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quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 127 - Por Luiz Domingues

O CD "Lift Off" do Pitbulls on Crack, lançado em 1996,  também já constava em portais de armazenamento dentro do YouTube, destinados a preservar a história do Rock brasileiro, todavia, a minha determinação para possuir o meu domínio pessoal de acervo, seguiu o seu trâmite natural.

E assim, as doze faixas desse álbum foram devidamente alojadas no meu Blog 3:

"The Winding Moon" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=VaOgvMtcQUQ

"Dead News" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=dOZ-ej9Ly3U

"Ups and Downs" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=rfCh7EOdIYg

"The Dying Day" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=n3Z-ZVCQSdk

"The Shadow of the Light" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=FVn1xjoI1VY

"Nevermind" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=pZJJravg-Ag

"Down at the Hellhole" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=YHjSqDGjlDs

"Candle Light" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=U1ugEllk4UY

"Overload" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=Zzr6nriZQs0

"Death on The Christmas Day" - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=MeMIVgJ6F-8

"You've Got me on The Run" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=VsuzeI_ayCo 

"Plastic Brain Surgery" - Pitbulls on Crack - CD Lift Off - 1996 - Gravadora Velas

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=whQM6a1A1d8

Muito bem, com todas as faixas oficiais dos dois discos oficiais do Pitbulls on Crack garantidas em meus canais de YouTube, como eu já afirmara anteriormente, ainda havia um bom material a ser lançado e desta feita a trazer mais raridades por nós produzidas nos anos noventa.

Continua...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 126 - Por Luiz Domingues

Havia ainda uma boa margem para que novidades fossem anunciadas nos meus canais de YouTube a conter raridades da carreira do Pitbulls on Crack, todavia, assim como no caso de todas as outras ex-bandas com as quais eu atuei e ainda atuava em 2022, se tornou uma obrigação organizar as faixas concernentes aos álbuns oficiais dessa banda em específico, sob o meu domínio completo.

E foi assim que eu tratei de publicar e a seguir a ordem de lançamento, as duas músicas da nossa banda a nos representar na coletânea "A Vez do Brasil" da gravadora Eldorado, em parceria com a emissora 89 FM e lançado em dezembro de 1993.

"Under the Light of the Moon" - Pitbulls on Crack - CD coletânea A Vez do Brasil - 1993 - Gravadora Eldorado

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=zkj--BPZaBA

"Answer Machine" - Pitbulls on Crack - CD coletânea A Vez do Brasil - 1993 - Gravadora Eldorado

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=MgPWOxGxOW4

O próximo passo, naturalmente, foi providenciar as faixas do LP Lift Off de 1996.

Continua...

domingo, 18 de dezembro de 2022

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 123 - Por Luiz Domingues

Sobre as faixas que o Chris Skepis salvou, das tantas que nós havíamos gravado para a demo-tape de 1992, a lista com quatro faixas disponibilizadas por ele foi a seguinte: "Killers", "Nevermind", "The Shadow of the Light" e "Under the Light of the Moon".

"Killers" era recorrente no repertório da banda nesse ano de 1992, com bastante frequência pelo menos até meados de 1993, mas apesar dessa constância inicial, tal peça não foi gravada oficialmente em discos, posteriormente. Rock acelerado, lembra o som de bandas como o "New York Dolls", por exemplo, com aquela aspereza inerente do Rock visceral, mas embora os mais apressados tendam a classificá-la como Punk-Rock, na verdade a inspiração era outra.

"Killers" (Chris Skepis)

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=4qlpvJUu5Ys

"Nevermind" sempre foi uma música presente no repertório da banda, desde o início das suas atividades e dessa maneira, nunca deixou o set list" dos shows, doravante, até quando eu saí em 1997 e no caso, não tenho tal informação precisa, mas provavelmente prosseguiu a ser tocada nos shows, até o final oficial das atividades da banda em 2005. Tal música foi registrada oficialmente  no CD Lift Off em 1996.

Esta versão é bem parecida com a que foi gravada em 1996, a não ser a metragem um pouco maior, fator que coibimos quando a gravamos oficialmente, portanto.

"Nevermind"

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=2w-Ed9VwUU0

Ao falar de "The Shadow of The Light", essa música também se tornou muito requisitada nos shows já na metade de 1992, e posteriormente foi gravada para fazer parte do CD Lift Off.

Sobre essa gravação, a despeito de não ter a sofisticação do áudio oficial do CD Lift Off e contabiliza-se neste caso a inclusão de teclados, percussão e a tambura indiana, há a inclusão de muito mais vozes sobrepostas e o andamento está mais vagaroso. A incidência de uma guitarra a marcar um desenho rítmico contínuo também é algo diferente para se destacar. No final, uma gaita aparece, outro diferencial interessante. 

