quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Crônicas da Autobiografia - O Multi-Tecladista que não Conhecia Música - Por Luiz Domingues



Aconteceu em 1979, entre o final do Boca do Céu e o início do Língua de Trapo...

Mais ou menos entre julho e setembro de 1979, o Boca do Céu, a minha primeira banda e que havia mudado de nome para Bourréebach no início de 1978, já havia encerrado atividades há meses.
 
Nesse ínterim, ao final de junho e no início de agosto, eu já havia apresentado-me duas vezes com o "Grupo de Poesia e Música da Faculdade Cásper Líbero", que foi, nada mais, nada menos que o embrião do Língua de Trapo. Mas como não havia ainda a firmeza de propósitos para que tal grupo formado por estudantes de jornalismo tornasse-se uma banda e apesar de um de seus articuladores ter sido o meu amigo Laert Julio, vulgo Laert “Sarrumor”, também ex-membro do Boca do Céu, eu coloquei-me aberto a conhecer outros músicos e quem sabe ingressar doravante em uma outra banda montada ou em vias de ser formada. 
 
Pouco tempo mais tarde, por volta de outubro de 1979, o meu amigo  baterista, Cido Trindade convidar-me-ia a ingressar na banda de apoio do cantor/compositor e pianista, Tato Fischer. O que foi na prática, o primeiro trabalho que realizei fora de uma banda autoral, como um clássico “side man”, ou como fala-se em português, “músico de apoio” para acompanhar um artista solo como ele.
Fachada da Escola Estadual de Segundo Grau, Osvaldo Catalano, no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo, onde eu completei o ensino secundário, em 1979
 
Mas antes disso eu tive uma experiência no mínimo estranha e que não contei no texto da minha autobiografia oficial, porque julguei fora de propósito ali, mas como crônica avulsa, vale a menção.
 
Ocorreu que um conhecido meu da escola (em 1979, eu cursava o 3º ano do curso colegial da Escola Estadual de Segundo Grau, Osvaldo Catalano), que era sabedor da minha luta para tornar-me músico/artista, falou-me que sabia de um rapaz que procurava músicos para a formação de uma banda de Rock. Segundo ele, tal rapaz era tecladista, tinha um excelente nível técnico e teórico, era bem equipado e estava com bastante entusiasmo para trabalhar.
 
Diante do quadro em que eu me encontrava naquele instante, com a minha primeira banda autoral com atividades encerradas e o embrião do que viria a ser o Língua de Trapo ainda bem longe de esboçar ser algo promissor, aceitei o convite e coloquei-me à disposição para conhecer a proposta sonora do rapaz. 
 
Nessa altura, eu havia vencido a barreira inicial do aprendizado musical e longe de ser um músico de qualidade, ao menos sentia-me minimamente seguro para aceitar o desafio de tocar com músicos de melhor nível que o meu, sem passar vergonha. Mesmo que ele fosse muito mais desenvolto e experiente, a minha autoconfiança para tocar, garantiu-me tal prerrogativa.
Anotei o endereço da residência do rapaz, e em um determinado sábado, pelo horário vespertino, lá fui eu com meu intrépido baixo Giannini “RK”, uma imitação grosseira do baixo Rickenbacker, e meu "filho único" então, até as imediações da Avenida Lins de Vasconcelos, onde na sua altura mediana, embrenhei-me por ruas bem arborizadas e com belos sobrados de classe média alta, que formam um bairro chamado: Vila Monumento, encravado entre bairros tradicionais da zona sul de São Paulo, como a Vila Mariana, Aclimação e Cambuci.
 
Fui recebido pelo rapaz, que não mantinha uma aparência Rocker, ao se parecer com um sujeito com outros objetivos e interesses na vida e creiam-me, apesar desses conceitos estarem a ser destruídos violentamente naquele final da década de setenta, tais signos ainda eram bastante significativos para quem envolvia-se com o Rock e claro, a minha escola era totalmente calcada nas estéticas sessenta-setentistas e dessa forma, não foi questão de preconceito, mas de uma sutil demonstração de comprometimento ou não com a causa.
 
Tudo bem, mesmo assim, sem preconceitos e a levar em conta que nem todo Rocker podia vestir-se condizentemente com os padrões de tal estética e usar cabelos longos por questões familiares ou sociais de diversas motivações alheias à sua vontade, todavia, também passou-me pela cabeça que talvez o rapaz fosse mais um daqueles que demonstravam desencanto com tal estética. E se houve época onde isso ocorreu em massa, foi ali entre 1978 e 1981, quando muitos conhecidos e amigos meus correram ao salão de barbearia e rasparam as suas respectivas longas cabeleiras, para cortarem o vínculo com o movimento Hippie. 
Bem, vamos ao ponto desta crônica. Eis que eu cheguei ao endereço, e toquei a campainha da residência em questão.

-“muito prazer, o meu nome é Luiz, sou baixista e quero tocar numa banda de Rock. E você?”
 
