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quinta-feira, 8 de março de 2018

Sangue do meu Sangue... - Por Telma Jábali Barretto

Quanto mais ‘antigos’ somos, mais reconheceremos essa afirmação, um tanto quanto forte, vendo sua possível beleza e em sua pesada carga de separativismo...


Atualmente, com uma nova roupagem, felizmente, vemos a importância das origens que carregamos pelo sangue, ou, só mesmo pela criação que recebemos... De que maneira?

Quanto mais se investiga, hoje, pelas mais diversas formas de terapia as marcas que trouxemos para a vida adulta: todas as formas de psicologia, psicanálise, terapia de vida passada, constelação sistêmica familiar, etc...etc... Então, e nesse caso, o sangue de meu sangue vem com toda sua mais valiosa bagagem, muito além de nosso DNA, as heranças que somos merecedores...positivas e difíceis, verdadeiras tatuagens, eternizando por onde viemos andando e construindo, sendo ! Toda nossa indelével assinatura forjada pelas dores e amores...

Já, a outra forma de entender essa frase, é naquele antigo jeitão de identificar o nós versus os outros. Aquela coisa de ‘na nossa família’ temos ou não temos isso ?!... Aquela coisa de também eleger determinada qualidade ou defeito tratando como só a nós pertença ?!...Algo característico e, aí, mais que tudo, honrar ou envergonhar-se do próprio sangue... De preferência, de forma grata: se qualidades, com responsabilidade e sem o berço esplêndido e, se defeitos, corajosos, buscando transpor, indo além...

Claro !!! sabemos que o sangue mesmo, em si, caracteriza marca, mas...esse mesmo, biológico, é agrupado em tipos, que igual se agrupam naqueles compatíveis ou não no seu ir e vir...


Bem mais antigamente, ainda, abrigávamos conceitos que distinguiam nobreza ?!...e, que tipo de nobreza estaria, seria essa ?!...Muito de tudo isso foi caindo por terra, e muito, ainda, temos a função e responsabilidade de entender, clarear e transformar, cada vez mais reconhecendo-nos pelo que  somos e acessamos por consciência, na própria e pessoal caminhada, bem usando a bagagem que, por origem, trouxemos, com sua gama de prós e contras, sabedores, se sabiamente empregarmos, sairemos daqui melhores que chegamos.

Aí, sim, em meio ás facilidades e dificuldades, nortear a individual habilidade conquistada para tirar, absorver ao máximo as oportunidades que a Vida nos concede, num criterioso exercício de aprimoramento. Nada mais dignificante que deixar atrás de si um rastro de mais sensatez, harmonia, participando ativa e deliberadamente na consolidação de um mundo mais justo, equilibrado, apoiado em conceitos mais universalistas e menos segregadores...afinal, a primeira e ancestral origem de onde todos  surgimos, esse sim, sangue de todos nós, é o mais  remoto e arquetípico primórdio, quando experimentado e conscientizado nos levarão a quebrar barreiras que separam, possibilitando pontes e elos de uma Unidade,  não sonhada e idealizada, mas, percebida primeiro dentro de si, numa reorganização interna entre vitimices mandonices, num desvendar e desvelar das polarizações trazidas  à superfície que, assim, reconhecidas em sua fonte matriz, verdadeiro manancial de conhecimento, receptáculo da manifestação,  refletirão  expandindo mais além fronteiras num novo e mais fraterno coexistir ! A paz e a unificação começam em nós !!!


Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil por formação acadêmica, é também uma experiente astróloga, consultora para harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Nesta reflexão fala-nos sobre a carga hereditária que carregamos no sangue, sob seus aspectos múltiplos.