sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 313 - Por Luiz Domingues

Após os ensaios realizados em fevereiro, eu fiquei no aguardo das coordenadas sobre a logística da etapa paranaense da turnê e a preparar-me individualmente, quando escutei as músicas que houveram sido escolhidas para tocarmos. 

Nos primeiros dias de abril, eis que Rolando e Marta, enviaram-me as informações e infelizmente, houve nesse ínterim, a má novidade de que o show de Curitiba houvera "caído", o que no jargão da música profissional significa que fora cancelado. 

Uma grande pena, pois uma banda dessa magnitude na história do Rock Brasileiro, não ter tido a oportunidade em tocar na capital paranaense em sua turnê de despedida, foi algo bastante decepcionante para nós e para os fãs curitibanos e de cidades vizinhas. 

E muito pior ficou, quando o Rolando Castello Junior revelou-nos o motivo do cancelamento, a denotar uma completa falta de noção do produtor local que à nossa revelia, decidira "trocar" a nossa data a esmo, sem consulta prévia e obviamente a ignorar o fato de que a nossa banda não era local e uma mudança de datas dessa maneira, quebraria toda a nossa logística traçada para trabalharmos no estado do Paraná. 

Foi uma grande pena e também motivo de chateação generalizada pelas circunstâncias e isso motivou que o Rolando postasse um longo depoimento em tom de desabafo através das redes sociais da Internet e diga-se de passagem com toda a razão e assim a reforçar o sentimento nefasto que o Brasil do ano 2018, não foi terreno adequado para uma banda de Rock estar na ativa, com a devida seriedade profissional da parte dos contratantes amadores, em sua maioria, que não apresentam nenhuma noção mínima do negócio que afirmavam administrar.

Conformados com o cancelamento de Curitiba, a logística paranaense foi repensada para atender somente a apresentação na cidade de Ponta Grossa, no interior do estado. 

Eu e Rodrigo recebemos as nossas passagens aéreas com destino a Curitiba e a nossa planificação seria chegarmos um dia antes, ou seja, o dia em que deveríamos tocar na capital paranaense. Usaríamos o dia para um ensaio e no dia seguinte, seguiríamos para a cidade interiorana de Ponta Grossa, mediante o uso de uma van. Nessa etapa, não teríamos a presença do Marcello, infelizmente, portanto, a nossa apresentação dar-se-ia mediante o formato de um quarteto: Rolando, Marta Rodrigo e eu (Luiz Domingues).

Em relação à viagem, preocupei-me de imediato com uma questão pueril, mas da qual, não tive controle algum, aliás, ninguém teve. O que ocorreu, foi que há meses eu acompanhava pela imprensa, as notícias sobre as mudanças promovidas nas regras da aviação, no tocante à questão da acomodação da bagagem, na parte interna das aeronaves. 

Até pouco tempo antes, era possível entrar com um instrumento musical de cordas do porte de uma guitarra, violão ou baixo elétrico, com o chamado "soft bag" de mão, aquele invólucro mais simples para carregar o instrumento no ombro, como uma mochila. 

No entanto, as regras da aviação mudaram e a justificar-se pelo fato do valor das passagens terem popularizado-se ao ponto do avião ficar muitas vezes mais barato que os ônibus. 

Outrora um meio de transporte elitizado, nos tempos atuais, a aviação cortara muitos benefícios com os quais agraciavam os seus clientes e neste momento de 2018, a bagagem de mão, fora posta em cheque ao ponto de haver uma regra sobre o seu tamanho máximo e pior, qualquer outra bagagem despachada para a ala de carga da aeronave, passara a ser cobrada. 

Resumo da ópera bufa: para transportar o instrumento em um bag para dentro da cabine, havia o risco iminente de um funcionário vetar a sua entrada e dessa maneira, seríamos obrigados a despachá-los como carga comum e mediante um frágil bag de ombro, é claro que chegariam destroçados ao seu destino final... ou seja, uma questão simplória mas que angustiou-nos, eu e Rodrigo, por alguns dias a motivar uma frenética troca de informações pelas redes sociais, à cata de informações precisas sobre tais regras esdrúxulas da parte das companhias aéreas. 

