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sexta-feira, 6 de outubro de 2023

O que o agora traz - Por Telma Jábali Barretto

Somos continuamente convidados, levados e até sem mesmo perceber, a contínuos agoras que, muitas vezes, passam sem atenção e, algumas decisões e posicionamentos vem adiante nos lembrar deles, trazendo e reverberando consequências, nem sempre confortáveis... 

Muitas vezes somos impactados por respostas e circunstâncias que não sabemos de onde vêm e como aqui chegam nesse momento e... só após alguma reflexão, lembrete amigo ou interferência de alguém somos lembrados e vemos ser caldo, retorno inesperado ou situação que sabemos pedirá atenção e gerência atenta nossa. 

Assim costumam ser algumas, muitas ou efêmeras, situações de nossa vidinha que vez por outra nos trazem alertas e pedem nossa melhor atenção. Cuidamos quase sempre para sermos pouco impactados por questões dessas mas, ver por outra, lá estão elas... causando, repercutindo e?!... Vamos lá... ver como agir e resolver da melhor forma que possamos no aqui e agora, sabendo e mais que nunca atentos e conscientes que talvez?!... quem sabe?!... pudéssemos ter evitado, contornado e administrado de forma a evitar o que hoje temos que literalmente!!! encarar. 

Fato é que a vida costuma fazer essas pegadinhas conosco e por aí viemos, seguimos e, provavelmente, seguiremos andando, entre momentos de mais e/ou menos consciência quais resultados nos ensinam a cuidar, aprender e até validar no tempo, nas circunstâncias e nas andanças que a jornada acaba por nos ensinar e, didaticamente, nos aprimorar. 

Nesse passo a passo, com mais ou menos atenção, mais ou menos olhar observador e criterioso, viemos e vamos em nossos avanços aumentando, pouco a pouco, a capacidade de selecionar, triar e lapidar quem somos aumentando, refinando e sutilizando filtros e, consequentemente, melhorando quem somos. 

E... dessa maneira, entre critérios bem definidos e outros surgidos pelas situações forjadas pelo contexto vida, entre definidas linhas traçadas e planejadas e... aquelas trazidas pelas circunstâncias que o seguir dos fatos gerou e... de igual maneira seguiu, segue e seguirá a Vida a nos ensinar com sua didática infalível! Seguimos, seguimos e SEGUIREMOS num aprendizado infinito... eterno... perene...

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 13 de maio de 2023

O parto nosso de cada dia - Por Telma Jábali Barretto

Sempre lembramos da ciranda didática proposta pela vida que empurra para recomeços, novos inícios, após fecharmos ciclos quando deparamos com circunstâncias que já vimos não mais se sustentam, mantêm e... aí... quer estejam em nossos planos ou não?!... tudo conspira e se impõe. E mais um parto, mais uma etapa, mais um engatinhar e mais uma escola e sequência de aprendizados são alinhados e desafios seguem se apresentando num abecedário que, a depender de quão conscientes estejamos, tomam conta da vidinha corriqueira que, muitas vezes, simplesmente, exclamamos enfáticos “coisas da vida”. 

E sim! são mesmo coisas da vida mas, um olhar mais atento pode ou...?!... poderá aprender a tratar essas ‘coisas da vida’ como um curso, lição de casa, tarefa cotidiana que talvez nem sempre precisemos que se imponham, obriguem ou será que só mesmo assim, quando inevitável, damos passinhos, avançamos no caminhar desse aqui estar?!...?!... 

Por essa razão costumamos dizer que a vida, Vida, VIDA, tem sim uma proposta para nós, um projeto ou propósito, missão que, por vezes, preferimos não aceitar, encarar nem mesmo buscar, ou... buscamos ainda que, amedrontados, queiramos manter nossas sagradas seguranças no piloto automático (talvez e até inconscientemente?!...). Viver com esse enfado de ‘coisas da vida’, situações compulsórias conspiradoras ou inspiradoras para nosso crescimento, também parecem ser da agenda diária, mesmo quando não precisemos chegar a crises, impactos ou sacudidas que só assim, carregados pelos fatos, enfrentamos. 

