As placas na foto acima, mostram o cruzamento da rua Inhambu com a avenida Pavão, no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, ou seja, o quarteirão onde morou Osvaldo Vicino nos anos 1970 e que serviu como sede da banda nos seus primórdios. Filmagem do documentário do Boca do Céu. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
A próxima etapa dessa filmagem histórica se deu a poucos quarteirões da escola onde eu (Luiz Domingues) e Osvaldo estudamos e nos conhecemos em 1976, ou seja, na Rua Inhambu, no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, local da residência de Osvaldo Vicino nos anos 1970.A fachada do prédio de apartamentos onde morou o Osvaldo permanecia inalterada na sua aparência a denotar que nenhuma transformação radical ocorrera, a não ser trabalhos sazonais de manutenção, certamente.
Stills da filmagem, mostram a fachada do prédio onde Osvaldo Vicino morou nos anos setenta e nas imagens abaixo, vê-se a minha persona (Luiz Domingues), Osvaldo Vicino e Laert Sarrumor. Filmagem do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Stills da filmagem de Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Na porta de sua antiga residência, Osvaldo fez um depoimento emocionante e eu (Luiz) e Laert reforçamos a lembrar que ali naquele apartamento foram feitas as primeiras reuniões para organizar os passos iniciais da banda, além dos primeiros ensaios bem informais com o Osvaldo apenas a tocar violão ou guitarra desligada do amplificador.
Tempos desbravadores para os três, no sentido de que tirante o fato de que o Osvaldo tinha uma experiência com o instrumento, mas apenas a tocar em ambiente caseiro ou em festas informais e o Laert pela sua genialidade nata tinha composições criadas de maneira muito particular, sem apoio algum de instrumentos para lhe dar base harmônica, os três estavam a lidar pela primeira vez com a formação de uma banda, de fato, portanto, tudo era novidade e não havia amparo algum de apoio externo, a não ser a percepção empírica que nutríamos ao acompanhar o Rock e a música em geral como meros fãs e assim a deduzir caminhos possíveis para fazer parte da mesma cena que amávamos, ou seja, sermos abelhinhas aspirantes a participar da geleia geral.
Foi incrível estarmos ali na porta da residência do Osvaldo em 2026 e a relembrar tantas coisas que ali vivemos juntos, sobretudo sonhos, pois de concreto mesmo nessa fase de 1976, não tínhamos muita coisa em mãos a não ser a força de vontade, o pouco da instrumentação que o Osvaldo detinha nessa etapa e aí sim, a amostra da genialidade do Laert, algo que nos deu um impulso forte como um elemento de potencial para que entrássemos em 1977, com um passo adiante do que poderíamos dar no princípio, se o Laert não tivesse ingressado no grupo.
Na primeira foto, vê-se que a residência de Fran Sérpico não existe mais, mas a presença da frondosa árvore sinaliza que ali em frente, nos idos de 1977, ensaiamos muitas vezes, fizemos o nosso primeiro show e uma filmagem que hoje é um tesouro histórico para a banda. Na segunda foto, vê-se Laert Sarrumor, eu (Luiz Domingues), Osvaldo Vicino e Wilton Rentero. Filmagem do documentário sobre o Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Dali da rua Inhambu, a próxima etapa foi acessar o bairro vizinho do Campo Belo, para ilustrar os depoimentos com a antiga residência do Fran Sérpico, localizada na rua barão do Triunfo. Ali tínhamos as lembranças sobre os nossos ensaios, principalmente no início de 1977, já com caráter elétrico e amparados pelo fato de que eu (Luiz) e Fran havíamos evoluído o suficiente para pelo menos tocar de forma rudimentar. Também nos recordamos que ali realizamos o primeiro show da banda e que este também foi o primeiro da vida dos quatro membros originais, mesmo que tenha sido sob um caráter bastante informal, em meio à festa de aniversário do próprio Fran Sérpico, ou seja, no ambiente familiar de seus convidados.
Ainda sobre essa fase que empreendemos os nossos ensaios nesse endereço, lembramos de que nos tornamos um quinteto, com a entrada de Wilton Rentero, um músico que já ostentava um nível maior do que os quatro membros que já compunham a banda e isso logicamente deu mais impulso para o progresso do grupo.
Outro fato interessante, foi que nessa residência, fizemos a clássica filmagem com película Super-8 a registrar imagens da banda, graças aos esforços empreendidos pelo então namorado da irmã do Osvaldo, Nelson Gravalos, hoje em dia, seu cunhado há décadas.
Entretanto, o imóvel em si havia sido demolido e no seu espaço, já havia o esqueleto de um prédio de apartamentos em fase de construção, porém, não cancelamos a visita apesar disso, pois resolvemos filmar os arredores, a placa da rua Barão do Triunfo no cruzamento com a avenida dos Bandeirantes e além do mais, nos apegamos à ideia de que uma árvore demarcava o local exato onde ficava a casa do Fran Sérpico, memória que o Osvaldo tinha forte na sua mente e assim nos auxiliou a demarcar o lugar na filmagem, de onde filmamos o depoimento, desta feita com maior participação do Wilton, que viveu muito essa fase conosco.
Para encerrar essa etapa, o Laert propôs uma filmagem de dentro do carro, a filmarmos o percurso daquele quarteirão até a avenida Ibirapuera, onde também fomos a lembrar fatos pertinentes e ele dissertou sobre a sua revista artesanal que produzia nos anos 1970, "Sarrumorjovem" e como costumávamos sair dos ensaios da rua Barão do Triunfo e nos dirigíamos ao shopping em questão, para vender exemplares dessa citada revista de cartoons.
Encerrada essa etapa na zona sul, os próximos pontos cruciais que visitamos foram no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo.
42) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 42 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
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43) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 43 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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44) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 44 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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45) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 45 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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46) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 46 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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47) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 47 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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48) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 48 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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49) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 49 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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50) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 50 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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51) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 51 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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52) Material bruto da
filmagem do documentário – Vídeo 52 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e
cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
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Continua...






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