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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 130 - Por Luiz Domingues

Uma carta no baralho que eu ainda possuía, revelava-se difícil de ser usada, no sentido de que dependia da tecnologia e sobretudo da minha  completa inabilidade para lidar com ela. Em suma, tratava-se de um DVD que eu conseguira digitalizar desde 2006, mas que não sabia formatar para colocar no YouTube.

Foi então que eu finalmente comecei a engatinhar no sentido de usar aplicativos acoplados ao PC e consegui a duras penas colocar o show do Pibulls on Crack realizado no Black Jack Bar de São Paulo em 1995, dentro do meu computador, mas no entanto, ele ganhou uma incômoda tarja involuntária, com propaganda do aplicativo que usei. Ora, se fosse uma marca d'água discreta, alojada em um canto, eu a deixaria no vídeo sem prejuízo algum às imagens, entretanto, se tratou de algo de proporção muito espalhafatosa, bem no meio do enquadramento e dessa forma, seria ridículo colocar o vídeo no YouTube com esse abuso da parte do aplicativo usado, a desrespeitar completamente a banda e os seus admiradores.

Em suma, me esforcei para achar um outro aplicativo que removesse a marca d'água indesejável, mas o segundo aplicativo usado também não entregou-me um serviço de qualidade, pois sim, apagou a tarja, mas em seu lugar a imagem ficou distorcida. Paciência, enquanto eu não aprendesse a lidar melhor com as ferramentas foi o melhor que eu pude fazer e entre esperar para me aprimorar no aspecto do uso de tais ferramentas e acelerar a publicação do material para a pronta exposição, haja vista que esse material de quase três décadas atrás não poderia mais ficar guardado em um DVD na minha residência.

Bem, sobre a apresentação em si sobre qual contexto ela ocorreu naquele dia 30 de abril de 1995, no meu texto autobiográfico, alojado há muitos capítulos anteriores, eu já narrei amplamente, portanto, não vou repetir a história toda e para quem já leu, sabe se tratar de uma passagem bonita da minha/nossa trajetória.

Portanto, vamos direto aos vídeos.

Continua...

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 129 - Por Luiz Domingues

Chegara a vez enfim de publicar as músicas provenientes da nossa entrevista e apresentação ocorrida através do programa "A Vez do Brasil", produção da 89 FM de São Paulo, fato ocorrido em 6 de junho de 1994. 

Conforme eu já assinalara anteriormente, a minha dúvida maior ao decupar o material contido nas fitas K7 resgatadas e devidamente digitalizadas pelo meu amigo Kim Kehl  em 2020 (e neste caso a visar organizar o possível lançamento de um disco Bootleg e esse plano ainda está de pé, naturalmente), se deu no sentido de que eu ficara com a impressão de que a entrevista, permeada por piadas hilárias, deveria ser preservada, certamente.

Todavia, como muitas partes dessa conversação estavam mescladas às músicas, se eu deixasse a conversa editada assim, "in natura", as faixas ficariam muito longas. E um outro detalhe: longe de mim ser um editor implacável e com ranço de censor reacionário, mas ao ouvir detidamente as conversas ali travadas no calor de 1994, algumas colocações soariam inoportunas à luz da sociedade de 2022, quando concluí a escrita desta parte do capítulo.

Em suma, ao ponderar sobre certas opiniões ali gravadas e sobretudo a respeito de piadas descabidas para a realidade da sociedade pós-anos 2020, eu decidi suprimir a maior parte da conversação, a fim de preservar todos os membros da nossa banda, eu incluso, apesar de que quase não falei na prática e também o nosso anfitrião, o locutor e entrevistador nessa atração radiofônica, o também brincalhão contumaz, Tatola.

A respeito da parte musical, a proposta foi fazer um som descompromissado ao extremo, haja vista que o programa não costumava promover shows no estúdio da emissora e aliás, não havia condição técnica para tal em suas dependências. Nesses termos, nós tocamos algumas músicas de forma acústica, com microfones improvisados e sem nenhum requinte de equalização possível de ser feito, além do padrão normal de uma clássica sonoplastia radiofônica adaptada para sonorizar conversação tão somente e executar músicas com o recurso da radiodifusão mecânica mediante discos de vinil, CD's, fitas e cartuchos a se pensar na tecnologia dos anos noventa, ou seja ainda a se adaptar ao mundo digital que chegava e à internet na ocasião.

