortolan (um jovem autor de livros
muito bem cotados no mercado editorial), o famoso artista da música folclórica
gaúcha, Thiago Reder, Cristiano Varisco (guitarrista com muitos trabalhos
gravados), e outros autores de Guaporé-RS e cidades vizinhas, este volume dois abriu
espaço para inúmeros talentos, a provar que o incentivo à poesia, leitura e
fomento aos livros, é uma esperança para que tenhamos um futuro melhor.
É um luxo para o livro conter um poema de autoria da poetisa italiana, Angela Maria Tiberi e ainda mais denominado como: "Pier Paolo Pasolini, que faz alusão ao grande e saudoso cineasta italiano
Outros autores presentes no livro com os seus poemas:
Alexya Christine Vieira da Silva, Antonio Cesar Perin, Bruna Cenci Capitanio
(esta autora já com um livro seu publicado), Cássia Áscoli Bagattini, Cecília
Pagnoncelli Rodrigues Pereira (esta autora também já presente com poemas de sua
autoria em uma outra coletânea lançada por uma outra editora), Cesar De Pizzol,
Daisy Fortes (esposa do Luthier, Gustavo Trubian), Evandro Ricardo de Souza, Fábio
Gutterres Fernandes, Fernando Rodrigues Garcia, Helena Maria Balbinot Vicari
(uma professora famosa em Guaporé-RS por ter mantido uma vasta correspondência
com o poeta Carlos Drummond de Andrade, nos anos 1960), Irene Giroldi Vieira, o
músico Joel Marafon, Justina Inês Miotto Roman (poetisa também com outros
poemas publicados em outros livros), Magda Anastacio, a ativista cultural
Raquel Schneider, o doutor Rogério Gastal Xavier (médico bastante renomado na
região de Guaporé-RS), Rubensmar Alves dos Santos, Sílvio Denis Volpato e do
próprio mentor do Projeto Cultural GuapoRock, Ednei Genari.
Em suma, um grupo de artistas, poetas consagrados ou
não, pessoas do povo, com ligação direta com a cultura ou não e que tiveram a
boa vontade de contribuir com as suas reflexões em forma de poesia, para compor
tal obra.
Miscelânea/Uma Antologia poética teve revisão de texto
por Leandro Henrique Ortolan, arte de capa de Josué Cristóvão Benvegnú,
digitação de Thais Emilia Reder e diagramação a cargo de Alex Somera, com a
organização geral de Ednei Genari. A primeira orelha do livro foi escrita por
Thedy Corrêa (músico da famosa banda Pop-Rock, “Nenhum de Nós” e escritor. A
segunda orelha foi escrita por Ednei Genari e o prefácio foi escrito pelo poeta,
Adão Wons.
Já em relação ao segundo livro, “Miscelânea Volume
2/Uma Nova Antologia Poética”, a primeira orelha da capa ficou sob a
responsabilidade da escritora, poetisa e cronista, Martha Medeiros. O prefácio foi
assinado pela professora Helena Maria Balbinot Vicari. A segunda orelha foi
assinada pelo músico, Luiz Marenco.
Revisão de texto por Cássia Áscoli Bagattini, arte de
capa por Josué Cristóvão Benvegnú. Digitação de Thais Emília Reder e
diagramação de Alex Somera e supervisão geral de Ednei Genari.
Chegou às minhas mãos um belo pacote a conter além dos
livros citados, uma cópia do CD que cobriu a quarta edição do festival
Multicultural GuapoRock, de 2020.
Quatorze faixas prestigiam bandas e/ou artistas solo e
cinco faixas contém a presença dos vencedores do festival estudantil de 2019.
Entre os partícipes já sedimentados na cena musical,
registro a presença desses artistas: Cuscobayo, Os Bardos da Pangéia, Jogo Sujo,
Suco Elétrico, Os Pelicanos, Betina Pegorini & Banda B, Oriundos do Gueto,
Dall, 5:18, Youngs Die Young, Punkzilla, Estragonoff, Banda in Manibus e Thiago
Reder.
Sobre os estudantes vencedores do festival, constam:
Os Irmãos Piva, Gabrieli Bouvié, Luisa e Caroline, Turma do 4º ano A da EMEF
Dr. Jairo Brum (este grupo de estudantes a estar na faixa de idade infantil,
veja que maravilha), e Diego Prestes.
Ilustrações de Ernani Cousandier. Arte para CD: Alex
Somera e Ednei Genati.
A respeito da sonoridade presente neste álbum, os
estilos dos artistas são díspares entre si e isso é bom para manter em alta voga
a intenção de ser uma coletânea bem diversificada, dentro do espírito do
festival, ou seja, aberto a várias vertentes.
Sob uma análise bem superficial, pois não se trata de
uma resenha propriamente dita, digo que gostei bastante da maioria dos artistas
presentes no disco.
“Cuscobayo”, ao menos nessa faixa (“Roda da Fortuna”),
mostrou um som mais a pender para a MPB moderna pós-2000, com muita competência
instrumental mediante balanço rítmico bem acentuado.
“Os Bardos da Pangéia” é uma banda gaúcha já com boa
história construída e nesta faixa, impressionou-me pela proposta artística
ousada, excelente instrumentação e momentos que que me fez lembrar do som do Frank
Zappa, que coisa boa, através da música: “Putz que Mundo Insano”.
O “Jogo Sujo” mostrou uma balada boa, com certos ares
sessentistas, ao menos na minha percepção (“Não Esqueça do Nosso Amor”).
Sobre a canção defendida pelo grupo “Os Pelicanos” (“Pequena
Grande Guerra”), sugiro ao leitor que leia a minha análise através da resenha
do álbum: “O Canto da Rua”, lançado por esse grupo, e que se encontra no meu
Blog 1, cujo link está indicado mais abaixo.