Receptivo, porém não de forma efusiva, o rapaz pôs-se a falar de seus propósitos e ao mesmo tempo, ao mostrar-me os seus teclados e equipamento. 
 
Pelos instrumentos ali presentes, de fato eu fiquei muito impressionado. Tratou-se de um arsenal de teclados, daqueles tipicamente setentistas e presentes no meu imaginário Rocker, desde sempre, vistos e revistos em fotos, capas de discos e "promos" de shows das grandes bandas daquela década. O rapaz ligou tudo e só por ouvir aqueles timbres de Mini-Moog, Clavinete, Piano Fender Rhodes e órgão Hammond, já animei-me. 
 
Tocar em uma banda cujo tecladista detinha esse aparato à disposição foi um sonho acalentado desde sempre, certamente.
O rapaz não possuía apenas isso, mas vários amplificadores e um mini PA, a denotar ter um poder aquisitivo bem alto, visto que naquela época, com a importação fechada pela ditadura militar há anos, para ter tudo aquilo em sua posse, com instrumentos e equipamentos de marcas de renome internacional, era preciso muito dinheiro, mesmo.
 
Bem, eu pluguei o meu baixo em um bom amplificador, que eu sonhava ter, mas era inacessível para o meu poder monetário de então, e começamos a tocar, com a minha intenção em propor improvisos a esmo, baseados em exemplos em torno de nomes do Rock nacional e internacional que seriam óbvios naquela situação. Mas aí o imponderável ocorreu...
Genial tecladista do The Nice e Emerson; Lake & Palmer, o grande e hoje saudoso, Keith Emerson

O rapaz continha um bom nível musical, pela técnica que exibia, mas tudo o que eu citava, ele dizia não conhecer. Com aqueles teclados incríveis, como assim não conhecer bandas de Rock Progressivo que usavam ostensivamente aqueles instrumentos em profusão? Achei muito esquisito em princípio. Não sabia quem era Keith Emerson ? 
Na primeira foto, o incrível Jon Lord, hoje saudoso, então em ação com o Deep Purple, nos anos setenta, atacando (literalmente) o órgão Hammond; Segunda foto : um tecladista da pesada e grande guitarrista também, Ken Hensley, atuando nos anos de ouro do Uriah Heep, igualmente "pilotando" o órgão Hammond e um sintetizador, Mini Moog; E na terceira foto, o baixista superb, mas que também era o tecladista do Led Zeppelin, John Paul Jones, nessa foto ao vivo da banda nos anos setenta, tocando um órgão Farfisa
 
Paciência, fomos de Hard Rock, então. O que? Não conhece nenhuma música do Deep Purple? Nem do Uriah Heep? Não conhece Led Zeppelin? Como assim?
Na ordem das três fotos acima : Elton John; Peter Frampton e Rod Stewart, três artistas egressos do Rock britânico, mas que fizeram massivo sucesso pop mainstream, em âmbito mundial na década de setenta
 
Tudo bem, enveredamos para o mundo mais Pop. Que tal Elton John? Peter Frampton, Rod Stewart...
Na primeira foto, os Rolling Stones em ação no ano de 1973, e na segunda, a gravação do LP "Let It Be", dos Beatles, em 1969.
 
Vamos tocar uma dos Rolling Stones, então? Não sabe? Como assim? Beatles, então... não seria possível que não soubesse ao menos tocar "Let It Be" nesse piano! A Jam pôs-se a ficar angustiante...
Genial banda, supra sumo da sofisticação do Jazz-Rock setentista, a "Mahavishnu Orchestra"
 
-“Já sei, você prefere Jazz-Rock. Veja, não tenho nível para isso mas quer tentar Mahavishnu Orchestra? Nunca ouviu falar?”
Grandes ícones da Black Music 1960-1970, na ordem das fotos: Marvin Gaye, Otis Redding, Aretha Franklin, Wilson Pickett, James Brown e Jackson Five 
 
Está bem... pensemos na Black Music, então! Vamos de Marvin Gaye, Otis Redding, Aretha Franklin, Wilson Pickett, James Brown… não? Jackson Five… mas não é possível que não conheça!
Naquela altura ainda bem atual, o disco: "Sábado e Domingo", do "Som Nosso de Cada Dia" mexia com a imaginação dos Rockers tupiniquins, por fazer uma improvável mistura de estilos, entre o Rock Progressivo e o Funk-Rock (e entenda "Funk" como algo completamente desassociado da conotação que a palavra adquiriu anos depois, infelizmente). Vamos tocar um Funk-Rock de uma banda nacional? Conhece o Som Nosso de Cada Dia? E o rapaz nessa hora perguntou-me o que era “Funk”, em uma época em que a palavra “Funk” denotava uma nobre variação musical oriunda da Soul Music etc. e tal.
 