Dessa forma ouvimos e repetimos para nós mesmos, ‘escuta o canto da Vida’ e esteja atenta a tons e semitons. Ouça com ouvidos, escute com atenção de quem aguça os sentidos, dos mais densos aos mais subjetivos para que didáticas não precisem gritar, chacoalhar para que despertemos com mais sutilezas e menos impactos parecendo bruscos. 

E, assim, por essa percepção que estamos em curso continuado, eterno aprimoramento, dizemos que essa jornada tem e sim um diário de bordo, norte e bússola... e que agucemos as antenas aos fluxos e convites que chegam em nossos mails, mensagens, avisos abundantes que ela, Ela, sábia envia seguidamente intuindo, inspirando para que os olhares, instintos da alma sejam ampliados, maximizados, extrapolados e as sintonias refinadas e acessadas das mais diversas maneiras usando o melhor de nossas possibilidades nesse se auto-parir constante, perene, nesse mar de existir e descobrir-se na Escola da Vida. E que assim seja, assim é, É, e sempre será... nos encontrando por aí, por aqui...

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga 

sábado, 8 de abril de 2023

Em Fração de Segundos - Por Telma Jábali Barretto

Minha ideia ou postura, em geral, é sempre que nada toma forma do nada, repentinamente ou não tenha todo um processo, sequência para vir a tomar forma, surgir... mas, há que perceber que quando, finalmente, algo venha à luz basta mesmo essa fração de segundo para surgir. Pode ser a tão conhecida gota d’água ou... se mal avisados (de minha percepção), podemos entender e até mesmo aceitar que basta só quando qualquer situação espontânea resolva eclodir, explodir, alguma bolha calma e silenciosa traz todo um novo contexto de linda calmaria ou estilhaço alcançando a muitos ou longas distâncias gerando circunstâncias maiores. 

Quando assistimos em coisas menores e corriqueiras é possível ver esses fatos em câmera lenta, quadro a quadro e... naturalmente, se observamos tais desdobramentos e aquilo parecido com as tais mudanças repentinas ficam vestidas de outras informações... 

A cena, quadro ou situação assistida passa a ser somente consequência. Assim imaginamos?!...”viajamos”... aconteçam muitos acontecimentos da perspectiva de seres bem além nós, Mestres, Grandes Seres já professores dessa nossa humanidade enxerguem muito daquilo que vivemos em nosso caminhar evolutivo nas mais diversas áreas pelas quais transitamos em nosso florescer como almas, como seres nessa Escola que é a Vida que, muitas vezes ou quase sempre, por ela passando num fluir pouco consciente daquilo que aqui fazemos, quais motivos e porquês... e, mesmo e ainda e dessa forma, tanto com ela aprendemos, absorvemos seguindo entre dores e amores, entre festejos e resmungos... surpreendidos pelos tais impactos das tais frações de segundos que nos tiram desse passo adormecido e... afetando a vidinha vinda em marcha comum, causa aquele olhar, sensação do, querer então e só então, parar para entender, refletir, levando a muitas e outras indagações. 

Armadilha?!... fatalidade?!... punição?!... prêmio?!... roleta russa da jogo?!... sorte/azar?!... Pensamos que a depender das circunstâncias e velocidade dos fatos, perspectivas de distâncias, possamos expandir olhares alcançando dimensões sempre novas, oxigenadas e abrindo horizontes jamais imaginados antes e... por aí, seguimos a cada convite, surpresa e novidade que nos rouba e arranca de nossa confortável inércia até entendermos que o Maha Lila, Grande Jogo da Vida, é movimento, crescimento, evolução num continuado e sempre presente recomeço e só então entramos, adentramos num fluxo diferente percebendo o pulsar ininterrupto que, incansável, vem sempre trazendo peças, cartas e propostas para esse permanente explorar da existência. Talvez ?!... milagre e mágica?!... adquiram outra denominação e importância. Que assim seja, assim é... assim seremos nessa outra dimensão do viver!

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 11 de março de 2023

Re... começos - Por Telma Jábali Barretto

Quantos foram, são e serão nesse eterno jogo da vida que, incansável, segue convidando e, às vezes, intimando e... vamos assim aprendendo, repetindo lições de casa e crescendo nessa didática perene, contínua. Recomeçamos a cada ciclo de ano nosso, aqueles dos contextos que somos parte, aqueles impostos pelos nossos altos e baixos do físico, emocional e até mental quando processos findam e o inaugurar do novo se faz necessário ou... até e por consciência, entendemos que assim daremos passos, acessaremos outros olhares e abraçaremos mais, melhores formatos. Lidar com tranquilidade entre fechamentos e recomeços, ter assimilado ser essa forma do andar da carruagem nessa existência cíclica, costuma trazer alguma paz interna ainda e mesmo que sejamos desafiados em cada etapa destas. 