"The Shadow of the Light"

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=QCXIWYKfAdE

A respeito da gravação de "Under the Light of the Moon", tal canção foi o nosso maior êxito inicial em termos midiáticos, dada a constatação de que essa música foi gravada e fez parte da coletânea "A Vez do Brasil" da gravadora Eldorado em 1993 e por conta dessa gravação, teve ampla difusão radiofônica já a partir de 1994, além do apoio de um vídeoclip bastante exibido, principalmente na MTV.

A performance da banda para essa gravação é praticamente igual à que registrou no CD "A Vez do Brasil" de 1993, pois o arranjo estava fechado desde 1992, e assim a tocávamos ao vivo. Talvez a diferença básica  seja o efeito "clap" que o Chris acrescentou nessa mixagem (aparece no refrão), uma ideia que foi descartada posteriormente, quando da gravação oficial  

"Under the Light of the Moon"

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=fFGLxvRzVNU

Bem, gravamos mais músicas nessa demo-tape de junho de 1992. No entanto, nesse momento de 2022, exatamente trinta anos depois, o Chris somente achara essas quatro canções, e o bônus extra-demo de "Big Holes on Your Shoes". Todavia, ele deixou no ar a esperança de que ao revirar as suas gavetas caseiras, poderia encontrar as demais faixas. Se isso acontecesse no futuro, ótimo, caso contrário, já agradeci muito pelo esforço dele para disponibilizar essas quatro faixas e uma extra, o que certamente serviu para reforçar muito a preservação da história do Pitbulls on Crack.

Independente dessa ação possível da parte do Chris para o futuro mais novidades boas surgiram para melhorar ainda mais o acervo em 2022!

Continua...

sábado, 17 de dezembro de 2022

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 122 - Por Luiz Domingues

E assim, foi com muita alegria que eu recebi diretamente do Chris Skepis, algumas faixas dessa demo-tape de 1992, mediante o formato de "mp3" e com o qual eu pude reformatar para mp4 mediante o uso de uma imagem fixa e dessa forma, foi possível publicá-las individualmente no YouTube. Logicamente que com essa medida eu pude dar vazão ao lançamento de mais material raro da nossa banda e por extensão, da minha carreira como um todo, ou seja, que adendo espetacular para o nosso/meu acervo.

Para início de conversa, ele, Chris Skepis me surpreendeu e mais do que disponibilizar tais faixas, mostrou-me uma canção completamente fora desse contexto da demo-tape, porém gravada na mesma época por eu e ele em seu estúdio caseiro. Tal canção jamais foi cogitada para ser incorporada ao repertório da banda, porém, apesar de eu me lembrar perfeitamente do ensejo em si, não me recordava da sonoridade do tema, tampouco do seu título.

Escute a música: "Big Holes on Your Shoes"

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=dDTGr-qTB5Y

Trata-se, portanto, de "Big Holes on Your Shoes", que o Chris gravou sozinho em seu port-studio, a tocar guitarras, violões e ao providenciar a programação da bateria eletrônica, além de muitas vozes, como ele sempre gostava de fazer em suas produções caseiras. Inclusive, ele também gravava o baixo, costumeiramente, mas neste caso ele me convidou e eu acrescentei tal instrumento.

Sob uma atmosfera completamente lisérgica, apesar de estarmos em pleno 1992 na ocasião e ele decidido a estabelecer uma linha então "moderna" para o Pitbulls on Crack, ou seja, a perseguir o Indie-Rock britânico em voga (e bem underground, diga-se de passagem),  como uma meta, esta música e sobretudo a sua atmosfera alcançada mediante tal gravação, ficou absolutamente lisérgica, a lembrar bastante trabalhos experimentais bem malucos de bandas sessentistas como o "Country Joe and the Fish" por exemplo e de certa forma, lembra até os primeiros trabalhos do grupo alemão, "Amon Düll", ou seja, é extremamente experimental e hippie por excelência.

E como de costume em suas produções caseiras, a música foi gravada com uma extensão enorme, pois o Chris Skepis não compunha e gravava inicialmente com a preocupação para delimitar o padrão Pop de metragem, e por conta disso, deixava livre nesse aspecto, com o efeito do "looping" usado sem preocupação alguma de estabelecer algum limite e sem nem ao menos se preocupar em providenciar o efeito do "fade out" para finalizar com um certo acabamento.

Era assim geralmente que ele procedia em suas demo-tapes caseiras e quando escolhíamos alguma música para ser incorporada ao repertório do Pitbulls on Crack, evidentemente que era rearranjada para ter uma métrica mais realista e final definido sob a anuência dos quatro componentes.

Continua...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 121 - Por Luiz Domingues

Nesse ínterim, dada a constatação de que eu estava a lançar material de muitas bandas pelas quais atuara e ainda atuava na ocasião de 2022, o Pitbulls on Crack não poderia deixar de constar em tal esforço a não ser que eu não tivesse comigo algo raro a ser mostrado.

