A quarta faixa do disco é o Blues/Soul, "1969". Faixa que gravamos em 2023, e lançamos no mesmo ano como "single" avançado, ela já foi analisada anteriormente quando do seu lançamento como single, mas creio que posso acrescentar alguns elementos para a minha análise.
O primeiro ponto é que ela foi remasterizada devidamente, para se adequar ao padrão das demais músicas do álbum. Isso porque com três anos de defasagem em relação às músicas que gravamos posteriormente para compor o disco, muita coisa mudou em termos de equipamento no estúdio Prismathias e nesse aspecto, o próprio Danilo Gomes Santos já deixara claro para nós que as placas de gravação se sofisticaram em meio a esse intervalo de tempo, além de que, muitos microfones condenser de maior envergadura haviam sido adquiridos, portanto, ficou evidente que o padrão subira em termos de gravação e mixagem das demais músicas e assim, era necessário uma adequação.
Isso foi efetuado e assim, "1969" ganhou uma nova masterização, que a adequou devidamente às demais canções do disco.
Sobre a música em si, conforme já disse antes, a análise foi feita no texto autobiográfico focado no seu devido momento temporal, ou seja, a cobrir os acontecimentos que ocorreram com o Boca do Céu. Posso acrescentar que a nova masterização realçou mais agudos e ao conferir mais brilho, se tornou mais orgânica que a versão lançada em 2023.
De resto, a música é emocionante a evocar a contracultura dos anos sessenta, homenagear ícones dessa Era que amamos, lançar ode ao Robert Crumb e por extensão, Gilbert Shelton, grandes artistas das histórias em quadrinhos a evocar toda essa atmosfera e contém na interpretação vibrante do Laert, um fator inebriante.
Eis o link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=V53ux87aCJg
Continua...