E assim foi, por noventa ou cento e vinte minutos mais ou menos e diante das negativas do rapaz e ele, sob um contraponto surpreendente e bastante desagradável, a propor tocarmos música Pop enlatada de FM, proveniente de artistas irrelevantes que não durariam até o próximo verão. 
 
Esteve explicado então porque esse rapaz não conhecia outras esferas mais nobres da música. Dessa forma, educadamente um disse ao outro que a primeira Jam fora produtiva e que marcaríamos outras até conhecermos outros músicos e formarmos uma banda. Bem, esse foi o tipo de contato que jamais torci para frutificar e acredito que a recíproca foi a mesma da parte dele.
E aquela "tecladeira" toda, hein? No mínimo o sujeito casou-se pouco tempo depois e tudo ficou ali na casa dos seus pais, até um dia em que sua mãe, já idosa e cansada de guardar aquelas “tranqueiras”, ligou para um bazar desses que aceita doações de móveis e objetos velhos e... sorte do músico que enlouqueceu ao comprar um Mini Moog a "preço de banana", achado em um depósito empoeirado assim. 
 
E acredite, isso acontece muito e eu conheço gente muito próxima com quem já toquei por anos a fio em bandas autorais, inclusive, e que já comprou teclado estrangeiro desse porte vintage, em excelente estado de conservação, por um preço ridículo e certamente sem que os responsáveis por tais lojas de objetos usados, façam a menor ideia de seu real valor...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Autobiografia na Música - Trabalhos Avulsos (Disco Solo de Rodrigo Hid) - Capítulo 87 - Por Luiz Domingues

Rodrigo Hid com a Patrulha do Espaço em 2004. Foto: Ana Fuccia

Quando a nossa formação da Patrulha do Espaço encerrou-se em 2004, o anúncio oficial foi dado em setembro desse ano, porém, na realidade ainda cumprimos um show no mês subsequente, em outubro. Contudo, o fato é que vivíamos uma fase sob desgaste nítido na relação interna da banda, há meses, pelo menos desde o final de 2003, e assim, Marcello Schevano articulou a criação de uma nova banda em paralelo, que denominar-se-ia: "Carro Bomba" e o Rodrigo Hid começou a projetar a ideia de lançar um álbum solo.

Assim que a Patrulha do Espaço saiu de nossas respectivas vidas, soube que o Rodrigo estava a promover ensaios com o jovem e super promissor baterista da banda, "Quarto Elétrico" (Ivan Scartezini), uma ótima banda por sinal, e que havia sido atração de abertura de alguns shows da Patrulha do Espaço de nossa fase, E ele contou também com o seu baixista, o super talentoso, Thiago Fratuce, que fora um de meus melhores alunos nos anos noventa. A sua ideia inicial seria gravar o álbum em trio e por ele ser um multi-instrumentista, certamente que supriria com galhardia toda a parte de guitarras, teclados, vozes e violões acústicos, portanto a contar com uma cozinha com muita categoria, formada por Ivan Scartezini e Thiago Fratuce, tinha tudo para lançar um álbum incrível, ainda mais se levarmos em conta a obviedade de que ele é um compositor inspiradíssimo, portanto não seria apenas o atrativo da exímia execução da parte dele e de seus convidados, mas sobretudo pela certeza de que haveriam de ser músicas lindas. 

Rodrigo Hid (comigo, Luiz Domingues ao fundo), a atuar com o Pedra, em 2006. Foto: Grace Lagôa

Porém, poucas semanas depois, surgiu o convite da parte do guitarrista, Xando Zupo, para que Rodrigo viesse a integrar a sua nova banda, que estava a ser articulada e com a agravante de que eu mesmo, Luiz Domingues, também estava a participar desse projeto e assim, eu certamente insisti bastante para que ele aderisse a proposta para fazer parte desse novo trabalho, e assim culminou com que ele aceitasse mesmo o desafio e nessa nova configuração, o seu projeto para o lançamento de um disco solo foi engavetado, sine die. 

Cerca de um ano e meio depois disso, o próprio baterista, Ivan Scartezini também agregar-se-ia a essa nova banda, batizada como "Pedra" e tal história está contada em detalhes nos seus respectivos capítulos, alojados em meus Blogs 2 e 3 e igualmente nas páginas do livro impresso, com tal teor: "Quatro Décadas de Rock".

Rodrigo Hid com o Pedra em 2014. Click, acervo e cortesia: Leandro Almeida

Mas o tempo passou, o "Pedra" encerrou a sua carreira, e depois de um ano de inatividade, voltou, e acabou novamente, desta feita definitivamente. E o Rodrigo, desde muito tempo, já havia tornado-se um dos mais requisitados músicos da noite paulistana, ao tocar em bandas cover (como por exemplo o "Rockover", ao lado do excelente guitarrista, Ronaldo Paschoa, ex-Tutti-Frutti; ex-Guilherme Arantes e ex-Rita Lee), além de inúmeros pequenos combos e não obstante o fato dele, por ser eclético ao extremo, montou uma agenda incrível como artista solo, ao realizar espetáculos sob o formato: voz & violão e/ou voz & piano em inúmeras casas noturnas e também ter sido "side man" de artistas importantes da MPB, com teor Folk-Rural, como Chico Teixeira, filho do compositor e cantor/violonista, Renato Teixeira.  