Já falei sobre o material referente a dois programas de rádio que a banda produziu a tocar ao vivo (em 1993 e 1994, respectivamente), e que possivelmente comporia a matéria prima para se lançar um ou dois discos ao estilo "Bootleg", mas que rapidamente se tornou objeto desse esforço para se publicar raridades nos meus canais de YouTube. Porém, eu não tinha apenas esses dois shows disponíveis, mas outras possibilidades.

Por exemplo, eu achei nessas fitas K7 digitalizadas em 2020, um testemunhal proferido por um locutor da 89 FM de São Paulo a anunciar a música: "Winding Moon", por ocasião do lançamento do CD "Lift Off", em dezembro de 1986, e essa foi a primeira postagem que eu providenciei para constar no meu Canal 2 de YouTube.

Pitbulls on Crack - Programa "89 Decibéis"/89 FM - SP - Dezembro 1996

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=2lbD8iePZ0I

Eis que ao comunicar para o companheiro, Chris Skepis, essa novidade que eu havia achado e providenciado a publicação no YouTube, eu tive uma grata surpresa vinda dele ao me revelar que ele tinha consigo o áudio de algumas (não todas, mas várias, pelo menos), músicas provenientes da demo-tape que a nossa banda houvera gravado nos idos de 1992, e cuja existência em mídia física eu não tinha e nem ao menos esperança para achar uma cópia eu nutria mais.

Ora, que novidade maravilhosa e a calhar exatamente com esse momento pelo qual eu estava a alimentar os meus três canais de YouTube, portanto, obviamente que tal anúncio me alegrou demais.

Melhor ainda, o Chris se mostrou muito ágil e no mesmo dia em que mencionou ter consigo tais áudios, me pediu algum tempo para procurar tal material e assim que encontrou, me enviou prontamente. Que tremendo adendo ao material e consequentemente para a história do Pitbulls on Crack!

Continua...

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 119 - Por Luiz Domingues

Alguns meses se passaram depois daquelas novidades já citadas que ocorreram para o Pitbulls on Crack no ano de 2021. E já no avançar de 2022, eu havia conversado bastante com o Deca e o Chris. 

Dessa forma eu apresentei a minha proposta para lançar um (ou dois, se fosse o caso) disco pirata com material ao vivo da nossa banda coletado nos anos noventa e o Deca se animou com a ideia, ao sinalizar que apoiaria sem reservas, em uma primeira instância. Entretanto, mediante algumas conversas travadas a posteriori, ele lançou uma outra proposta e que na prática seria muito mais ambiciosa de sua parte.

A sua proposta foi de escolher uma ou duas músicas inéditas entre as muitas compostas e gravadas em fitas demo da parte do Chris e a seguir, que nós entrássemos em um estúdio de alto padrão (ele citou o "Orra Meu" dos irmãos Schevano e onde o "Baranga", sua banda desde 1999, gravara os seus mais recentes álbuns e um outro, também super moderno e cuja operação estava a cargo do produtor, Heros Trench, famoso no mundo do Rock pesado nacional), para gravarmos e depois que nós fizéssemos uma peregrinação de divulgação nos meios possíveis (para efetuar tal empreitada, ele disponibilizou de pronto diversos contatos modernos que o "Baranga" tinha em aberto na ocasião para nos encaixar com facilidade, dentro da mídia alternativa especializada). 

E a depender da repercussão desse esforço, a possibilitar pensarmos em mais do que um show reunião de caráter nostálgico, mas a abrir a perspectiva para se concretizar uma sequência.

Ora, eu achei a sua proposta muito boa e me coloquei à disposição dessas ações, no entanto, a minha proposta bem mais modesta em torno de um disco pirata com resgate de material antigo dos anos 1990, e um único show reunião, não deveria ser descartada, e dessa forma, eu insisti para que essa proposta se mantivesse e que em paralelo, poderíamos conversar sobre a proposta por ele formulada.

Continua...

domingo, 22 de agosto de 2021

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 118 - Por Luiz Domingues

Foi ao final de junho que o comunicador, Ibryss Enoch me abordou para que eu intermediasse com o meu amigo, Chris Skepis, a possibilidade de se produzir uma entrevista para o seu programa: "Hipomania", da Webradio Mutante. Eu já havia sido entrevistado em tal programa, em 2020, portanto, foi com prazer que recebi a notícia a dar conta da intenção do Ibryss e assim, eu providenciei o contato para que a entrevista do Chris Skepis fosse viabilizada.

A entrevista se consolidou e mediante uma boa conversa entremeada por muitas músicas da nossa banda que foram executadas, o Chris contou muitas histórias sobre o Pitbulls on Crack e falou também de outros trabalhos seus, a dar conta certamente da sua passagem pela banda britânica, "Cock Sparrer" e também por uma banda que criou após o término de atividades do Pitbulls on Crack, chamada: "Final Fight".