O constatar, por critério ou imposição das circunstâncias, sempre dependerá das nossas respostas interiores e o re-agir simplesmente e pelos caminhos que fizemos, façamos ou faremos na rebeldia, na prostração, debatendo ou buscando trajetos mais eficientes do absorver das mudanças demarcarão ciclos de crescimento da alma.

Atenção que damos a nós mesmos, respeitando trajetórias anteriores entre ganhos e conquistas e não desperdiçando as quedas, embates e músculos novos adquiridos em meio a chororôs e prazeres vivenciados entre cada plano, do início ao fecho de cada investimento, em qualquer campo da existência seja na profissão, afetivo, emocional e até espiritual, parece ser aquilo que chamamos de escola de alma, cujo diploma é o amadurecimento e a posse da individualidade. 

Não estamos acostumados a pensar assim pois tem ainda um acreditar infantil que não existe ensino para viver e sim (!!!) existe, já que a Vida, por si mesma, segue em sua incrível didática infinita, criativa e sempre presente, dando retornos matemáticos e quânticos quer saibamos, percebamos... conscientizemos ou não, mantendo-se numa espera segura, confiante que em algum momento despertaremos do sono, da inércia e do pouco contato com nossa realidade subjetiva e, por consequência, submersos na matéria, materialidade, materialismo sem a percepção que é do sutil que tudo provém, moldando no externo aquilo anteriormente vislumbrado ou somente consequência no campo do pensamento e imaginário. 

Assim caminha a humanidade, assim andamos nós, mergulhados e distraídos... despertando, dormindo ou atentos, entre sofrer e festejar, entre recomeços, inícios e fechamentos num viver automático enquanto não atentarmos para a beleza, riqueza, magistral do aprendizado do viver. Seguimos, seguimos e SEGUIREMOS... como forjados fomos pelo Divino em nós!!! JAYA!

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 7 de janeiro de 2023

Inspiração - Por Telma Jábali Barretto

De onde vem a sua... ou, as suas? Sempre quando a vida cobra mais do que esteja familiarizada? Diante de algo muito lindo? Exemplo edificante ou ante dor extrema de alguém ou das próprias? Da natureza em sua abundância ou... quando desrespeitada? 

Fato é que a maioria de nós, muitas vezes, tem ideias diferentes, borbulhos na cabeça quando presenciamos algo fora do mundinho corriqueiro que habitamos gerador de estímulos, impulsos e ímpetos e... bom que assim seja. 

De uma perspectiva nos sensibilizam e trocamos, abrimos olhares, aprendemos ou descobrimos outras e novas realidades além daquela da zona de conforto que costumamos viver... Mais além dessas abundantes fora de nós (somos todos mais ou menos curiosos...?!..) e, por vezes somos surpreendidos por essas revelações surgidas de dentro nós mesmos e... uauuuu... Aí estão os verdadeiros mananciais. 

Como absorver, valorizar e respeitar tais sugestões apresentadas por nossas emoções, sensações, pensamentos?! ... e lá vamos nós para os embates que tanto nos fazem crescer, ressignificar e dar passinhos rumo ao que aqui nos trouxe: entender o porque, razão e motivo de aqui estarmos. De nosso lugar da arquibancada, aqui e agora, pensamos ser esse ‘a que viemos’ fundamento de cada existir, florescendo naquilo que ninguém no infinito processo cósmico poderá substituir; nosso Dharma, nossa contribuição única e intransferível com a percepção, habilidade, belezuras e feiuras que nos fazem singulares que, tangenciando, acalentando, sangrando ou sanando, faremos parte daquilo tecerá o tecido maior onde cada qual tem sua parcela, sua pitada e pitaco dando cor ao cenário desse nosso existir. 