O som de “Betina Pergini & Banda B” surpreendeu-me
positivamente. Gostei do sabor ao estilo do R’n’B da canção “Voo”.
O grupo “Oriundos do Gueto” apresentou a música:
“Romper Barreiras”, a se tratar de um Reggae muito bem executado e que mantém
flertes com o Pop-Rock mais radiofônico.
A banda “Dall” com a música “Despertar” também
demonstrou um apelo R’n’B bastante interessante.
“5:18” se apresentou com “Hmbaragka” um som moderno a
se pronunciar Indie-Rock na sua essência, mas com uma influência antiga e bem
sutil do Blues, ao menos na minha avaliação.
“Youngs Die Young” com “Djapazão” destilou um
Hard-Rock com tendências modernas, a se mostrar bem vigoroso.
“Punkzilla” vem com “Rock Punk 2020” a se revelar o
estilo tradicional do Punk de 1977, a rigor.
O grupo “Estragonoff” parece ser orientado pelo humor
a julgar por esse criativo trocadilho do seu nome, mas na prática, a sua música,
“Ex-Declaração”, não vai para esse lado e nesse caso, investe em uma boa balada
no estilo Folk-Rock, bem executada, a habitar a vertente de artistas como Nando
Reis, por exemplo.
A “Banda In Manibus” soou-me com influência da
psicodelia sessentista, por meio da sua canção: “Deixa Ser Assim”.
E finalmente para fechar a ala dos artistas
convidados, Thiago Reder mostrou uma canção muito bem produzida em estúdio, com
forte influência do som Folk gaúcho. Só pelo título da canção, o leitor já tem
uma ideia do que se trata: “Alma de Rancho”.
E o disco fecha com os vencedores do festival regional
de música estudantil de 2019, cujo prêmio maior foi esse mesmo, ou seja, estarem
presentes no bojo deste álbum. Parabéns para esses jovens que defenderam com
bastante dignidade as suas músicas autorais.
Neste caso, os irmãos Piva, se jogaram na música
folclórica gaúcha bem tradicional com “Surungo da Madrugada”, Gabrieli Bouvié
investiu no Pop-Rock ao interpretar “Basta Acreditar”, a dupla formada por
Luisa e Caroline também buscou a linguagem do Pop-Rock “teen”, através da
canção: “Mundo Só Meu” e a turma do 4º ano da EMEF Dr. Jairo Brum, ali na faixa
dos dez a doze anos de idade, aproximadamente, cantou em estilo de coral escolar
uma canção com forte teor infanto-juvenil e sob intenção motivacional denominada:
“Todos por um Brasil melhor”.
Para encerrar, Diego Prestes foi entre os
participantes do festival estudantil, o jovem a se mostrar mais maduro no
acabamento do seu trabalho. Na gravação da canção, ”Tanto Tempo”, ele está
acompanhado de bons músicos de apoio, que denotam serem experientes em estúdio,
pelo padrão dessa gravação. O seu som tem um quê de MPB oitentista a la Djavan,
pelo balanço e harmonia usada para compor tal peça.
Uma dica pertinente que deixo para agregar, é sobre o
trailer do documentário que enfoca a incrível história ocorrida com a
professora Maria Helena Balbinot Vicari. Trata-se uma peça audiovisual muito
bem-acabada, denominada: “O Último Poema”, sob a direção de Mirela Kruel.
Eis o link para assistir o trailer dessa peça
audiovisual no YouTube:
Aproveito também para anunciar ao leitor que eu tive o
prazer de resenhar um álbum d’Os Pelicanos, uma das bandas presentes nesta
coletânea do Guapo-Rock 2020. Leia a minha análise sobre o CD “Canto da Rua”
d’Os Pelicanos, em meu Blog 1:
Tive o prazer de conhecer pessoalmente o ativista cultural, Ednei Genari, quando toquei com a Patrulha do Espaço no Festival Psicodália em Santa Catarina, na sua edição de 2019. Nesta foto acima a registrar os bastidores do festival, da esquerda para a direita: eu (Luiz Domingues), Ednei Genari, Rolando Castello Junior, Marta Benévolo e Rodrigo Hid. Foto: Giovani Pain
Para encerrar esta matéria, digo que o esforço do
radialista, poeta e ativista cultural, Ednei Genari foi amplamente coroado por
ter criado o festival (já aconteceram quatro edições, até este momento de 2022),
lançado discos em formato de coletânea para divulgar os seus participantes (seis
discos lançados e vem mais um em breve), e a dar incentivo para que os jovens
talentos musicais pudessem ter acesso igualmente a tal aparato cultural bem
produzido, através de um festival estudantil de música autoral (com duas
edições já realizadas).
Ao ir além, foi notável a entrada no mercado editorial
para estimular a poesia e arregimentar tantos poetas, dos consagrados aos
novatos.
E com tal iniciativa a resgatar também muitas pessoas sem
muito contato com a vida cultural em seu cotidiano, ao estimulá-las a se
manifestarem mediante os seus poemas, invariavelmente guardados em gavetas sem
maiores perspectivas, isto é, foi algo louvável e isso redundou em dois livros
de poesia já publicados.
E como o esforço não para, já está em processo de
elaboração um novo livro, que será destinado à publicação de crônicas oriundas de
diversos autores e que receberá o nome de: “Inquietude Impressa”.
Outra boa novidade já anunciada é a produção de mais
um disco, desta feita a privilegiar os artistas mais pedidos no programa
GuapoRock Rádio, atração da grade da Liberal FM 102.1 de Guaporé-RS.
Para saber mais informações sobre o Projeto Cultural
GuapoRock, acesse: