domingo, 24 de novembro de 2019

Uncle & Friends - 24/11/2019 - Domingo / 15 Horas - 10º Festival Jingle Blues - Vila Pompeia - São Paulo / SP


Uncle & Friends

24 de novembro de 2019  -  Domingo  -  15 Horas

10º Festival Jingle Blues
Esquina das Ruas Padre Chico e Raul Pompeia
Vila Pompeia
Estação Barra Funda do Metrô
São Paulo - SP

Entrada Gratuita

Uncle & Friends
Lincoln "The Uncle" Baraccat - Guitarra e Voz
Caio Durazzo - Guitarra e Voz
Roy Carlini - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Bateria 
Luiz Domingues – Baixo

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 116 - Por Luiz Domingues

Eis que chegou então o grande dia em que participaríamos com muito prazer do festival: “Crazy Rock Fest”, a prestigiar uma emissora que tanto auxiliou-nos nos últimos tempos. 
 
Assim que cheguei às dependências do Boteco Dona Jurema, verifiquei que a casa ostentava uma boa estrutura para shows ao vivo, com um palco alto e amplo, portanto muito superior ao padrão da maioria das casas noturnas. Localizada no bairro de Moema, na zona sul de São Paulo, tal estabelecimento não continha no entanto, nenhuma tradição com o Rock, pois a sua linha de atuação era em torno do samba tradicional; pagode e derivados, portanto, seria uma experiência nova, porém, se eu pensar na carreira inteira, não foi exatamente algo inédito, visto que por muitas vezes, eu passara por tal tipo de situação híbrida, ao apresentar-me com uma banda de Rock em locais nada afeitos ao gênero, para gerar estupefação generalizada. Bem, se a direção da emissora fechou com tal local tão diferenciado, isso por si só, tornou-se um fator de segurança, pois certamente que sabiam o que estavam a fazer. E de fato, segundo apuramos ainda alguns dias antes do festival, havia uma expectativa boa da parte dos mandatários da casa, por que estes haviam manifestado o desejo em expandir o raio de ação do estabelecimento e nesses termos, um festival a conter quatro bandas de Rock haveria por ser um balão de ensaio perfeito para um estudo que desejavam empreender. Ora, se havia essa predisposição da parte da direção da casa e a organização do festival mostrou-se segura com tal prerrogativa, ficamos muito seguros de que haveria por lograr êxito tal festival.

Assim que estacionei o meu carro nas imediações e cheguei próximo da casa, notei que outros estabelecimentos comerciais do entorno, estavam a operar com a limitação pela falta de energia elétrica. E quando adentrei o simpático, “Boteco Dona Jurema”, local onde o festival transcorreria, fui informado que de fato a energia elétrica fora interrompida. 
 
Logo na entrada, confraternizei-me com membros do excelente grupo, “Javali”. Músicos muito técnicos e batalhadores ao extremo, mantinham desde sempre a minha admiração por tais características, mas um outro elemento fazia (faz) deles, pessoas especiais, visto que o padrão de educação, simpatia e companheirismo que eles possuem é algo a ser ressaltado. É sempre um prazer estar na companhia desse trio, pela certeza de que a conversa vai ser ótima e não deu outra, foi o que ocorreu. 
 
E também pude enfim conhecer pessoalmente a figura extraordinária do radialista, Julio Cesar Sousa, pessoa que eu só conhecia virtualmente até então. Simpático, solícito e muito empolgado por estar ali a organizar o festival, ele estava duplamente feliz, pois comemorava igualmente o seu natalício. 
 
Muitos outros amigos estavam presentes ou chegaram a seguir e o ambiente tornou-se muito prazeroso pelo convívio, apesar da apreensão pela demora pelo restabelecimento da energia elétrica. 
 
Fui informado que a companhia de energia elétrica, “Enel”, a ex-Eletropaulo, já havia sido acionada e que comunicara que em duas horas o problema seria resolvido. Nessa altura, já sabíamos que sofreríamos atraso na programação, visto que a previsão seria para o Javali já estar a tocar. O "King Bird" viria a seguir e depois o "Living Louder". 
 
Estávamos programados para tocar por último e nessa altura, pelo fato das três bandas anteriores praticarem um som muito mais pesado que o nosso, a transitar entre o Hard-Rock e o Heavy-Metal, nós pensáramos anteriormente que o melhor teria sido tocarmos em primeiro lugar, mas no calor dos acontecimentos, deu tudo certo, enfim.
O caminhão da companhia elétrica, com o funcionário devidamente suspenso pela grua a executar o serviço de restabelecimento da corrente elétrica. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Crazy Rock Fest, no Boteco Dona Jurema no bairro de Moema, São Paulo, no dia 14 de setembro de 2019. Click, acervo e cortesia: Du Firmo

Bem, confesso que eu nunca houvera presenciado algo semelhante, contudo, quando o caminhão da companhia elétrica chegou na porta do bar, houve uma reação de regozijo, semelhante a um gol comemorado em estádio de futebol. Foi engraçado sem dúvida alguma, mas ainda mais divertida foi a reação de estupefação da parte dos funcionários, ao verem aquele contingente de cabeludos a comemorarem. 
 