E... que mágico existir: começamos esse direito à vida, Vida, VIDA aqui, no formato que conhecemos nesse planeta azul, absolutamente nas mesmas e iguais condições: quando do primeiro alento, inspiração, início de uma jornada que mais que o privilégio do aqui estar, buscar quais outros e infinitos alentos precisaremos forjar, dar à luz, parir para de fato honrarmos nossa passagem no mundo, para aqueles que nos cercam servindo e retribuindo o que também de todos recebemos. 

Ainda que precisemos inspirar muitas e infinitas vezes para novamente lembrarmos, reavivarmos assim nossa força e, em meio a muita transpiração também, seguirmos... renascendo sempre, acreditando na semente a ser cultivada, regada e alimentada para experimentar os mais gradativos floresceres que o Eterno em nós e fora de nós não cansa de oferecer, surpreender... revelar... Jaya!!!

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 10 de dezembro de 2022

Aniversariar - Por Telma Jábali Barretto

Anual, esperada e até festejada data que marca nossa passagem cronológica de aqui estar, nessa encadernação... e quantas e muitas são as comemorações pelas quais passamos, marcando e demarcando tempos de convívio nas mais diversas áreas da vidinha, celebrando.

Algumas trajetórias concluídas, abertura de caminhos novos, desafios transpostos a duras penas e miles e miles de tantas outras razões aí estão motivações para definirmos tempos de passagens, etapas e porquês significativos. Situações prontamente constatáveis e outras buscadas na memória para que, ainda, mesmo tardiamente, honrar feitos, agradecer, liberar espaços e consolidar outras mais.

Assim vamos forjando e apaziguando marcas que definem transcorrer pelo nosso existir nesse tempo/espaço ocupado, merecido, conquistado e a forma, os sulcos deixados entre belezas e durezas vão dando o tom das experiências e importâncias escolhidas, acontecidas, enaltecidas, aleatórias ou desejadas e criamos nós a forma de validar ou descartar impactos em nossa alma, registrando ou prospectando sonhados marcos a vislumbrar, imaginar... 

Neste mês, fechando já o ano, entramos numa vibe diferente e cheia emoções: universalmente, na expectativa da conclusão de mais um ciclo quase vencido e o inaugurar de um próximo e pleno de promessas, perspectivas e empenhos que, quaisquer sejam nossas histórias de vida, insistimos em acreditar, até fantasiar... e, também, nos dezembros, temos um muito nobre aniversariante que esse sim! passados mais de dois mil anos, segue sendo lembrado e festejado por ter deixado rastros, memórias e um viver inspirador para toda essa humanidade. 

Que presente podemos pensar, listar, oferecer, levar em sua Sagrada Celebração? Caro demais? Viemos poupando ou familiarizando com o que seria do agrado d’Ele para que nossa presença honre e dê a merecida alegria, satisfação ao aniversariante que, mais que nossa festa pensada e preparada a cada ano, faça valer Sua Mensagem e a celebrada data de seu tempo quando aqui esteve? Persiste e sim! 

O que tenha nos inspirado lá ou... segue ecoando até hoje naqueles cujo coração conseguiu tocar, sensibilizar e que, esperamos, talvez saibamos?!... paciente e amorosamente receba a forma que, ainda, agora, possamos com Ele estar, festejar, celebrando Sua passagem remota e ao mesmo tempo tão viva entre nós! Que sigamos, inspirados e inspirando, acreditando que sempre podemos ser melhores que somos a cada dia, a cada ano... por toda eternidade!

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga

sábado, 10 de setembro de 2022

Ponto, Vírgula e...Reticências... - Por Telma Jábali Barretto

Aprendemos após a alfabetização as pontuações que regem nossa escrita que, provavelmente, foram interpretações daquilo bem anterior já aconteciam na comunicação oral... pensamos ser assim muito daquilo que nos rege nas mais diversas áreas da vida humana acontece no processo civilizatório. E quão importantes são tais regrinhas na nossa vidinha... 

O viver em conjunto, em agrupamento, à medida que saímos do individual avançamos para dois e seguimos tomando mais e mais numerosos convívios, muitas acabam sendo as formas buscadas para harmoniosamente fluirmos entre nós, dessa forma que orgânica e naturalmente seguimos num passo a passo chamado evolução. E quanto mais complexas as individualidades mais complexas tendem a ser as negociações e acordos a conduzir nosso crescer...