Diante desse impasse, eu não tive outra alternativa a não ser determinar o uso de um hard-case tradicional que fosse despachado com um mínimo de segurança de que não chegaria destroçado em Curitiba e amargar taxas na ida e na volta, a diminuir o valor do cachê. No caso do Rodrigo, ele resolveu viajar com duas guitarras em um Bag duplo e despachar a sua pedaleira, que seria pequena, mas que sabíamos de antemão que seria vetada pelos funcionários na companhia na hora de se emitir o ticket de embarque.

Feito isso, a nossa saída esteve marcada para as 12:40 horas da quinta feira, do aeroporto de Congonhas e ante tantas adversidades impostas pela logística aérea, comemoramos isso como um pequeno toque ameno, pois ainda mais desagradável seria se fosse marcado para Cumbica, que é um aeroporto que fica muito mais longe...

Continua...  

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Os Kurandeiros + Brazilian Blues Band - 26/10/2018 - Sexta-Feira / 21 Hs. - Santa Sede Rock Bar - Tucuruvi - São Paulo / SP

Os Kurandeiros + Brazilian Blues Band

26 de outubro de 2018  -  Sexta-Feira  -  21:00 Horas

Santa Sede Rock Bar

Avenida Luiz Dumont Villares, 2104
Tucuruvi
Estação Parada Inglesa do Metrô
São Paulo  -  SP

Participação especial, direto de Brasília / DF : Brazilian Blues Band

Apoio : Webradio Stay Rock Brazil

Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Luiz Domingues : Baixo

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 312 - Por Luiz Domingues

Sobre o material que eu recebi do Rolando, certamente que fiquei contente ao verificar a sua qualidade sonora, além das imagens (a mencionar sobre o DVD), o material gráfico de suas respectivas embalagens, recheado com fotos e texto bem escrito, farta informação técnica etc. 

Aliás, isso não surpreendeu-me, por que eu conheço o Rolando de uma longa data e na qualidade de ex-componente da Patrulha do Espaço, sei bem de seu esmero para caprichar nesses quesitos, em todos os empreendimentos dos quais coloca-se à frente, na condução da produção geral dos mesmos. E sei bem que ele também escreve bem, portanto, não esperaria outra resolução a não ser um material muito bem embasado.

Sobre o CD, especificamente, como eu já alertei anteriormente a minha participação foi fruto de uma captura única, realizada no show em que a formação Chronophágica da Patrulha do Espaço reuniu-se para uma apresentação em conjunto com a então formação em vigor.

Usamos a metade final do espetáculo para a nossa reunião e certamente que foi mágico reviver a nossa fase dentro da história da banda. A nossa formação não atuava junta desde outubro de 2004, quando da dissolução de nossa formação. É bem verdade que o Marcello Schevano seguiu a tocar com a Patrulha do Espaço, reformulada, de 2005 em diante, até meados de 2008 ou 2009, mais ou menos. 

E em 2014, houve uma rápida inserção nossa, mas sem a presença de Rodrigo Hid. No caso, fora uma participação especial, em que eu e Marcello atuamos juntos com a formação regular da banda naquela ocasião. Portanto, essa reunião do quarteto chronophágico, foi mesmo especial em novembro de 2016.

Das canções que tocamos nessa noite de 4 de novembro de 2016, no Sesc Belenzinho de São Paulo, a se falar sobre o CD, ficaram registradas: "Ser", "Nave Ave" e "Homem Carbono". 

As três interpretações ficaram registradas sob muita energia. São de fato vigorosas e ouso dizer que estão carregadas por uma sensação diferente, muito provavelmente influenciadas pela carga emocional ali envolvida, embora eu possa atestar que no calor dos acontecimentos não registrei nenhuma anomalia decorrente disso. 

Estávamos apenas felizes pela reunião, após tantos anos e também pelo espírito da festa, visto que o que comemorou-se ali, na verdade foi a celebração pelos cinquenta anos de carreira do Rolando, portanto, houve essa sensação de honradez por estarmos a participar desse evento. 