Curiosamente, quando a entrevista foi marcada para ir ao ar no dia 3 de julho de 2021, um outro comunicador, de uma outra emissora (Webradio Plano B), chamado, Rafael Dee, me comunicou que incluiria a música, "Under the Light of the Moon" do Pitbulls on Crack na lista de atrações do seu ótimo: "O Contrário de Nada é Nada", este a se configurar como um programa mais orientado para a produção setentista em via de regra.

Dessa maneira, ao criar uma edição do seu programa para realçar a produção de artistas brasileiros que cantavam em inglês, o Pitbulls on Crack foi lembrado como um exemplo nesse sentido. 

Portanto, com dois programas radiofônicos a citarem e executarem músicas da nossa banda, no mesmo dia, tal coincidência poderia ter sido interpretada como um sinal? 

Pois é, Rockers de orientação sessenta-setentista gostam de idealizar sinais sutis que seriam "mágicos", vindos diretamente dos Deuses do Rock, portanto, eu certamente fiquei feliz por tal coincidência e também animado por ver que essa ambientação repentina em torno da banda, tantos anos depois, poderia mesmo sinalizar uma oportunidade boa para que fossem intensificados os esforços em prol do lançamento de discos piratas conforme eu já estava a planejar e nesta altura, eu já conseguira o apoio do guitarrista Luciano "Deca" para patrocinar em sociedade, tal produção.

O programa "Hipomania" disponibilizou alguns dias depois, o podcasting permanente para a avaliação.

Eis o programa "Hipomania" da Webradio Mutante, edição #69, sob a produção de Ibryss Enoch. Especial com Chris Skepis

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=NCelBR3_vkY

E o podcasting do programa: "O Contrário de Nada é Nada", da rádio Plano B, sob produção e locução de Rafael Dee, também o fez logo a seguir:

https://www.mixcloud.com/rafael-dee-garcia/programa-50-o-contr%C3%A1rio-de-nada-%C3%A9-nada-03072021/?fbclid=IwAR1Ex554dxrygqxGVJYj2RgEOtFVzUCZA87bFYInhOLWbUz1EQu0K6R5xk4

E para reforçar toda essa atmosfera boa em torno da banda, eis que o comunicador Ibryss Enoch presenteou a banda com um belo vídeoclip a conter o áudio da música "Dead News", extraída do CD "Lift Off" que lançamos em 1996.

"Dead News" em vídeoclip lançado em julho de 2021. Criação e edição de Ibryss Enoch

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=mE8ckILWUt0

Sensacional surpresa, eis um clip todo feito com motivações visuais psicodélicas, que veio a calhar com o espírito que a banda evocou em 1996, com resgate sessentista explícito em sua formulação visual, quando do lançamento do CD "Lift Off".

Passado um mês, em 11 de agosto de 2021, eis que o mesmo comunicador, Ibryss Enoch, anunciou o lançamento de mais um clip do Pitbulls on Crack, destra feita a enfocar a música: "Nevermind". 

Para quem leu a minha autobiografia, através dos Blogs ou do livro impresso "Quatro Décadas de Rock", sabe bem que o especificamente no capítulo sobre essa banda, essa canção foi muito emblemática para a carreira do nosso grupo, por conter uma estética bem calcada na moda do Indie-Rock noventista, ou seja, a se revelar como a expressão do que foi o desejo primordial de Chris Skepis ao formatar a banda em 1992, em termos de direcionamento artístico e assim buscar a adequação ao máximo à então modernidade da época, início dos anos noventa.

Portanto, tal canção tem essa característica e embora a banda tenha forçado uma guinada ao estilo Glitter-Rock super setentista logo a seguir, "Nevermind" foi um tema certo em todos os shows, até 1997, enquanto eu fui componente, a demarcar a intenção inicial do Chris Skepis em torno do Indie-Rock da década de noventa, sem dúvida.

"Nevermind" em vídeoclip criado por Ibryss Enoch. Lançado em agosto de 2021

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/W83tHpj_NVY

Em suma, com tais clips lançados, foram mais sinais então para me fazer crer que o Pitbulls on Crack já estava a criar novidades no século XXI e assim, obviamente que eu me animei ainda mais a acelerar a decupagem do material que eu dispunha para produzir um ou mais discos piratas dessa banda.

Continua...

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 117 - Por Luiz Domingues

Depois de novas atividades com ex-bandas que eu tive, casos de shows e discos lançados com a Patrulha do Espaço, show e single inédito lançado com o Pedra, mais o Kit de discos piratas produzidos e lançados, com a marcação de um show com A Chave do Sol (além da perspectiva de reunião da formação original do Boca do Céu para gravar uma demo ou um disco, quiçá e resgatar o material criado em 1976), eis que nessa altura de 2021, eu já não duvidava mais da possibilidade de que outras bandas em que eu atuei no passado, pudessem gerar novidades e foi o caso do Pitbulls on Crack, certamente, que entrou para esse rol sutilmente em 2020 e no avançar de 2021, abriu campo para vir a se tornar uma real perspectiva nesse mesmo sentido.