O crescer, quebra da semente, origem, para florir, pode doer... Sabemos de regras mais concretas onde a força física já trouxe o tom de ‘acordos’ que à proporção que as conquistas mais subjetivas e carregadas de maior importância apareciam, seguimos nessa jornada, a todo momento, convidados pelas sagradas e importantes abrangências que as tais pontuações de qualquer convívio foram e serão percebidas. 

Aprendemos dessa maneira absolutamente instintiva, pela força da própria vida a nos superar criando e fabricando linguagens, marcações que, em nome de estar juntos, trocar, levar e receber, a dar e absorver num fluxo muitas vezes nem nomeado ou até consciente.

Necessidade do próprio existir nos insere criando mágicas tão intrínsecas da natureza em si mesma que sempre sábia, solene e transformadora começamos a estar no jogo, grande jogo, Maha Lila, que faz seu curso perene regido pela energia maior levando muitos e floreados nomes. Existe em cada um de nós um idioma, linguajar, música de acontecer que buscamos visceralmente encontrar para contribuir, comandar, servir, acrescer, dividir, multiplicar, abstrair, materializar e ... ... tantos e infinitos outros verbos proporcionais aos números de habitantes sejamos em cada contexto do menor até os mais complexos como planeta, processo cósmico etc ... que a Vida segue em nos sugerir, autorizar, estimular e inspirar ininterrupta, sem trégua e com as mais incríveis novidades que cada um terá que interpretar para fazer uso de seu espaço intransferível, único e com essa participação dar o tom numa imensa sinfonia, sempre harmoniosa de uma perspectiva grandiosa, atemporal e transcendente e pouco nítida para nós. 

Muitas vezes no enorme cenário observamos, somos ou intuímos o que parece como um ponto, encerrando um processo. Já, em outro lugar, percebemos a contribuição de uma vírgula que traz uma parada não conclusiva e só necessária ali a um fôlego e... ainda e muitas vezes... um tempo mais longo de reflexão, silêncio que, nem sendo fecho e nem intervalo, cria um respiro mais, talvez, misterioso que pesa, avalia, causa, sugere quase sempre mais interrogações, suspiros e indagações a depender do curso daquela comunicação, acontecimento ou fato. Parece essa ser a linguagem da vida, VIDA, que imitamos, melhor, por trazer em nosso DNA, nossa ancestralidade, nomeada ou não, fazemos uso, com ou sem critério, num processo em si mesmo organizado, ordenado, estruturado por onde avançamos no desvendar da própria individualidade gerindo, interferindo e acessando caminhos às vezes por vias bem tranquilas, serenas e claras e, em outras, nebulosas, lapidando e doendo bastante para entender quais sinais, símbolos ali estão... 

Seguimos e seguiremos, com mais ou menos discernimento, interpretando, subjetivando, ampliando olhares que vão criando marcas e deixando nossa impressão naqueles que convivem conosco e nas muitas pontuações que em nós fizeram nos múltiplos retalhos forjando quem somos nesse incessante fluir de respiros, tempos, paradas e continuidade aprendidos, respeitando os nossos intervalos (que nem sempre nós mesmos entendemos?!...?!) e de todos os demais (menos ainda sabemos porquês... e... ?!...), da vida ou trazidos pelas circunstâncias. Loongooo, encantador e desafiador esse alfabetizar proposto pela Vida e voi-là ...

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Sudha Raja Yoga.

sábado, 6 de agosto de 2022

Floresceres - Por Telma Jábali Barretto

Esse parece ser nosso destino, karma, dharma... trilhar. Eternos e mais ou menos solenes ou casuais... inesperados ou consequências daquilo que a experiência já antes anunciava e... como sementes, quebramos cascas e vamos trazendo à luz novas roupagens, diferentes formas de apresentação daquilo que no cerne já éramos nem mesmo sabíamos antes que as mais diversas revelações desmascarassem, expusessem... 

Seguimos entre espanto e admiração, encanto e decepção forjando quem viemos sendo, viemos conhecendo de nós, em nós e... daqueles com quem convivemos que, por vezes, criam o clima para tais despertares a eles levamos, consciente ou inconscientemente, ao processo sagrado desse contínuo inovar, recriar e reinventar que a vida se incumbe de propor, servir, oferecer como prato do dia em que alguns são apetitosos?!... ou... como única opção de serviço, "oferecimento da casa"... e seguem alimentando, abastecendo, nutrindo de forma pródiga! 