Naturalmente que em "Nave Ave", quem comandou o teclado foi o Marcello Schavano e em "Homem Carbono", Rodrigo Hid, portanto a manter a tradição dos nossos áureos tempos dentro da Patrulha do Espaço.

Gravado pelo Estúdio Móvel Orra Meu
Técnicos de gravação e mixagem: André Miskalo, Gustavo Barcellos e Ricardo Schevano (Estúdio Orra Meu de São Paulo/SP)
Apoio na mixagem: Rolando Castello Junior
Masterização: Gustavo Vazquez (Estúdio Rocklab de Goiânia/GO)
Direção Musical Geral (Shows de São Paulo): Marcello Schevano
Lay-Out capa/Arte Final: Marta Benévolo
Ilustrações: Nico Foti
Foto CD (capa e fundo interno): Patrícia Soransso
Fotos Shows de São Paulo: Leandro Almeida e Edgar Franz (Bolívia) & Cátia Franz
Assistente de palco: Christine Funke
Roadies: Samuel Wagner; Diogo Barreto e Santana
Formação Chronophágica ao vivo no CD:
Rolando Castello Junior: Bateria
Marcello Schevano: Guitarra, Teclados e Voz
Rodrigo Hid: Guitarra, Teclados e Voz
Luiz Domingues: Baixo e Voz 

No caso do DVD, a captura das imagens e do seu áudio, seguiu o mesmo padrão, ipsis litteris, naturalmente a agregar outros profissionais responsáveis pelas filmagens e consequente edição, posteriormente. 

Além disso, o grande diferencial em relação ao material contido no CD, deu-se pela inclusão de uma música a mais de nossa formação, no caso, a canção: "Vou Rolar".

Portanto, a mesma energia e sinergia imprimidas em nossa performance do CD, repete-se na versão do DVD. Claro, isso também refletiu-se na questão das imagens, através da energia empregada no palco e tanto no mise-en-scène, quanto nas expressões faciais dos quatro componentes, isto é, tal fator ficou muito claro. 
A equipe técnica envolvida tanto no show em si, quanto na produção do CD é a mesma, naturalmente, portanto, só acrescento abaixo, o pessoal específico que cuidou do DVD; imagens. 

Equipe de Filmagem: Michel Camporeze Téer, Mizael Camporeze Téer, Vera Mendes, Dener Ariani, Ronaldo Mendes, Nazir Correa, Fautso Oliveira, Alessandra Oliveira, Edgar Franz e Cátia Franz.
Edição de imagens: Michel Camporeza Téer
Filmagem dos depoimento do Rolando: Patrícia Sbranso
Pós Produção de Imagens: Marcelo "Pepe" Bueno 
Arte de Capa e encarte: Marta Benévolo
Logo: Nico Foti
Fotos Capa e encarte: Santi Sombra
Arte fundo interno: Adrian Arellano
Label: Washington Santos

Músicas da nossa formação no DVD: 
1) Ser
2) Nave Ave
3) Homem Carbono
4) Vou Rolar

Formação da Patrulha do Espaço, fase Chronophágica, no DVD:
Rolando Castello Junior: Bateria
Marcello Schevano: Guitarra, Teclados e Voz
Rodrigo Hid: Guitarra, Teclados e Voz
Luiz Domingues: Baixo

Honrado por ter mais um material na minha discografia e filmografia na carreira doravante, em 2018, a missão posterior seria ainda mais emocionante, posso afirmar. 

Participar da turnê de despedida da trajetória da banda, outorgou-me a chance para escrever mais uma boa história com essa banda, mas muito mais que isso, estar no seu capítulo final, pelas circunstâncias anunciadas publicamente. 

Portanto, estar com a Patrulha do Espaço nesse momento, haveria de ser histórico e prazeroso, certamente.

E assim, realizados tais ensaios em fevereiro de 2018, no estúdio Orra Meu de São Paulo, os primeiros shows dessa turnê final, aconteceriam no estado do Paraná, na capital, Curitiba em 12 de abril de 2018 e no dia seguinte, na cidade interiorana de Ponta Grossa, no dia 13.