Portanto, com agenda lotada, e ainda que isso seja uma maravilha, ao pensar no aspecto financeiro, demorou, mas finalmente, Rodrigo Hid vislumbrou uma boa oportunidade para desengavetar o seu projeto de lançar um disco solo. 

Para tanto, Rodrigo planejou gravar o seu disco, ao formar vários "times", com músicos amigos que transitaram pela sua carreira até este ponto e foi com muita alegria que eu recebi o seu convite para gravar duas faixas em princípio, e mais feliz ainda fiquei, quando soube que o baterista dessas duas faixas em que gravaria, seria o meu velho e querido amigo, José Luiz Dinola. Ora, que prazer gravar novamente com meu velho colega d'A Chave do Sol, e de certa forma resgatar a frustração de um outro projeto nosso não ter chegado nesse ponto em ter gravado o seu material criado, no caso o "Sidharta" e nesse aspecto, diretamente ligado também ao Rodrigo Hid.

Na sala da técnica do estúdio "A" de gravação do complexo "Orra Meu", o "Sidharta" reunido, dezenove anos depois, com a sua formação clássica. Da esquerda para a direita: José Luiz Dinola, Marcello Schevano, Rodrigo Hid e Luiz Domingues. Nesse instante, o objetivo fora gravar o disco solo de Rodrigo Hid, com Dinola e eu, Domingues, a suprir o suporte instrumental e Schevano a operar e produzir essa gravação. 1° de março de 2017. Acervo e cortesia: Marcello Schevano. Click: Diogo Barreto

Portanto, seria mais que um prazer pela amizade envolvida entre nós três, mas uma espécie de resgate tardio, mas muito bem-vindo, de algo que não conseguimos realizar naquela época, entre 1998 e 1999. 

E para reforçar toda essa incrível teia de conexões entre nós três, houve um quarto elemento que teve tudo a ver conosco e seria o propiciador técnico de tal ação. Refiro-me à Marcello Schevano, que abriu as portas de seu recém inaugurado mega estúdio, e ele próprio prontificava-se a ser o "tape operator" e produtor do álbum. Cabe destacar que quando ele e o seu irmão, Ricardo Schevano, meu ex-aluno, baixista experiente e de alto nível, há anos, montaram o seu estúdio, ambos foram estudar produção de áudio e agora estavam os dois habilitados como técnicos de gravação sob alto padrão de conhecimento. 

E diante de um estúdio maravilhoso que fundaram, com tecnologia de ponta e equipamentos e instrumentos vintage de primeira categoria, qualquer álbum que fosse produzido em seu estabelecimento, tendia a ter qualidade com alto padrão sonoro, portanto, um disco de Rodrigo Hid que traz no bojo a sua qualidade artística altíssima, e produzido nessas condições técnicas sob nível norte-americano ou europeu, só poderia ficar excelente, foi uma dedução lógica.

Reencontro de velhos amigos em jornadas conjuntas e distintas, da esquerda para a direita: Rodrigo Hid, eu, Luiz Domingues e José Luiz Dinola. Primeiro ensaio para a gravação de duas faixas do disco solo de Rodrigo Hid. Estúdio B de gravação do complexo Orra meu. 1º de março de 2017. Acervo e cortesia: Rodrigo Hid. Click: Diogo Barreto

Sobre as canções que o Rodrigo designou-me para gravar junto com o José Luiz Dinola, a minha familiaridade com ambas, fora total. Tratou-se de duas canções que chegaram a ser gravadas pelo Pedra, a fim de figurar no repertório do CD derradeiro da banda, o "Fuzuê", mas que foram descartadas pelo Xando Zupo, por questão de seu gosto pessoal, por julgá-las não adequadas ao bojo do álbum. Sobre essa produção em si, eu descrevi a situação nos capítulos finais do Pedra, basta procurar no arquivo do Blog. Mas o importante é que o Rodrigo estava disposto a regravá-las e eu que aprecio as duas, fiquei muito feliz por ter essa chance de novamente colocar o meu baixo em seus respectivos "tracks" e vê-las enfim, lançadas.

Uma delas chama-se:"Siga o Sol" e trata-se de um Folk-Prog muito bonito, com final em looping emocionante, bem setentista. E a outra peça, que na época tinha o nome provisório anotado como: "Porão" (o Rodrigo pensa em criar uma nova letra e possivelmente ele passará a ter outro título quando for lançada), trata-se de uma canção que ele já planejava gravar em 2004, quando esboçou produzir o seu disco, inicialmente. 