A minha entrevista para o programa "Vitrola Verde" do comunicador, Cesar Gavin, justamente com o episódio em que falamos sobre a minha história com o Pitbulls on Crack, lançada em maio de 2020

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=pSsD1id8KuQ

Bem, inicialmente ocorreu que em 2020 a minha entrevista para o espetacular programa, "Vitrola Verde" do comunicador Cesar Gavin, repercutira fortemente e especificamente o capítulo sobre a minha história com o Pitbulls on Crack, chamara a atenção dos ex-companheiros dessa banda e por conta disso, em conversa reservada, o baterista Juan Pastor me disse que um show de reunião da banda seria uma ótima ideia e nessa altura, é claro que após as experiências de reuniões que eu tive com outras ex-bandas, eu também enxerguei com bons olhos tal possibilidade.

Mais alguns meses se passaram e o sucesso retumbante que o Kit de discos piratas d'A Chave do Sol que eu lancei no mercado, abriu o caminho para novas produções e neste caso, eu já pensava em lançar um ou dois discos do Pitbulls on Crack, no caso com gravações de duas apresentações que fizemos em estúdios de emissoras de rádio, em 1993 e 1994, respectivamente. 

Nesse caso, mesmo ainda sem decupar o material, eu já avisara o meu amigo e colega d'Os Kurandeiros, Kim Kehl, que produzira todo o material dos discos d'A Chave do Sol, referente ao Kit de álbuns piratas, sobre a minha intenção de avançar no projeto, com o foco doravante para o material do Pitbulls on Crack. 

Portanto, por conseguinte, se abriu a possibilidade concreta para que eu gerasse novos capítulos com tal banda, mediante boas novidades. Entretanto, não ficou somente com essa questão de possíveis discos piratas a serem produzidos, pois fatos novos surgiram por outros meios e tal profusão de novidades serviu para reforçar ainda mais a ideia de que em 2021 a banda teve um sinal de revitalização muito interessante.

Continua...  

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 116 - Por Luiz Domingues

Hora de falar das pessoas que auxiliaram-nos nesses anos todos, a começar pelas que contribuíram externamente.

Em 1992...   

Tatola, Fábio Massari, Luiz, Edgard, Carolina, Ana e todo o staff da 89 FM de São Paulo.

Gastão Moreira, César Cardoso e demais amigos da MTV.