O último voo da nave interplanetária, a nave ave...
Continua...

sábado, 20 de outubro de 2018

Crônicas da Autobiografia - As Aves de Rapina a Rondarem uma Praça - Por Luiz Domingues

Foto promocional d'A Chave do Sol, de abril de 1985. Click: Tirteu

                       Aconteceu no tempo d'A Chave do Sol, em 1985...

O tradicional político geralmente usa táticas populistas para angariar apoio, fomentar simpatia e amealhar correligionários, cabos eleitorais e o que mais interessa-lhe como moeda a perpetuá-lo na vida pública: votos. Não acho exagero afirmar que a sua sanha é tamanha que tende a não tratar as pessoas como cidadãos, mas enxergá-los como meros eleitores, manipuláveis a fim de que cumpram a única ação que deles deseja: ser parte da passiva massa de manobra a ofertar-lhe poder.  

Portanto, basta uma manifestação popular de qualquer ordem, seja cultural, esportiva, religiosa, social ou de outra monta qualquer a ocorrer, que logo os seus tentáculos ávidos por explorar, aparecem para estudar a melhor maneira para aproximar-se e aproveitar-se do evento, assim, como “quem não quer nada”, a usar de sua eloquência adquirida em plenário, para usufruir ao seu favor, como puder.
Quando o evento “Praça do Rock” (que acontecia ao ar livre na concha acústica do Parque da Aclimação, no bairro homônimo, localizado na zona sul de São Paulo), começou a dar mostras de crescimento, foi natural que tenha gerado a atenção da mídia e a cada edição aumentou o seu contingente de público presente. 
 
E assim, políticos que tinham tal bairro e adjacências como o seu “reduto eleitoral”, logicamente estudaram o fenômeno e aliás, por dois lados antagônicos. Alguns ao tentar aproximarem-se da equipe de produção e dos artistas emergentes que ali estavam a apresentarem-se, certamente a apostar na possibilidade de angariar a simpatia de uma juventude que já votava ou estava a chegar à idade para obter o seu primeiro título eleitoral e também contar com a simpatia de artistas e com extensão a setores mais progressistas da mídia e jornalismo cultural em geral. 
 
E uma outra linha de parlamentares mais conservadores, a buscarem a parceria dos moradores do bairro, insatisfeitos com o som “barulhento”, presença de uma multidão de cabeludos e possivelmente os problemas todos inerentes que uma multidão jovem e irreverente poderia causar ao parque e aos seus frequentadores, dentro daqueles paradigmas preconceituosos, sempre aventados por pessoas com mentalidade de viés conservador etc.
Eu (Luiz Domingues), com A Chave do Sol, em ação na "Praça do Rock" (com a presença do guitarrista, Rubens Gióia, ao fundo na foto, semi-encoberto), Parque da Aclimação em São Paulo, agosto de 1984. Click de Carlos Muniz Ventura 

Eu já havia tocado com minha banda nessa década, “A Chave do Sol”, no evento, “Praça do Rock”, e claro que eu era um entusiasta de sua existência, exatamente por ser uma oportunidade para a divulgação de bandas com pouca chance na mídia grande, a dita “mainstream”. 
 
Portanto, eu admirava a luta de seus organizadores, nas figuras de Dalam Junior, o casal de jornalistas e editores do jornal do bairro, Myrna e Roberto Casseb, além de Orlando Lui e Antonio Celso Barbieri, que em suma, foram as principais lideranças envolvidas na organização e sucesso do evento. 
 
Certa vez, eu até testemunhei a presença de um deputado federal em uma reunião dos organizadores com representantes de bandas que participariam de uma edição (na qual a minha banda também estava escalada) e de forma hilária, o parlamentar subira em uma mesa e ao achar-se no plenário do Congresso Nacional, fez um inflamado discurso.
No entanto, foi durante uma edição em que eu não apresentar-me-ia com a minha banda e ali estava apenas para prestigiar o evento, que eu tive uma experiência insólita com um político e ele abordou-me sem suspeitar que eu fosse alguém que conhecesse os produtores do evento e nem mesmo que eu fosse um artista, ainda que locado no patamar underground, a ascender como emergente naquela altura, e ao ponto de flertar com o mainstream, portanto, esse senhor tratou-me como um espectador ocasional, apenas. Por conta disso, tornou-se ainda mais patente, pelo teor de suas perguntas, a sua intenção ali como pesquisador do evento, a analisar as suas possibilidades para que ele angariasse dividendo político.  