Tal tema ficara por anos a ser sugerido pelo Rodrigo a ser gravado pelo Pedra, mas sempre a esbarrar na resistência do Xando para incluí-la no repertório da nossa banda, e assim, mesmo que a gravamos em fim em 2013, ela não chegou a ser mixada e assim, foi descartado na hora do lançamento do disco do Pedra, "Fuzuê", em 2015, ocorrência que já citei anteriormente nos capítulos sobre o Pedra. 

Nesta nova realidade, por ter mantido o seu arranjo original, a música tem uma introdução muito a ver com o Prog-Rock setentista e uma parte cantada mais Pop, ao lembrar o som de Elton John e para citar um artista brasileiro semelhante, Guilherme Arantes.

A ensaiar com José Luiz Dinola e Rodrigo Hid, para gravar duas faixas no disco solo dele, Hid. Estúdio de gravação B, do complexo "Orra Meu". 1º de março de 2017. Click (selfie), acervo e cortesia: Rodrigo Hid 

Baseamo-nos nas gravações malogradas do Pedra, eu, Luiz e Dinola, para prepararmos as duas canções e alguns ensaios foram marcados para se estabelecer a devida pré-produção dessa gravação. E foi um prazer realizar tais encontros, para efetuar esse trabalho e inevitavelmente termos momentos com nostalgia ao agruparmo-nos os quatro ex-integrantes do Sidharta, e curiosamente, no primeiro ensaio, o Rolando Castello Junior estava presente no estúdio de gravação a participar de uma sessão de decupagem do material gravado nos shows ao vivo, onde também revivemos a nossa formação da Patrulha do Espaço, portanto, sob o mesmo teto, muitos personagens da minha história pessoal na música, em épocas diferentes estiveram ali agrupados, o que foi um momento de alegria pessoal de minha parte, sem dúvida alguma. 

Após três ensaios, a gravação foi marcada e o Dinola sugeriu uma técnica diferente na metodologia de gravação, e manobra essa que já estava habituado a usar nas gravações de sua banda, o "Violeta de Outono" e cujo conceito, o guitarrista, Fábio Golfetti, havia aprendido na Europa, entre suas andanças como membro da banda Prog-Rock, internacional, "Gong". 

Nesse conceito, ao aproveitar-se do fato da tecnologia digital estar muito avançada, ficava mais fácil gravar músicas mais complexas, ao estilo Prog-Rock, que contenham muitas partes, em trechos, e posteriormente a montagem milimétrica de tais frações se mostra perfeita. No caso da música provisoriamente conhecida como: "Porão", tal metodologia facilitou-nos a vida, pois trechos complexos foram gravados separadamente, ao minimizar ao máximo a incidência de erros. Dessa forma, muito rapidamente, o José Luiz Dinola gravou a bateria das duas canções e na mesma tarde, em pouquíssimo tempo, eu já gravei a minha parte, igualmente, com muita tranquilidade.

Ao preparar-me para gravar sob absoluta tranquilidade na sala A do estúdio Orra Meu, com Marcello Schevano na operação. E pela visão da janela, o roadie, Diogo Barreto a fazer ajustes na bateria de José Luiz Dinola, na sala ao lado. Na minha mão, o Fender Precision e no cavalete, o Rickenbacker 4001, gentilmente emprestado por  Ricardo Schevano. 19 de abril de 2017. Click, acervo e cortesia: Rodrigo Hid

Sobre os baixos que usei, levei o meu Fender Precision para gravar o Prog-Rock que torna-se uma canção Pop ao seu final e o Rickenbacker foi usado na canção Folk-Prog, a seguir a mesma intuição que eu tivera por ocasião da gravação das mesmas canções,  mas desta feita para o disco do Pedra. 

Creio ter sido adequado para as duas ocasiões, estou convencido que é o que as músicas pediram. A diferença, em relação à gravação dessas canções anteriormente para o Pedra, foi que eu usei o Rickenbacker do Ricardo (e não o meu, que curiosamente é da mesma cor, só que do modelo 4003 e do ano de 1980), e o dele é um 4001, ano 1973, ou seja, com linha de captação, "toaster". E a amplificação cedida pelo estúdio, com caixa e cabeçote Ampeg, foi absolutamente matadora, com um timbre e peso, fantástico. Ricardo Schevano auxiliou-me muito na produção desse som de baixo, e atesto que saí do estúdio muito satisfeito com a sonoridade dessa captura.

Um pouco antes da sessão de gravação iniciar-se, a conversar com meu velho amigo, José Luiz Dinola. "Um Minuto Além" e sempre reencontramo-nos na mesma "Luz". Gravação do disco solo de Rodrigo Hid, no estúdio Orra Meu de São Paulo. 19 de abril de 2017. Click, acervo e cortesia: Rodrigo Hid

O Marcello operou essa gravação, mas com a devida supervisão de um de seus professores do curso de áudio, e que também opera regularmente ali no estúdio "Orra Meu", André Miskalo. Além de Ricardo, que também habilitou-se teoricamente muito bem e acompanhou tudo de perto. Portanto, Rodrigo cercou-se de técnicos gabaritados e com tal estúdio ultra equipado e moderno, tem tudo para fazer um álbum memorável.