Os “freaks brothers do telhado” no primeiro estúdio onde ensaiávamos...
Benjamim, pelas filmagens psicodélicas realizadas em vários shows da fase inicial da banda, e que infelizmente foram perdidas...
Maura Cardoso pelas fotos.
As amigas Lúcia (que tornou-se esposa do Chris posteriormente, e é mãe do Brian Skepis), Yara, Sheyla, e tantas outras amigas que muito prestigiaram a banda em muitos shows nesse ano e nos posteriores.
José Reis e Luiz Gustavo, que foram nossos primeiros roadies e logo mais falarei sobre ambos mais detalhadamente.
Em 1993:
Vagner Garcia pela gravadora Eldorado.
Tatola, Ricardo, Denise e Fábio Massari pela produção executiva do álbum coletânea, “A Vez do Brasil”, em parceria com a gravadora Eldorado.
Carlos Eduardo Miranda pela produção em estúdio, Beto Machado e Érico Rondon pela operação de mesa na captura e mixagem e toda a equipe do estúdio Be Bop. Érico Rondon e Carlos Freitas pela masterização no estúdio Cia de Áudio. Rui Mendes e Michel Spitale pelas fotos e lay-out de capa/encarte e Fabio Cobiaco pela ilustração da capa.
Osmar Santos Junior e equipe da Brasil 2000 FM.
No ano de 1994...
Jefferson, empresário: grato pela tentativa...
Kuk Sanchez e demais componentes do “The Pills”.
David Brasil e toda a equipe de filmagem do clip da música:  “Under the Light of The Moon”.
Gastão Moreira e toda a equipe de produção da MTV pela produção do especial: “Peso Local”.
Aos filhos do governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, que criaram o festival no Ginásio do Ibirapuera.
Jason Machado, por criar o fã-clube do Pitbulls on Crack e doravante mantê-lo com um grau de entusiasmo impressionante.
Os meus alunos e à turma de Jason Machado pela fantástica ajuda em massacrar a 89 FM com pedidos telefônicos para tocar a nossa música: “Under the Light of the Moon”
Elizabeth "Tibet" Queiroz, André “Pomba Cagni” e Eric De Haas pelas oportunidades de shows.
O amigo, Ítalo Robson Marchezini, do estúdio Spectrum, onde ensaiamos com muita mordomia, de 1994, até o meu fim com a banda. Ao fazer um trocadilho que ele deverá entender bem: o Ítalo é um homem do Brasil...
Jerome Vonk e Alê, pelo quase acerto com a gravadora, Roadrunner.
Revista Rock Brigade por incluir-nos na festa de aniversário de sua centésima edição.
No ano de 1995:
Roy Cicala pela oferta tentadora, pena que não reunimos condições para concretizá-la, mas por algumas semanas sonhamos em alcançar, através de suas mãos hábeis no manuseio dos botões de uma mesa de mixagem/gravação buscarmos enfim a nossa Fame, fame, fame, fame, fame...
Aos meus alunos e Jason Machado, que mergulharam de cabeça no projeto do festival “Dominguestock!”
Sérgio Hinds, Rodrigo e Victor Martins e toda a equpe da gravadora Velas/Selo Primal, pelo apoio inicial e que estender-se-ia decisivamente pelo ano de 1996, também.
Geraldo D’Arbilly e o dono do estúdio em Santo André-SP pela imensa boa vontade em tentar trabalhar e pela compreensão no desfecho que essa história teve. Que pena que não deu certo, Geraldo, adoraria ter trabalhado contigo e a propósito, a sua opinião sobre o trabalho da turma formada por Winwood; Capaldi & Wood marcou-me para sempre: “O Traffic é uma caixa de bombons finos”, sobre isso eu concordo inteiramente!
Em 1996:
Ítalo Robson Marchezini, Alcir Gonçalves Lasneau, Luiz De Caro e Marquinhos Almada, pelo estúdio, camaradagem e apoio geral na produção do CD “Lift Off”.
Johnny Boy, Marcus Rampazzo, Will Carrara, Ricardo Confessori e Ivan Busic, músicos fantásticos que abrilhantaram o nosso disco com as suas participações especiais!
Toda a equipe da gravadora Velas/Selo Primal, a citar novamente Rodrigo e Victor Martins, Sérgio Hinds e para acrescentar agora: Ivan Lins, Alexandre Madeira, W. Perna e os demais funcionários do escritório, incluso, Toni Peres Rodrigues, que já era meu amigo antes.
Marina Yoshie pelo trabalho extraordinário como webdesigner, desenhista, arte-finalista e responsável por toda a concepção do visual do CD e do aparato incrível de promoção que acompanhou-o. Como se não bastasse, Marina foi, entre 1994 e 1997, uma entusiasta da banda, ao vê-la ao vivo inúmeras vezes e a sua frase emblemática sempre foi: “o som de vocês é contagiante”...
Meu muito obrigado aos “Monges”, uma incrível confraria que muito auxiliou-nos em ações de divulgação. Grato: Emmanuel Baretto, Helder Pomaro, Nathanael, WagnerBaiacu”, Betina, “Cabelo e outros cujos nomes e apelidos não recordo-me ao certo, mas sintam-se agradecidos igualmente.
Aos meus alunos, o meu famoso exército de “Neo-Hippies”, que nesse ano de 1996 em específico, trabalhou muito em ações de divulgação e na produção das latas que conteve o aparato de divulgação do nosso CD, mas que na verdade desde que anunciei que eu ingressara em uma nova banda chamada, Pitbulls on Crack, em janeiro de 1992, até o dia em que saí, apoiaram-nos com entusiasmo sem igual.
O meu velho amigo, Carlos Muniz Ventura que tanto apoiou trabalhos anteriores que fiz (A Chave do Sol e A Chave/The Key), por mais uma vez trazer o seu click para ilustrar a capa e encarte de um outro disco meu, no caso o CD “Lift Off”.
Ao professor, Wilton Azevedo, por assinar um micro texto a dissertar sobre a Pop Art no libreto que acompanhou o Kit de lançamento do CD.
Marcelo Rossi pelas fotos ao vivo.
Ao bom amigo Alex (in Memorian), ex-baixista do “Proteus”, e que muito ajudou-nos na hora decisiva da divulgação do CD.
Em 1997...
Evon Patrocínio, pela sempre boa vontade em incluir-nos no festival: “Sintonia do Rock” do Centro Cultural São Paulo.
Rodrigo Hid, pela rica participação a tocar piano e Mini-Moog em um show realizado no Centro Cultural São Paulo, nesse ano, mas também ao não esquecer a sua presença no show de lançamento do disco ao final de 1996.
Durante o tempo todo entre 1992 e 1997:
O jornalista, Antonio Carlos Monteiro, popular, Tony Monteiro, sempre apoiou-nos de forma integral. Ele é fã confesso desse trabalho e isso muito alegra-me, pois além dele ser um crítico superb, foi um dos poucos a enxergar méritos artísticos nessa banda. Sou-lhe grato por isso!
Aos familiares dos componentes do Pitbulls on Crack:  

