Ficou marcado então para o dia 2 de agosto de 2026, a filmagem dos depoimentos dos cinco membros da banda a observar três pilares básicos previstos no roteiro que eu mesmo (Luiz), elaborei. Nesses termos, a ideia foi centrar esforços em primeiro lugar, para contar a história da banda nos anos setenta, sob o prisma dos quatro membros que participaram dessa primeira fase do grupo e com a devida ressalva que haveria um espaço para o Carlinhos Machado que não foi membro nessa fase, narrar o que fazia musicalmente nessa mesma época para contextualizar.
Uma roda de conversa foi formada entre os cinco membros do Boca do Céu na sala técnica do estúdio Prismathias para filmar e gravar com áudio categorizado os depoimentos, devidamente preparado e operado pelo nosso técnico de áudio e amigo, Danilo Gomes Santos, além do igualmente colaborador e amigo, Moacir Barbosa de Lima, o popular "Moah", na parte da filmagem.
A seguir o roteiro, a cada tópico sugerido, as intervenções foram dirigidas ao membro mais diretamente ligado ao assunto em si e claro, a conter ponderações dos demais que ocorreram em termos de adendos pontuais, em ritmo de conversa super coloquial entre velhos colegas.
Houve também espaço individual para que cada um falasse sobre a infância e adolescência e como a música, o Rock e a cultura em geral nos impactou na vida.
E assim, Osvaldo Vicino, iniciou a conversa a falar sobre como me conheceu (Luiz) na sala de aulas da 8ª série A da EM de 1º grau "Maria Antonieta D'Alckimin Basto" e identificou-me como Rocker ao ponto de se motivar a me convidar para formarmos uma banda de Rock em abril de 1976. Daí em diante eu e ele falamos sobre os primeiros tempos da formação da banda, a citar a entrada do baterista Fran Sérpico e os primeiros vocalistas, Edson Coronato e Bernardo Lopes da Silva.
Desse ponto da narrativa, fomos para a parte na qual enviamos uma carta para a revista "Rock, a História e a Glória" a procurar por vocalistas e eis que efetivamos um candidato que julgamos ter um potencial enorme, na figura de Laert Julio, antes mesmo dele se assumir como "Sarrumor"
Bem, Laert entrou na conversa, falamos sobre os primeiros momentos dele como membro ainda em 1976, o primeiro show de 1977, o imblóglio engraçado e triste ao mesmo que tivemos com o saudoso jornalista Ezequiel Neves e então a banda se tornou quinteto, com a entrada do Wilton Rentero que passou a interagir na conversa.
Falamos sobre a filmagem do Super-8, a nossa participação e histórico segundo lugar obtido no festival I Femoc promovido pela nova escola onde eu estava a estudar em 1977 (E.E. de segundo grau, Oswaldo Catalano), a participação no festival "VI Fico" no mesmo ano com resultado mais decepcionante e sobre os difíceis anos de 1978 e 1979, com poucas oportunidades, mediante as saídas de Wilton, Fran e Osvaldo, os novos membros com passagens rápidas e o final das atividades em abril de 1979.
Foi comentado, igualmente, um pouco sobre a semente que iniciou a formação do Língua de Trapo ainda em 1979, que teve tudo a ver com o final do Boca do Céu e citação de personagens que gravitaram na órbita do nosso grupo, como colaboradores.
Tínhamos três horas para filmar todos esses depoimentos, mas ainda havia dois tópicos gigantescos para abordarmos, ou seja, não haveria tempo para falar sobre tudo.
Então, resolvemos focar no segundo tópico previsto e irmos até onde fosse possível dentro da limitação do tempo disponível em estúdio e o que faltasse registrar, ficaria para uma outra sessão a ser agendada.
Dessa forma, entramos no tópico dois, que foi narrar a história do resgate, a partir do reencontro de 2020, como surgiu a ideia de reconstruirmos as músicas, a fase de labuta com ensaios de caráter arqueológico para reconstruir o máximo de canções que a nossa memória coletiva pudesse relembrar, até chegar ao ponto de gravar e lançar a canção "1969", repercutir a sua exposição e acolhida pública, e o mergulho no estúdio Prismathias para gravar mais treze músicas e fechar o álbum "Sempre Jovens para o Rock'n' Roll" em 2026.
Da esquerda para a direita: Eu (Luiz Domingues), Wilton Rentero, Osvaldo Vicino e Carlinhos Machado a filmar depoimentos sobre a banda para o novo documentário produzido por Moacir Barbosa de Lima ("Moah"), da produtora Bicho Raro. 2 de agosto de 2026. Click, acervo e cortesia: MoahFaltou tecer comentários sobre cada faixa do disco, fator que estava previsto no roteiro e o terceiro tópico inteiro, a falarmos sobre as nossas lembranças sobre shows, filmes, peças teatrais e outras atividades culturais que frequentamos juntos durante os anos pelos quais fomos companheiros de banda.
Abaixo, eis um material de apoio que eu mesmo filmei com celular a mostrar o caminho para o estúdio Prismathias e uma vez no estúdio, a tecer uma rápida exposição sobre o estúdio em si e como ali tivemos momentos felizes na confecção do nosso sonhado disco.
Material bruto da filmagem do
documentário – Caminho para o Prismathias 1 – 2 de agosto de 2026.
Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no
YouTube:
https://youtu.be/etdiGnDNBtY
Material bruto da filmagem do documentário – Caminho para o Prismathias 2 – 2 de agosto de 2026. Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no
YouTube:
Material bruto da filmagem do documentário – Caminho para o Prismathias 3 – 2 de agosto de 2026. Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no
YouTube:
Material bruto da filmagem do documentário – Caminho para o Prismathias 4 – Vídeo 69 – 2 de agosto de 2026. Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no
YouTube:
Material bruto da filmagem do documentário – Chegando no Prismathias 5 – 2 de agosto de 2026. Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no
YouTube:
Material bruto da filmagem do documentário – Uma turnê pelo estúdio Prismathias 6 – 2 de agosto de 2026. Filmagem e acervo: Luiz Domingues
Eis o link para assistir no
YouTube:
https://youtu.be/Puw_ULBG7yw
Surgiu a ideia então de arrematarmos os depoimentos que faltaram no espaço cultural de propriedade do Moah, que gentilmente deu a ideia e nos convidou a aceitar a sua oferta irrecusável.
Mas antes de marcarmos esse novo apontamento, alguns dias depois dessa atividade vivida no estúdio Prismathias, tivemos um momento histórico!
Continua...