Algumas semanas depois dessa gravação, vi pelas redes sociais que um novo time de músicos convidados por Rodrigo já estava a gravar mais faixas. Tudo absolutamente em família, a outra cozinha convidada, fora formada por Rolando Castello Junior e Nelson Brito, ao dispensar qualquer tipo de apresentação de ambos.

E no início de julho de 2017, eis que eu recebo um novo recado no inbox do Facebook, com o Rodrigo a convocar-me para gravar mais duas faixas, desta feita com o extraordinário baterista, Franklin Paolillo, uma lenda do Rock brasileiro setentista. Uma canção será inédita e a outra, "Sonhos Siderais", uma canção que o Rodrigo compôs para o nosso projeto, Sidharta, portanto, estou muito animado para desengavetar mais uma peça que trabalhamos com tanto carinho naquele projeto realizado ao final dos anos noventa e esta não aproveitada por outra banda, posteriormente, como muitas outras que foram gravadas pela Patrulha do Espaço ou pelo Pedra. 

Dessa maneira, futuramente mais um ou dois capítulos serão escritos a descrever desse trabalho avulso que realizo com o meu velho amigo, Rodrigo Hid, e a envolver diretamente, muitos outros companheiros de inúmeras jornadas de minha carreira. 
A conversar com os irmãos Schevano, Ricardo, em pé e Marcello, sentado próximo à mesa de som. Gravação do disco solo de Rodrigo Hid, no estúdio Orra Meu, de São Paulo. 19 de abril de 2017. Click, acervo e cortesia: Rodrigo Hid

Continua...

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 60 - Por Luiz Domingues

O nosso próximo compromisso foi em uma casa tradicional da Rua 13 de maio, no bairro do Bexiga ("Bexiga" é apelido, o bairro chama-se verdadeiramente, Bela Vista), em São Paulo, com longo histórico de ambientação para bandas cover, predominantemente, há pelo menos duas décadas. 

Tratou-se do "The Wall", uma casa que privilegiava em pelo menos 99%, as noitadas com bandas cover e fomento às baladas, ao concorrer palmo a palmo com os seus vizinhos do mesmo quarteirão. 

Mas assim como o Café Aurora e o Café Teatro Piu Piu, vez por outra abria o seu espaço para um artista autoral apresentar-se. Não foi exatamente o caso dessa noite onde Os Kurandeiros apresentar-se-iam, pois as demais bandas escaladas tocariam covers em predominância máxima, mas por conta disso, sob um contraponto, 

Os Kurandeiros programaram-se para tocar um set 100% autoral, visto que nossos pares já haveriam de suprir a noitada com um repertório internacional de clássicos consagrados, a abrirem-nos portanto a primazia da isenção dessa tarefa, e assim, a nos oferecer a oportunidade de realizar um show autoral, inteiramente.

Foi a comemoração do natalício do simpático guitarrista do "Pompeia 72", Gegê Guimarães, e partira dele o convite para a nossa participação. A outra banda em questão, chamada, "Fórmula Rock", também era do rol de amizades do Gegê, e além de ser muito boa, tecnicamente, também dedicava-se ao trabalho cover, predominantemente, mas no decorrer de sua apresentação, apresentou uma composição própria, e claro que eu achei a iniciativa muito salutar. 

A ambientação do Café The Wall, era bastante Rock'n' Roll em essência, e a estrutura para os shows, de boa qualidade, adequada à sua envergadura, com um palco bastante razoável, um PA compatível, backline e uma iluminação digna. Lembrou-me o "Woodstock", uma casa que apresentava estrutura de Café Teatro nos anos oitenta e noventa, e foi bastante concorrido nesse período na noite paulistana.

O "Pompeia 72" abriu a noitada, a desfilar o seu repertório calcado em clássicos do Rock, a predominar o Hard-Rock setentista. Boa banda, com músicos experientes e técnicos, apresentou o mesmo espetáculo que haviam feito em dobradinha conosco, dias antes no Fofinho Rock Bar. 

Depois, veio o "Fórmula Rock", praticamente na mesma predisposição, mas com pequenas nuances diferentes, principalmente na escolha do repertório, a apresentar peças um pouco diferenciadas em relação ao repertório proposto pela banda anterior, e a surpreender até, ao tocar músicas de bandas como o "Free", "Thin Lizzy" e "Ufo", geralmente artistas fora do esquadro de bandas cover mais ortodoxas. E também por haver tocado uma composição própria e boa, com nítida influência setentista.