Creio que eles estavam acostumados a serem bem recebidos pela população em circunstância semelhante, quando normalmente chegam às localidades para restabelecer a energia elétrica e assim gerar o alívio às pessoas, mas por um grupo de Rockers ansiosos em ter energia para tocar no palco, deduzo que tenha sido algo não muito comum na vida desses profissionais. 
 
Muito bem, energia retomada, foi o momento do festival iniciar-se, enfim e a boa nova, foi que a casa estava lotada, com um grau de animação bem grande da parte de todos.
E a energia elétrica enfim foi restabelecida! Kim Kehl & Os Kurandeiros no Crazy Rock Fest, no Boteco Dona Jurema em Moema, São Paulo, no dia 14 de setembro de 2019. Click, acervo e cortesia: Du Firmo

Continua...

domingo, 10 de novembro de 2019

O Doce Sabor do Novo... - Por Telma Jábali Barretto


Muitas vezes nos deparamos, pessoalmente, com questionamentos, olhar intrigado sobre o muito e a muitos quanto à rapidez que encantos, apaixonantes interesses, tendências levando a envolvimentos rápidos e ... com a mesma rapidez se desfazem, esmaecem, perdem importância e a essa fugacidade levantamos nossa atenção, provocando interrogações... Que fazer com essa nossa cabeça questionadora ?!... 

Abençoada por vezes e cansativa em outras, mas... são da natureza que viemos carregando e ... até aqui, não tivemos, ainda, motivos para buscar transformá-la. Assim, seguimos respeitando esses pulsares...movimentadores ! Essa contínua percepção observada por nós, por essa sede pelo diferente, saber inusitado vai até quando a inovação nos convide a comprometimentos, a tirar do campo das ideias e fazer que produzam algum resultado... ou seja, mostrem, de fato, a que vieram... e, se sendo só mais uma boa e passageira novidade, se diluem no espaço e tempo, caindo no esquecimento ou, mais difícil, parte daquilo, também, muito atual, acharmos que só ter contato com mais esse novo, por si só levará às mudanças que buscamos e almejamos... e ...?!...?!... 
Mais um vácuo criado, muitas vezes insatisfação, porque a busca parece, de novo, não corresponder aos resultados esperados. A expectativa, mais uma vez, frustrada, uma espécie de sentimento lesado e não correspondido ao que o ‘diferente’ parecia sugerir na nossa infantil imaginação. E, mais um curso, mais um profissional, mais um bar da moda, mais um estilo provocativo saímos à literal caça ou à espera que se apresente... numa ansiedade pelo que, agora, na ansiedade da vez, nos satisfaça, preencha, traga a sabor, perfume, alimento que coloque no lugar aquilo que, dentro, nos põe na tarefa de garimpar, escalar, desafiar ... e ... que sagrado movimento é esse, antes de darmos conta que cada uma dessas demandas precisa ser completamente explorada, digerida e aí sim! podemos dizer se saciou ao menos por ali, aqui, nesse agora, os investimentos feitos. 
Mais que isso, quando de verdade, mergulhamos nos processos, conseguindo que saiam unicamente do plano do mental, concepções, trazendo-os para o campo do coração, envolvimento que levado à ação, pode se revelar grande transformador... mas, mas ... mais uma vez e, quase na velocidade da luz, partimos para uma ‘nova e estimulante’ empreitada, nos sentindo dinâmicos, corajosos à procura de mais respostas, ganhos que no anterior não realizamos...?!... Seguimos para mais uma relação, grupo, convívio, espaço, religião ou filosofia, qualquer curso formal, daqueles que nos inscrevemos e somos avaliados, sem nunca termos nos permitido experimentar o principal que viemos, aqui, fazer que é o Curso da Vida, vivendo com disposição e olhar atento aquilo a que somos chamados, aleatoriamente, muito além daqueles que optamos (e, nem devemos deixar de investir neles... e nem porque optamos, os fazemos com tanto empenho, além ‘mágica’ esperada deles...). Somos eternos e insaciáveis pela própria Raiz de Vida que carregamos, espíritos e almas, divinos e humanos, mas viver sem profundidade, numa completa insatisfação dolorida, seguro que não é plano de viagem para ninguém e em tempo algum... Hora de vencer a curiosidade da infância, transpor o encantamento da adolescência e adultos SER... Jaya !!!




Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga; consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Nesta reflexão, fala-nos sobre a questão do "novo".