A gravação ocorreu no dia 4 de junho de 1994 (um sábado), e foi ao ar no dia 6, segunda-feira. Dessa forma, eis abaixo as faixas que eu disponibilizei para os fãs do trabalho:

"The Shadow of the Light" - Pitbulls on Crack no programa "A Vez do Brasil" da 89 FM de São Paulo - 6 de junho de 1994

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=7LzYMZqGHPk

"On The Rocks" - Pitbulls on Crack no programa "A Vez do Brasil" da 89 FM de São Paulo - 6 de junho de 1994

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=tgnvo63PDvM

"Under the Light of the Moon" - Pitbulls on Crack no programa "A Vez do Brasil" da 89 FM de São Paulo - 6 de junho de 1994

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=hyY_Am-VRxo

"Candle Light" - Pitbulls on Crack no programa "A Vez do Brasil" da 89 FM de São Paulo - 6 de junho de 1994

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=yZSSjsMHhps

"Answer Machine" - Pitbulls on Crack no programa "A Vez do Brasil" da 89 FM de São Paulo - 6 de junho de 1994

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=gN4WJume_gc

"Sympathy for the Devil" (The Rolling Stones)  - Pitbulls on Crack no programa "A Vez do Brasil" da 89 FM de São Paulo - 6 de junho de 1994

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=zFQXmH_oPa

"Nevermind" - Pitbulls on Crack no programa "A Vez do Brasil"da 89 FM de São Paulo - 6 de junho de 1994

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=zcxQS7vnKwY

Sobre a performance em si, apesar do caráter super descontraído e de certa forma a se parecer com um clima de "Luau" improvisado, ficou bem convincente a se imaginar uma apresentação acústica informal. Com Deca, Chris e eu (Luiz) a tocar violões e o Juan Pastor a tocar bongô, ou seja, uma instrumentalização muito fora da nossa realidade de banda de Rock super elétrica, por incrível que pareça, a banda soou bem nessa circunstância adversa para nós.

E o acréscimo inesperado de "Sympathy for the Devil", um clássico dos clássicos dos Rolling Stones, não apenas surpreendeu à todos, como gerou uma certa euforia nos funcionários que estavam presentes no estúdio da emissora nesse dia, e isso ficou até registrado na gravação do áudio, quando encerramos e o entrevistador, Tatola, fez a menção e claro, nos divertimos muito com tal fator.

A priori, eu esgotara as possibilidades de lançar mais peças raras do Pitbulls on Crack baseadas nas fitas K7 descritas, no entanto, permanecera a ideia de lançar discos Bootleg e entre os ex-membros a vontade de se promover um show reunião esteva mantida, portanto, este capítulo sobre o Pitbulls on Crack pode ser estendido a qualquer momento.

Por enquanto, viva o Pitbulls on Crack! Viva o bom humor! 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 128 - Por Luiz Domingues

Ao investigar mais detidamente as minhas fitas K7 a conter material antigo do Pitbulls on Crack nelas contido, eis que me deparei com mais duas pérolas escondidas. Tratou-se de mais um testemunhal feito por um locutor da rádio 89 FM de São Paulo a promover o lançamento do nosso então mais recente álbum, "Lift Off" e com direito à execução na íntegra da primeira faixa do disco, "The Winding Moon" e também uma peça publicitária, o chamado "spot radiofônico", que promovera o show de lançamento do álbum e que foram ao ar, ambas as inserções, em dezembro de 1996.

Diferente de uma outra publicação na qual eu já havia providenciado a publicação no YouTube, com quase o mesmo teor anteriormente, desta feita se mostra engraçada a abordagem bastante frenética da parte do locutor (desconfio ter sido o "DJ" Edgard Piccoli, mas não tenha a certeza dessa informação para afirmar que tenha sido ele de fato), e devo acrescentar que no auge da sua performance, ele chegou a entoar certos trechos da canção simultaneamente à nossa gravação.

Isso certamente se deu pelo fato da orientação da emissora na época que era o de insistir nessa estética histriônica, concomitante ao estilo que também ocorria através da MTV, bem ao estilo dos anos noventa, com tudo a ocorrer de maneira frenética, ao estilo de um vídeo game com edição estroboscópica, digamos assim e de certa forma, bem alienante. Bem, fato histórico à parte, chega a ser engraçada a narração e o cantarolar do DJ no decorrer da nossa música em plena execução no ar.

Testemunhal sobre o lançamento do CD Lift Off + música "The Winding Moon" na íntegra. Rádio 89 FM de São Paulo - Dezembro de 1996

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=zyC3SoMaGP8

"Spot" radiofônico com chamada para o show de lançamento do CD Lift Off - 89 FM de São Paulo - Dezembro de 1996.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=HTPRriTLl6o 

E o mesmo fenômeno se deu com a peça publicitária criada para promover o show de lançamento do CD Lift Off que faríamos em 13 de dezembro de 1996, e que foi ao ar por alguns dias antes dessa data, através da 89 FM de São Paulo, igualmente.