Da esquerda para a direita: a cantora Paula Mota, a atuar em participação especial no show d'Os Kurandeiros, Luiz Domingues, Carlinhos Machado e Kim Kehl. A caminhar na parte de baixo com câmera na mão, o cinegrafista, Edson Vicentin. Os Kurandeiros no Café The Wall, de São Paulo, 24 de fevereiro de 2017. Foto: Lara Pap
 
Ao final, por conta da casa ter pedido para o primeiro show ter começado após a meia-noite, quando Os Kurandeiros subiram ao palco, já passava das três horas da manhã e o grande grosso do público já havia dispersado, infelizmente. Bem, ninguém é de ferro e por ser madrugada de sexta para sábado, não é todo mundo que aguenta esticar o dia de trabalho a varar de madrugada assim, incólume, apesar de ter sido véspera de Carnaval e aquele clima de euforia desmesurada estivesse no ar. 

A cantora Paula Mota, ex Backing-Vocalista do Made in Brazil, apareceu e subiu ao palco para uma participação surpresa, sempre bem-vinda. 

A despeito desse avançar do horário, demos o nosso recado e o film-maker, Edson Vicentin estava presente e fez uma filmagem básica de nossa atuação. Conhecia o Edson desde 1999, quando este filmou o primeiro show da Patrulha do Espaço com a nossa formação "chronophágica" em ação, e dali em diante, ele filmou vários outros shows da nossa banda, nos anos seguintes. Portanto, que bom ter tido em pleno 2017, uma outra filmagem sua, desta feita com um outro trabalho meu, no caso, com Os Kurandeiros. 

Eis acima a filmagem da apresentação d'Os Kurandeiros no "The Wall", de São Paulo, em 24 de fevereiro de 2017, com cinegrafia de Edson Vicentin

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=fC_570hyWpQ 

Foi assim então, 24 de fevereiro de 2017, no "The Wall" do bairro do Bexiga, São Paulo.

Alguns dias depois, e Os Kurandeiros estavam de novo no simpático palco do Santa Sede Rock Bar, onde tantas vezes apresentamo-nos, desde 2013, com a minha presença na formação e a banda detinha histórico nessa casa desde 2009, aproximadamente. 

Fizemos um show muito bom, ainda sob o embalo do lançamento do EP "Seja Feliz".

Dois flagrantes d'Os Kurandeiros em ação no Santa Sede Rock Bar, na noite de 3 de março de 2017. Primeira foto: Mary Saracene e a segunda, de autoria de Lara Pap

Os nossos próximos passos dar-se-iam em ambientes igualmente familiares para a banda, contudo, apesar dessa espécie de "zona de conforto", proporcionar-nos-iam, novidades interessantes, que eu relatarei a seguir.

Continua... 

domingo, 3 de setembro de 2017

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 59 - Por Luiz Domingues

Da esquerda para a direita: Kim Kehl, Carlinhos Machado e Luiz Domingues. Os Kurandeiros ao vivo no Fofinho Rock Bar em 5 de fevereiro de 2017. Foto: Lara Pap

O próximo passo d'Os Kurandeiros ocorreu novamente no ambiente do "Fofinho Rock Bar", e desta feita o automóvel do nosso convidado, Cris Stuani, não teve falhas mecânicas e assim, a sua presença a fazer uma apresentação solo, na base da voz e violão, só abrilhantou a tarde & noite. 

Contudo, as condições de trabalho em nada melhoraram, e se nós já não estranhávamos tal situação, o nosso convidado ficou estupefato, ainda por se considerar tratar-se de uma apresentação acústica. 

Pois é, assim que ele subiu ao palco e preparou-se para iniciar sua performance, Cris falou ao microfone algo como: -"por favor desliguem o som mecânico que vou começar!" 

Entretanto, nós o advertimos que não desligariam o som do salão e que ele deveria iniciar o seu show assim mesmo e lá foi ele heroicamente a cantar "Come Together" dos Beatles, e a ter a concorrência de um som mecânico a reproduzir vocalistas de Heavy-Metal com os seus gritos agudos típicos, vindos do salão superior, sob um volume ensurdecedor a atrapalhar a sua arte. 

Paciência, ficamos chateados com tal situação e aí começou um novo problema para nós, visto que a incumbência de convidar artistas foi nossa, mas diante de tal realidade, como justificar aos nossos convidados que as condições eram essas?

O ótimo Cris Stuani, ao centro, também fez participação conosco, no decorrer do espetáculo. Foto: Regina de Fátima Galassi 

Bem, apesar dos pesares, com guerra de PA's, e públicos distintos e desinteressados a passarem para lá e para cá, ainda assim, nos momentos de pico, onde pequenas aglomerações traziam-nos atenção e sinalização de euforia até, fazia valer a pena acreditar no projeto e claro, não resignamo-nos ao continuarmos a reivindicar melhorias e houve o compromisso de ao menos analisarem os nossos pedidos e mais uma vez eu realço, só pedíamos mudanças plausíveis, a visar melhorar a qualidade sonora e visual dos espetáculos, ou seja, nada "estrambótico", mas pelo contrário, foram questões mais do que justas e necessárias. 