Muitos acontecimentos impactam como verdadeiras revoluções, quebras e disrupções marcantes, aqueles que ficam na memória com dia e hora definidos... Já outros vêm de mansinho tomando espaço devagar e sub-repticiamente vão definindo seus contornos e deixando suas marcas trazendo florescer, desabrochar que da perspectiva da flor nasceu, surgiu inaugurando novo existir e, de outro lugar, o da semente, fecha sua participação e atuação dando espaço ao fluxo da germinação bem-vinda onde, igual, humilde volta ao húmus que se forjará em outras facetas... rendendo-se reverente ao próprio fluxo, natureza, processo da Vida. 

Assim seguimos nós entre os ‘surgires‘ e rebentos já adormecidos, "adolescentares", "amadureceres" e "envelhereceres" e... "partires"’ nesse inevitável curso que em nós se fazem sementes, símbolo de promessas, botões e flores sinônimo de vir a ser, colheita e resposta ao adiantar do desfecho que segue, segue e seguirá sempre e nobre a cada etapa desse eterno vir a ser... ... ... nesse incorporar e abdicar carregados da beleza e importância dos ciclos perenes.

Que tenhamos a força da semente, o perfume irradiante da flor e a maturidade confiante, por vezes sábia e outras teimosa que insiste e no ‘junto e misturado’, no transitar em nós mesmos, dentro e fora, com tudo e todos, por nós e pelos demais, pela Vida... saudando oportunidades de revelações e floresceres!!!

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 9 de julho de 2022

Fora da Caixa... - Por Telma Jábali Barretto

Quem nunca?!...já não se sentiu assim ou pior, foi taxado, batizado, nomeado dessa forma?!... Quando de dentro para fora sentimos isso vale uma boa, atenta e profunda análise se não provém de uma vitimice dolorida ou ainda uma crise de megalomania iluminada?!... Todos, absolutamente, todos nós mesmo temos algo dessa coisa incomum e JAYA!!!

Não nascemos, surgimos e aqui estamos para ser iguais, iguaizinhos, feitos em série, como coisas e máquinas e... aí está! a beleza e a dor de cada um. Mais que isso a singularidade traz e deixa nossa marca, rubrica e verdadeira assinatura, digital. Acessar esse patamar exige de nós tamanho, um certo grau de autoestima de quem reconhece os próprios valores sem, também, deixar de ter noção de suas debilidades. 

Quem constrói, construiu uma trajetória de empenhos transpondo desafios, testando seus limites no ir além mesmice e mesmices essas aqui mencionadas em referência a nós mesmos, dando passos inovadores confiando nos ganhos e derrotas anteriores, inevitáveis que chegue, a essa forma sagrada de excentricidade bem-vinda que não advirá de uma concessão ou reconhecimento alheio mas daquele e único que aí e então importa, de si mesmo. 

Não são ou serão plateias que autorizarão tais nomeações mas só e tão somente a segurança das conquistas interiores, das satisfações pessoais, das alegrias que normalmente são reverberadas e aí e sim, ao nosso redor, mesmo que não sejam unânimes mas a história narra, melhor constata, e essa sim só tempo mesmo revelará. Mais e mais com isso somos levados a dar a devida importância às convivências, às valiosas trocas que, naturalmente, provocam essas percepções: detectamos aquilo de próximo há muitos nesses tangenciares da vida, Vida, VIDA e parte da jornada será e sempre o reconhecimento do diferente, do incomum, do “fora da caixa” em nós, no próximo, no Uni Verso, na multiplicidade de que somos parte e só mesmo quem soube transitar pelas próprias normalidades e idiossincrasias sentirá e reconhecerá, como dissemos antes, a beleza e a do de se ser quem somos! 

Nem sendo mais e nem menos, sendo reverentemente quem somos e respeitando e idem idem idem reverenciando todo e qualquer outro, outrem, quem seja... sem que precisemos de placas, outdoors ou reconhecimentos externos mas numa consequência natural das maturidades reveladas. 

Que assim caminhemos, sejamos Uno e Diverso, únicos e mais um... identificando a mesma Essência e a encantadora forma que cada qual a veste em seu existir. NA MAS TÊ!

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.