De repente e, não
mais que de repente, um consentido distanciamento começa e,como numa gostosa
permissão, cedemos à voluntária
e assinada entrega...
Às vezes com direito
a filmes inesquecíveis, em outras, trazidos subitamente,
ameaçados, amedrontados !
Muitas e outras
tantas situações somos levados a circunstâncias sem nenhum nexo...e quantas imagens
gravadas, que até hoje, vem e vão,
sombreando, clareando quem fomos, somos ou
seremos ?!...?!
Convivemos, ora
buscando, ora espantando.
Na sua ausência, sofremos, mas, na sua presença onipotente, preocupamos.
Acolhedor,
restaurador se bem dosado.
Desafiador, se
inconstante ou intermitente.
Que sedução é essa
que nos deleita ou pune ?
Que conforta da mesma
forma que intriga, investiga, explora e expõe, sem
trégua ou filtro, nossos mais
escondidos tesouros e inimigos, trazendo para a
superfície muito daquilo que nos define, e, ainda, como num passe de mágica levando e
trazendo-nos a um mundo
desconhecido, surreal, por isso mesmo próximo a uma espécie
de morte, tão intrigante,
revelador e propiciador de uma,
também, espécie de
ressurreição.
Carregando pesos ou
alçando voos, mergulhando em
sombras ou luz tênue, labirintos
instigantes, símbolos por decifrar, silêncios
aterrorizantes ou sepulcrais, ou, ainda, quietude sagrada,
pacificadora...e que assim seja, venha, convide,
acalente e revigore cada ciclo finito no
Infinito !
Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Sua formação acadêmica é de engenheira civil, mas também é uma experiente astróloga, consultora para harmonização de ambientes, e instrutora de Sudha Raja Yoga.
Nesta reflexão, discorre sobre os ciclos que regem a movimentação da vida.




