segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Autobiografia na música - Boca do Céu - Capítulo 116 - Por Luiz Domingues

Ainda a aproveitar a ótima onda midiática que cercou o lançamento do nosso single, "1969", o Laert recebeu o convite para ser entrevistado em um canal da TV aberta, não exatamente motivado pelo nosso lançamento, mas a tratar da carreira dele como um todo, todavia oportunidade essa da qual ele aproveitou para falar sobre o Boca do Céu, além do nosso recente lançamento e tudo mais que nos envolvia.

E assim aconteceu no dia 27 de outubro de 2023, a entrevista do Laert Sarrumor para o programa: "De Papo pro Ar" da Rede Brasil TV. Conduzida pelo famoso entrevistador da TV aberta: Décio Piccinini. No final do bloco 2, Laert falou sobre o Boca do Céu. 

Eis o link para assistir o bloco no qual o Laert fala sobre o Boca do Céu ao seu final:
Assista também o primeiro bloco, quando ele fala sobre o Língua de Trapo, Rádio Matraca, a sua atuação como dublador do personagem Topo Gigio e demais facetas de sua trajetória artística:
 
 
Nesse ínterim, estava quase pronta a produção do documentário sobre os bastidores da gravação da música: "1969", mediante o trabalho de captura, edição e direção da parte do nosso amigo, Moacir Barbosa de Lima, o Moah. Nesse caso, houve bastante apoio da parte do Laert, que fez um roteiro adicional para somar ao que o próprio Moah havia preparado e na resolução final da edição, Osvaldo e Wilton contribuíram muito com sugestões, igualmente.
 
De minha parte, eu fui bem econômico na emissão de opinião e a minha contribuição maior foi com o texto da ficha técnica e revisão final gramatical do mesmo. Preferi não interferir na decupagem e opiniões sobre o processo da edição, exatamente para dar espaço aos companheiros, haja vista que o clip do Lincoln Baraccat ficara sob a minha produção, praticamente, quando eu interagi diretamente com esse amigo designer e desta feita, eu achei por bem dar vazão à criatividade dos colegas. E também para não gerar tumulto com eventuais controvérsias, pois quanto mais pessoas a opinar em um processo criativo, há mais chance de se gerar impasses nas tomadas de decisão.
 
Sobre o documentário, eu gostei muito dos depoimentos que foram registrados, a se considerar que tudo ocorreu sem que houvesse uma combinação prévia, e no entanto, eles ficaram tão emotivos e alinhavados ao mesmo tempo, que realmente me surpreendeu muito positivamente o resultado final ao denotar ter havido uma sincronia de pensamento bem natural sobre o lançamento da canção e  principalmente sobre o sentido do resgate que essa banda promoveu de sua própria história.
 
Nesse aspecto, eu mesmo fui super objetivo ao explicar a situação com o poder da síntese exercido mediante assertividade. Osvaldo falou do sonho em si dos quatro adolescentes de outrora de uma forma emocionante. Wilton foi quase místico na sua declaração ao dar o tom lúdico e ao mesmo tempo, "sobrenatural" desse reencontro concretizado e finalmente o Laert, foi bastante didático e a se alongar na sua explanação sobre o resgate e a música que embalou essa oportunidade de colocar o Boca do Céu no mundo da música profissional (até que enfim), mediante mais de quatro décadas de hiato e a realçar a completa falta de perspectiva que tal ação teve, até 2020, ou seja, de 1979 a 2020, nenhum de nós, os ex-membros, sequer cogitamos ser possível promover isso. "Acredite se quiser" ele brincou ao final, a evocar o bordão usado pelo saudoso ator, Jack Palance, como apresentador de um famoso show de variedades bizarras da TV norte-americana de 1983: "Ripley's Believe it or Not", a demonstrar bom humor e criatividade no seu improviso. 
    
Tudo bem, a história desse resgate em si é algo rico por si só, bem naquele mote da banda de adolescentes de outrora que só consegue realizar o seu objetivo traçado décadas atrás, com os seus componentes envelhecidos na atualidade e isso pode até motivar roteiro de filme para a "Sessão da Tarde". 
 