Maura Cardoso, esposa do Deca naquela ocasião: obrigado pelas fotos, em vários momentos, além do apoio em geral.
Aos pais do Juan Pastor: jamais esquecer-me-ei do pai do Juan Pastor, a falar com aquele sotaque espanhol carregado: -"Fenomenales! Usteds son um verdadero espetáculo! Son mejores que los Beatles!"
Eliane Aronson, esposa do Chris Skepis nessa época, e Denis Skepis (irmão do Chris).
Ana Cristina; minha irmã, e minha mãe, naturalmente...
Hora para falar sobre os que participaram diretamente da banda em sua equipe técnica:
Luiz Gustavo
Luiz Gustavo é o rapaz sentado no degrau mais baixo, isoladamente. Foto de 1994, acervo e cortesia de Jason Machado
Luis Gustavo, foi um outro aluno meu que transitou na órbita do Pitbulls on Crack, mas diretamente, a atuar como roadie, desde os primórdios em 1992, até 1994. Menino humilde e bastante prestativo, detinha uma pequena experiência ao atuar como roadie ao dar suporte para a bandas obscuras do circuito indie. Também foi solícito e muito útil em todos os shows que esteve conosco, portanto agradeço-lhe.
Marcos Martines
Na foto acima, Marcos Martines estava a viajar na poltrona da "janelinha", ao lado de Juan Pastor, em foto de 1994
Um dos meus melhores alunos em 1992, Marcos Martines trabalhou diversas vezes como roadie da nossa banda e teve participação como músico, ao substituir-me em 1997, assim que eu deixei o Pitbulls on Crack. Nos anos 2000, tornou-se produtor de rádio, também, tendo sido assistente do Tatola na emissora Brasil 2000 FM. Toca regularmente até os dias atuais, sendo um grande músico.
Ricardo Schevano
Mesmo caso de Marcos Martines, Ricardo foi meu aluno e ajudou muito em ações de divulgação. Foi roadie em 1996 e 1997 e tornou-se baixista da banda no pós-anos 2000, em uma continuidade que eu não acompanhei mais. Músico excelente, hoje é proprietário do estúdio “Orra Meu” e toca nas bandas “Baranga” e “Carro Bomba”.
Antonio Peres Rodrigues, o “Toni”
Em foto de 1997, nas dependências da emissora Brasil 2000 FM de São Paulo, da esquerda para a direita: Luiz Domingues, Deca e Toni Perez Rodrigues
Guitarrista & vocalista do “Essex” e irmão de meu aluno, Alexandre Peres Rodrigues, “Leco”, Toni gravitava nas minhas aulas desde 1992, mas só envolveu-se com o Pitbulls on Crack para valer no final de 1996, quando tornou-se roadie e também funcionário da gravadora Velas/Selo Primal. Tinha um comportamento de headbanger radical, mas eu sabia que no fundo, era um tremendo de um amigo com boas intenções. Muito grato por trabalhar como roadie, e também na produção da famosa "lata"...
Jason Machado
Como agradecer uma figura como Jason Machado? Ele entrou na nossa vida em 1994, ao comandar o fã-clube da banda, tornou-se roadie, e nosso incentivador-mor. Aceite, portanto, o meu muito obrigado por todo o empenho, de 1994 até quando eu saí do grupo, em 1997. Os seus esforços foram incansáveis para divulgar e empurrar a banda para frente, ao escalar até familiares seus (a sua própria avó, incrível!), para empreender tarefas em prol da banda, caso dos históricos telefonemas disparados para a 89 FM, no ano de 1994. 

Como se não bastasse tudo isso, ao lado do Chris Skepis, ajudou-me muito com lembranças que escapavam-me e que acrescentei neste texto autobiográfico, além de fotos valiosas e raras que estão publicadas nos meus Blogs dois e três.
José Reis Gonçalves de Oliveira
José Reis à direita e Deca à esquerda, a apontá-lo, em foto de 1996
Agradeço ao José Reis Gonçalves de Oliveira, o popular, "Zé Reis", meu ex-aluno e amigo eterno, por ter acompanhado desde o primeiro ensaio, todos os passos do Pitbulls on Crack. Ele foi roadie, amigo de todas as horas, ajudou-nos inúmeras vezes em vários aspectos, e deu muitas risadas conosco em camarins, coxias de teatros e outras tantas ocasiões. O murro que ele deu na boca de um inconveniente idiota que tentava vandalizar o nosso show em 1992, na casa de shows “Broadway”, ainda deve doer no maxilar daquele garoto incauto... 

Amigo de todos os componentes, e não só meu, tornou-se um companheiro de conversas sobre Fórmula Um com o Chris, paixão mútua de ambos. Sou-lhe grato eternamente pelo apoio incondicional em diversos aspectos até extra-musicais, incluso socorro mecânico em momentos de sufoco com os meus combalidos bólidos nessa época.
E agora, falo dos companheiros dessa jornada de minha carreira:
Juan Pastor
O Juan Pastor também sempre foi um humorista nato. As suas brincadeiras sempre deixavam qualquer ambiente fantasticamente leve. Fanático torcedor do São Paulo FC, adorava provocar-me e naquela fase, Palmeiras e São Paulo estavam ambos com times muito fortes, e disputavam pau a pau os títulos. 