A verborragia é tão histriônica da parte do locutor, que mal dá para entender o que ele pronuncia e para piorar a compreensão do ouvinte, eis que a música, "Ups and Downs", escolhida do nosso disco, para compor o "BG" ("Background", a chamada "música de fundo"), foi mixada muito alta em relação à voz do rapaz e assim, tornara tal experiência como um exercício de escuta impossível, praticamente. 

Bem, sob o ponto de vista da estética da época, a predisposição foi exatamente a mesma, ou seja, o estilo de locução aos gritos a se parecer com um surto de nervosismo incontrolável e bem ao estilo dos costumeiros vídeoclipes produzidos nessa década, mediante edição ultra rápida, como se o mundo estivesse a acabar a cada música exibida na MTV etc. e tal.

Bem, não posso me queixar, certamente, pois o importante foi que tivemos esse apoio extraordinário de uma emissora que brigava na linha de frente pela audiências das maiores FM's de São Paulo  naquela década, incluso as pertencentes às grandes redes de alcance nacional. Portanto, sou muito grato mais uma vez por essa ajuda incrível. Todavia, creio que as minhas críticas ao estilo de locução praticado nessas peças noventistas são pertinentes, ou seja, concorda, leitor?  

Mais novidades sobre o Pitbulls on Crack eu ainda teria para publicar em meus canais de YouTube!

Continua...

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 125 - Por Luiz Domingues

Foi então que mais uma safra de lançamentos especialmente preparados para o YouTube movimentou o meu canal 1 dessa plataforma e consequentemente enriqueceu o acervo do Pitbulls on Crack e dos meus Blogs 2 e 3, que tratam desse armazenamento (mais o Blog número 3, na verdade, por ser o museu virtual da minha carreira musical, propriamente dito).

Tratou-se da série de áudios correspondentes às músicas que gravamos ao vivo no programa "Clip Independente" da Rádio Brasil 2000 FM, por ocasião de 3 de junho de 1993. Como eu já disse anteriormente e relembro agora, tal material fora digitalizado em 2020, pelo meu colega d'Os Kurandeiros, Kim Kehl, e o objetivo principal foi, mediante a devida decupagem, providenciar o lançamento de um disco com característica "Bootleg", na mesma linha com a qual eu lançara seis discos d'A Chave do Sol entre 2020 e 2021, nas mesmas circunstâncias.

Esse objetivo não foi descartado, no entanto, como eu já analisei igualmente, assim que me propus a organizar os meus canais de YouTube, a ideia de publicar nessa plataforma tais áudios, prosperou, e assim, mesmo a manter o plano do lançamento de um disco, me antecipei para tomar tal providência.

"Under the Light of the Moon". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993.

Eis o áudio para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=0TnbP-4NMkc

Dessa forma, eu disponibilizei todas as faixas que gravamos ao vivo no estúdio daquela emissora de rádio em 3 de junho de 1993, a manter apenas alguns momentos bem pontuais das intervenções do apresentador e produtor do programa, o radialista, Osmar Santos Junior, o popular "Osmi", inseridas no contexto, assim como vinhetas da emissora e afins.

"The Shadow of the Light". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio  Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993.

Eis o áudio para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=8PjowK5EfIs

Não fiz, no entanto, nenhum tratamento sonoro para tal e apenas providenciei o corte e a colocação de uma foto estática, ou seja, algo bem simples para constar como material básico em termos visuais. Já a projetar o disco pirata com o mesmo material, aí sim eu planejei submeter o áudio de cada faixa a um tratamento e assim estabelecer o diferencial necessário para justificar o lançamento em disco do mesmo material.

A nossa leitura para o clássico de David Bowie, "Cracked Actor". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=4OSykjW85YI

A banda estava bem afiada nessa época e dá para conferir tal boa performance mediante essas faixas disponibilizadas no YouTube.

"Answer Machine". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=ZunusfysYwE

"Back in the Junkyard". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=Jy9aRouDlTc

"Killers". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=-JChgyBeTsc

Todas essas músicas eram recorrentes do nosso repertório nos anos de 1992 e 1993, principalmente, mas algumas não foram gravadas posteriormente em discos oficiais, caso de "Killers", "Back in the Junkyard" e as releituras de artistas internacionais que fizemos.

"Nevermind". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=sVxi3cQtOVc

"Candle Light". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=V1-nIfjfpKs

A nossa leitura (deveras acelerada, é verdade), para o clássico dos Beatles, "Ticket to Ride". Pitbulls on Crack ao vivo na Rádio Brasil 2000 FM de São Paulo em 3 de junho de 1993.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=BeGsSIyYlBg

Feliz por publicar esse material no YouTube, eu ainda mantinha uma outra carta na manga em termos de material raro do Pitbulls on Crack para lançar no YouTube!