Bem, o set acústico de Cris Stuani foi muito bom, ao propor versões acústicas para Rocks e Blues clássicos. Violão bem tocado e vozeirão que já conhecíamos há tempos, foi muito bom contar com o seu brilhantismo. 

Kim Kehl a andar pelo salão em momento de solo, em meio aos freaks a dançarem. Luiz Domingues compenetrado no palco, a manter a base da banda, com Carlinhos Machado na bateria e a estar fora do enquadramento. Os Kurandeiros no Fofinho Rock Bar, em 5 de fevereiro de 2017. Foto: Regina de Fátima Galassi

Mais uma vez tocamos as músicas novas, contidas no EP Seja Feliz e foi incrível como esse trio de novas canções agradavam em cheio ao vivo, não somente nessa apresentação, mas desde que incorporaram-se ao set list das nossas apresentações. Aconteceu no dia 5 de fevereiro de 2017. no Fofinho Rock Bar, de São Paulo.

Mais momentos do show dos Kurandeiros em 5 de fevereiro de 2017, no Fofinho Rock Bar. Fotos: Regina de Fátima Galassi

A próxima investida seria no mesmo espaço e dentro do espírito do mesmo projeto do qual estávamos a nos esforçarmos a dar o nosso melhor, aliás a outorgar sucessivos votos de confiança para a casa, que a cada edição não demonstrava modificar algumas questões que foram gritantes e sendo a principal, certamente a presença de dois PA's acionados com música mecânica, em patamar de volume altíssimo e simultaneamente ao nosso próprio PA e backline. 

Essa questão foi crucial ali, não resta dúvida e de certa forma levou-nos ao constrangimento no tocante a convidarmos outros artistas e nesse caso, justificara-se a nossa relutância, no sentido de que não queríamos expor outros artistas e no caso, invariavelmente amigos nossos, a esse tipo de incômodo. 

Contudo, mesmo ao avisarmos a próxima banda convidada, previamente sobre a situação ali instaurada, eles aceitaram participar e assim, nós fomos lá, para exercer o Rock guerrilha dominical...

Dessa maneira, convidamos os amigos do "Pompeia 72", anda com proposta centrada no repertório Classic Rock das décadas de 1960 & 1970, a participarem. 

Foi muito prazeroso ter a tarde/noite compartilhada com tal banda, não só pela sua performance musical ótima e escolha de repertório agradável ao nosso gosto pessoal, mas também pelo convívio e conversa boa que travamos. 

O baterista, por exemplo, o excelente Henrique Iafelice, lembrou-se  dos seus momentos como integrante da ótima banda "Zângoba", contemporânea da minha banda nos anos 1980, e tal qual "A Chave do Sol", esse grupo tratava-se de um trabalho anacrônico para aquela década, pois era calcado no Jazz-Rock setentista e ali no calor oitentista, isso era execrado pela "intelligentsia" reinante. 

Conversei também com o tecladista (J. Eduardo Delboux), ao parabenizá-lo por ter executado "Tarkus" do Emerson/Lake & Palmer à perfeição durante o soundcheck, a demonstrar o seu alto nível como músico. 

E também com o sempre simpático guitarrista, Geraldo "Gegê" Guimarães e o vocalista da banda, sobre reminiscências dos anos setenta. Fora o caso também do baixista, Walter "Alemão", que era naquele instante, um veterano com tantas histórias acumuladas na música quanto todos nós ali e eu recordava-me dele presente no compacto da banda paulistana "Santa Gang", em que Rubens Gióia, meu colega d'A Chave do Sol fora componente também, lá pelos idos de 1981, e igualmente em nosso convívio em tantos bastidores de shows compartilhados quando ele foi baixista da banda punk, "Não Religião" nos anos noventa, e nessa época eu estava no "Pitbulls on Crack". 

Enfim, as conexões ali foram múltiplas e essa edição foi das mais agradáveis do Projeto "Sunday Rock", pelo aspecto lúdico, extra- show. Aconteceu no dia 19 de fevereiro de 2017, no Fofinho Rock Bar, de São Paulo.

Pelo fato da apresentação deles ter sido só baseada em covers internacionais, resolvemos oferecer uma contrapartida, e assim, a nossa foi 100 % autoral. Dessa forma, creio que o público da casa saiu satisfeito por ter as duas opções, de maneira farta. 

Alguns dias depois e fizemos parte da celebração do natalício de Gegê Guimarães, em uma outra casa, com show compartilhado, novamente. Falo sobre isso no próximo capítulo.

Continua...

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Os Kurandeiros - 2/9/2017 - 19:30 Horas - Rock na Padoka - Jardim Brasília (Zona Leste) - São Paulo / SP

Os Kurandeiros

2 de Setembro de 2017 - Sábado - 19:30 Horas

Rock na Padoka

Praça Valdamar Bassi, 78

Jardim Brasília (Zona Leste)


São Paulo - SP

Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Luiz Domingues : Baixo