Foi assim que aconteceu: eu estava em uma lateral do palco, a manter certa distância dele, quando notei a aproximação de homens engravatados, certamente a chamarem a atenção em meio a uma multidão de jovens cabeludos e no uso de trajes a predominar a cor preta em sua profusão e leve-se em conta que a maioria ali detinha visual inspirado nos ditos “Headbangers”, os seguidores das tradições da vertente do Heavy-Metal, algo muito usual na década de oitenta. 
 
Logo eu reconheci o então Deputado Estadual, pois assim como também em relação ao mundo do futebol, eu sempre observei a política em paralelo aos meus esforços dentro da música e do Rock, em predomínio. Acompanhava-o nessa comitiva, a sua esposa, que anos depois também ingressou na vida parlamentar e alguns assessores, munidos com pranchetas, a fazerem anotações. 
 
E por conhecer a política e os métodos nada recomendáveis da ação partidária no Brasil, eu já intuí o que faziam ali, portanto, não surpreendi-me nem um pouco com tal tipo de investida em meio a um evento aparentemente dispare, em relação ao gosto pessoal dessas pessoas em questão. 
 
Como fala-se popularmente, candidatos fazem qualquer coisa para angariar simpatia e são conhecidos e folclóricos os seus métodos, ao forçar comer pastel em feiras livres, tomar café de coador em bares de quinta categoria, conversar sobre economia popular com senhoras idosas em supermercados e a pegar crianças pobres no colo, entre outros métodos, instruídos pelos seus “marqueteiros” e claro, imbuídos do mais alto grau de falsidade.
Foi quando o deputado em pessoa deve ter escolhido-me a esmo e ao aproximar-se, forçou uma conversa, dissimuladamente, em uma espécie de ação teatral medíocre, naturalmente a achar estar a ser convincente em sua atuação velada para comigo. 
 
Ele perguntou-me sobre o evento, se este ocorria assim normalmente com tanta gente presente em toda edição, se eu sabia quem o controlava, quais os prós e os contras em minha opinião etc. 
Ao seu lado, um assessor anotava tudo o que eu dizia e ao final, este parlamentar agradeceu-me e continuou a caminhar com a sua equipe, a observar tudo com atenção. Tal parlamentar alcançou a Câmara Federal tempos depois e está lá até os dias atuais (2018), por sinal, a emendar mandatos sucessivos e perpetuar o seu "foro privilegiado". 
 
Mas que eu saiba, ele não aproximou-se dos organizadores da Praça do Rock na ocasião e deduzo duas hipóteses nesse caso: ou ele não vislumbrou nenhuma capitalização em seu favor ali, ou apoiou a destruição do evento, a atender os moradores do bairro que usaram outros políticos com perfis conservadores como o dele, para forçarem tal desfecho lastimável para a cultura. 
 
De uma maneira ou de outra, a intenção ali foi a mesma de uma ave de rapina, ou seja, tudo dentro da mais absoluta normalidade, por tratar-se da mentalidade rasteira vinda da parte dos políticos populistas e não comprometidos com causas sociais neste país, como o seu modus operandi. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Os Kurandeiros + Edy Star - Turnê Toca Raul - 20/10/2018 - Sábado / 20 Hs. - Casa de Cultura Hip Hop Leste - Bairro Cidade Tiradentes (Zona Leste) - São Paulo / SP



Os Kurandeiros + Edy Star


Turnê Toca Raul


20 de outubro de 2018 - Sábado  - 20 horas


Casa de Cultura Hip Hop Leste

Avenida Sarah Kubitschek, 165

Estação Meira Pena  -  Trem da CPTM  -  Linha 11

Cidade Tiradentes  -  Zona Leste

São Paulo  -  SP


Edy Star : Voz


Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Luiz Domingues : Baixo 


Convidado Especial :
Michel Machado : Percussão