Isso por si só já é sensacional, mas há também a questão da música propriamente dita, que dá saltos temporais, ou seja, fala-se sobre "1969" no sentido de se retratar bem a mentalidade que tínhamos em 1977, quando do tempo da banda em atividade, formada por garotos enlouquecidos pelos valores do movimento hippie que chegara com forte atraso no Brasil, portanto, em 1977, nós vibrámos pela onda de Woodstock fortemente. E com a canção tendo sido gravada apenas em 2023, mostrou-se o salto temporal triplo a apontar para o enaltecimento dos mesmo valores exaltados na letra da canção.
 
Além disso, os depoimentos dos músicos e colaboradores também emolduraram o documentário, além de cenas da gravação e ensaios prévios, e um clip adicional foi criado para fazer parte do documentário, de maneira embutida, o que consideramos como um "clip II", também apto para ser usado como peça de divulgação, de forma destacada desse contexto do documentário.

Documentário sobre os bastidores da gravação da música "1969" do Boca do Céu, sem o Clip II adicional.  7 de novembro de 2023. Direção e edição de Moacir Barbosa Barbosa de Lima ("Moah") - Produtora Bicho Raro

Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=7rSR2zWccVI

Clip II de 1969 - 7 de novembro de 2023 - Moacir Barbosa de Lima ("Moah") - Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=5pJtQu3C48w
Versão do documentário, sem o clip de apoio interno - 8 de novembro de 2023 - Moacir Barbosa de Lima ("Moah") - Produtora Bicho Raro - Alojado no Canal Luiz Domingues 3
 
Eis o link para ver no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=1vXmCewTPw0&t=22s
 
Lançado o documentário nas redes sociais, houve um sucesso público extraordinário, com muitas manifestações de apoio recebidas, com saudações e muita emoção, pois as pessoas ficaram encantadas com a história toda em torno do resgate, apreciaram a música e a riqueza implícita que isso tudo agregou.
 
Ficamos muito felizes pela repercussão emocionante e enaltecemos a boa vontade do "Moah" para materializar essa peça documental tão bonita a retratar todo o nosso esforço para colocar essa música no espectro da música profissional.
 
E ainda no início de novembro, demos início à retomada dos esforços para o resgate prosseguir, quando nos reunimos na residência do Osvaldo e trabalhamos exatamente no ponto onde havíamos parado anteriormente, ao voltarmos a analisar e buscar fechar o arranjo final das músicas: "Serena" e "Rock do Cometa". 
Ensaio do trio de cordas do Boca do Céu ocorrido na residência do Osvaldo Vicino, a marcar a retomada dos esforços para o resgate do material prosseguir. Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, eu (Luiz Domingues) e Osvaldo Vicino. 5 de novembro de 2023. Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Click: still de vídeo
 
Como já havíamos praticamente fechado "Serena" em 2022, e avançamos com o "Rock do Cometa" no início de 2023, estabelecemos algumas mudanças muito pontuais e já a direcionar para o arranjo final de ambas. A ideia seria fechar essas duas músicas e sem muita demora, abrir mais três ou quatro, para montarmos um show de choque com o intuito de deixá-lo preparado para o início de 2024, e possivelmente colocar as músicas, a aproveitar o mesmo embalo de trabalho, em condições de gravação, quando voltaríamos ao estúdio Prismathias para dar prosseguimento no grande resgate.
No entanto, antes que avançássemos com mais preparativos, tivemos a grata surpresa de mais uma execução radiofônica, graças à ação do programa: "No Mundo do Rock" (através da emissora webradio homônima), apresentado pelo comunicador, "Tio" Cosme e com apoio de Walter Possibom/Blog Planet Caravan, fato que ocorreu em 3 de dezembro de 2023. Além da execução, o apresentador foi muito generoso ao ter lido o release oficial na íntegra, ou seja, dessa forma ele forneceu muito espaço para a nossa banda e também pelo fato de termos sido rodeados musicalmente de grandes nomes do Rock das décadas de 1960 e 1970, que também foram executados na mesma edição do referido programa, o que muito nos honrou e alegrou, certamente. 

Continua...

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