Continua...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 124 - Por Luiz Domingues

Tivemos também exposição midiática inesperada e obviamente bem-vinda, paralelamente nesse mesmo tempo.

Por exemplo, na Webradio Crazy Rock, uma música do Pitbulls on Crack foi escolhida pelo radialista, Julio Cesar Souza para figurar na lista por ele programada dentro do programa "Só Brasuca", para ir ao ar, de 2 a 8 de julho de 2022, a se tratar de "Nevermind", peça do CD Lift Off de 1996. Por sorte minha, pessoal, uma música de uma outra ex-banda minha, A Chave do Sol, também esteve presente nessa lista ("Um Minuto Além").

E mais uma surpresa boa adveio nesse sentido radiofônico, quando eu fui informado de que a Webradio Internova de Aracaju-Se, através do programa "Lado 2 ", anunciara a participação do Pitbulls on Crack para o dia 19 de julho de 2022, com duas reprises posteriores. Na ocasião, foi executada a música "The Winding Moon" para representar a nossa banda.

Continua...

terça-feira, 22 de abril de 2014

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 21 - Por Luiz Domingues

Essa nota publicada no jornal "O Estado de São Paulo", logo no primeiro dia de 1993, dá uma ideia de como havia uma efervescência Rocker em São Paulo, no início dos anos noventa, a insinuar levemente que poderia haver uma nova onda de BR-Rock, para reeditar a onda oitentista, porém com a estética indie, e ainda que esta fosse uma espécie de filhote do Pós-Punk oitentista, teve a atenuante por conta da influência que o Grunge de Seattle estava a exercer.

E nesta avaliação de "melhores" de 1992 da Revista Bizz (que era a Bíblia" dos formadores de opinião, infelizmente), o Pitbulls on Crack teve menção espetacular ao meu ver. 

Nota-se que o "Skank" ainda era um ilustre desconhecido fora do mainstream, e eu recordo-me de que seus membros autoclassificavam-na como uma banda de reggae nessa época, mas já despontavam, e questão de dois anos depois, passariam a visitar o hit parade do mainstream. O mesmo caso de Daniela Mercury, que estouraria como cantora de "axé music", logo a seguir, nos holofotes do mundo mainstream. Quanto aos demais, eram nomes que despontavam no underground, como "Mickey Junkies"; "Virna Lisi"; "Yo-Ho-Delic", e "Gothic Vox". Curiosa a presença do "Second Come" em primeiro lugar, pois ao que consta-me, e corrijam-me se eu estiver errado, essa banda não aconteceu, simplesmente. "Justa Causa" é outro exemplo que não deu em nada, e convenhamos, nem no âmbito underground eu sabia de sua existência à época. "Exhort" era uma banda de Heavy Metal formada ainda nos anos oitenta, cujo baixista, Nando Machado, fora meu aluno, e ele é irmão do Felipe Machado, guitarrista do "Viper", e jornalista. O "Gangrena Gasosa" era uma banda de Metal extremo, mas tinha uma curiosa temática, pois todos os seus membros usavam vestimentas ritualísticas do Candomblé, e as músicas giravam em torno da terminologia usada entre os membros de tal religião afro-brasileira. Por esse detalhe, era bastante criativa pois se investia no surrado espectro do satanismo / ocultismo / demonologia, exaustivamente usado por bandas internacionais desse gênero, pelo menos usava o folclore genuinamente afro-brasileiro para impressionar os seus fãs. Finalmente, o tal de "Xicotinho e Salto Alto" (escrito com X, errado, eu sei...), era uma incógnita para a minha percepção. O que era aquilo, uma dupla sertaneja, ou uma banda de rock satírica ?


Para efeito de autobiografia, chama-me a atenção que no virar de 1992 para 1993, nós tenhamos suplantado o "Yo-Ho-Delic", que vinha de uma labuta mais antiga que a nossa, desde 1991, pelo menos. Além de ter maior longevidade, tal banda quando começamos a dar os nossos primeiros passos, era a mais "hypada" nas conversas de bastidores pelas casas noturnas do circuito indie de São Paulo, e também nas rodinhas formadas por jornalistas; músicos e produtores musicais. O fato de nós a termos superado na reta final, mesmo ao entrarmos na corrida depois, foi extraordinário, e explica um pouco o por que deles ter sido preteridos pela gravadora, a constar da coletânea, e nós confirmados, ao contrário.
Continua...