Graças aos seus contatos, o Pitbulls on Crack teve muitas chances, e arrisco dizer que sem ele, teria sido tudo muito diferente e mais difícil. Sou-lhe grato pelo enorme companheirismo, dedicação, pelas inúmeras portas que abriu graças aos seus contatos e generosidade em ofertá-los. Torço para que continue sendo muito feliz ao lado da esposa, filhos e na carreira como produtor de TV e rádio na qual avançou e tornou-se muito bem sucedido.
Deca
O Deca, que tem o apelido de “Luciano” (brincadeirinha!), é outro amigo de espírito leve, e que tem uma capacidade de improvisar piadas, incrível. Quando juntava-se ao Chris e ao Pastor, pareciam "Gremlins" que transformavam-se em humoristas. Como guitarrista, o seu estilo primordial é o Rock'n' Roll visceral, e ao vivo, a sua performance é selvagem, sem limite para extravasar em sua mise-en-scène alucinante. 

Muito humano, sempre foi solícito em ajudar qualquer pessoa com a máxima boa vontade em qualquer circunstância. Tem uma bondade enorme, sempre foi muito solícito e solidário. Continua com tudo no seu “Baranga”, e a fazer da sua guitarra Fender Stratocaster, “gato e sapato”. Nem Ritchie Blackmore azucrina tanto com uma Strato como o Deca o faz. Espero que essa performance ensandecida perdure por muitos e muitos anos.
Chris Skepis
O Chris Skepis é um tremendo Rocker. Gostamos de tudo do Rock das décadas de 1950, 1960 & 1970, e só discordamos no quesito da "revolução" punk, a qual ele considera sincera e eu, uma farsa mercadológica que produziu estragos irreparáveis. 

Mas fora essa divergência, divertimo-nos muito falando de incontáveis artistas que gostamos; Irwin Allen, e tantas outras coisas em comum. Em quase seis anos, só indispus-me com ele uma vez, quando irritei-me com uma questão ocorrida em 1995, mas que hoje eu sei que fora falha de comunicação, pois ele não fora o culpado pelo mal estar em si. De resto, foram seis anos de risadas ininterruptas. É o amigo mais bem humorado e espirituoso que conheci na vida (o Nilton César "Cachorrão", também é assim). 

Somos amigos, e uma hora eu vou visitá-lo. É uma vergonha (eu sei), mas só fui conhecer o seu filho nascido em 1999, na exposição do David Bowie, em 2014, e que chama-se Brian Jones (adivinhe por que dessa escolha!). 

Falamo-nos regularmente e estou no aguardo de mais material inédito que ele está a procurar em seus baús e que assim que disponibilizados, vão para os meus Blogs e YouTube, certamente. 

“Salvatore, Penitenziagite, stupido, stupido!” Eis aí uma brincadeira contida no livro: “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, que acompanha-nos por anos e da qual não vou explicar o significado ao leitor... trata-se de um código secreto nosso, que nem Dan Brown saberia explicar...
Agradeço aos três amigos: Chris; Deca, e Pastor, a oportunidade que deram-me, quando convidaram-me em janeiro de 1992, sendo que já haviam realizado um ou dois ensaios com um outro baixista. Ao escolherem-me, deram-me a oportunidade de passar por muitas alegrias nesses anos todos. É isso aí!
Tenho uma lembrança muito forte desse período de minha vida em que trabalhei com o Pitbulls on Crack, e espero ter passado tudo ao leitor com fidedignidade. 

O Pitbulls on Crack foi em minha trajetória, em linhas gerais:
 

1) A banda onde mais dei risada na vida.
 

2) A minha aposta na contramão do que eu realmente gostava, mas que julguei ser a oportunidade de lutar na trincheira "adversária" e quem sabe achar uma brecha enfim em um patamar do mainstream.
 

3) A banda em que atuei, onde mais tive oportunidades no mundo mainstream, por incrível que pareça.

4) A banda que deu-me o "click" para voltar a buscar o fio de meada perdido de meus objetivos sessenta-setentistas, rompidos, indevidamente, apesar de ser uma plataforma inadequada para tal tipo de resgate. 
Espero ter dado aos fãs do Pitbulls on Crack, um painel claro do que foi a carreira da banda enquanto eu estive em sua formação, ainda que sob minha particular visão, e que fique claro, trata-se de minha autobiografia e não a história oficial da banda. 

Muito do material de vídeo e fotos da banda, foi perdido, lamentavelmente. Mesmo assim, tenho esforçado-me para arregimentar o máximo possível e disponibilizar na Internet. Está encerrado esse relato de uma etapa de minha carreira, que escrevi com muito carinho. 

Daqui em diante, a minha história na música segue com a criação do projeto: “Sidharta”. Muito obrigado ao Pitbulls on Crack!