Nesses termos, as reuniões aconteceram na nova sede do selo Primal, que
havia deixado de usar as instalações da gravadora Velas, embora ainda
fosse um selo subordinado a esta gravadora. Com um escritório próprio,
ganhou mais espaço e liberdade para trabalhar, inclusive a ampliar o seu
quadro de funcionários próprios. Lembro-me de que nessa época, os seus mandatários haviam ficados encantados com uma
banda chamada: "Tiroteio", que fazia um som muito parecido com uma outra banda
que estourara no mainstream naquela época, chamada, "Os Virgulóides".
Tratava-se de um Punk Rock tosco (com o perdão pelo pleonasmo!),
misturado à um tipo de "Sambão Joia", popularesco. Em suma, a tratar-se de uma massa formada por guitarras ao estilo "serra
elétrica"; com surdão e cavaquinho; letras cheias de expressões
chulas, e muita "malandragem" de boteco de submundo. Bem, depois
que os Raimundos explodiram em 1994, muitas bandas tentaram pegar esse
vácuo, ao misturar a base primordial do Punk-Rock, com ritmos brasileiros inusitados, e
a explorar o linguajar chulo em sua verborragia. Quando achávamos que a música chegara ao fundo
do poço, descobrimos haver um subsolo a mais, para descer...
"Psycho
69", banda norte-americana, com o brasileiro, Supla, nos vocais, foi outro
artista contratada pelo selo. Creio ser desnecessário explicar do que tratava-se tal trabalho.
Outra contratação, foi uma banda de Heavy-Metal tradicional e com uma carreira longa já naquele tempo, chamada: "Genocídio".
Lembro-me
também de uma dupla de cantores/dançarinos de Ribeirão Preto/SP, que
produziam um som ao estilo "Techno", mas com farta influência da Disco Music dos anos
setenta, que chamava-se: "RodHanna".
Essa sede nova da Primal, ficara instalada em uma casa recuada, como
se fosse uma vila antiga. Tratava-se de uma antiga residência, adaptada
para o comércio, com várias salas de trabalho, um quintal grande etc. E
por ser arquitetada como um recuo grande da rua, mantinha um padrão de sossego muito grande, apesar de ser localizada em uma
rua movimentada do bairro do Jardim Paulista (Rua Suzano), na zona sul de São Paulo, próximo a avenidas
com trânsito pesado, tais como: Av. 9 de Julho; Av. São Gabriel; Av.
Brigadeiro Luiz Antonio e Av. Santo Amaro, além da Av. Juscelino
Kubitschek. Passei algum tempo a frequentar essa sede da Rua
Suzana, pois todo o processo de criação da capa; encarte e aparato de
promoção do CD, passou pelas reuniões de "Brainstorm" ali realizadas e
posteriormente, todo o processo de preparação do material, também,
conforme contarei no momento adequado. E ali, fatores bizarros aconteceriam dentro desse processo.
Continua...
Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
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segunda-feira, 8 de junho de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 77 - Por Luiz Domingues
As reuniões realizadas na sede da gravadora, a visar intensificar o esforço em prol do dito: "brainstorm",
para definir o aparato de divulgação do CD, foram hilárias. Recentemente,
havia sido contratado um publicitário para comandar o marketing da gravadora (Alexandre Madeira),
e esse rapaz era criativo e aberto às sugestões da banda. Foi
nesse momento que eu exerci um poder de persuasão forte, e pus-me a induzir o
" brainstorm" para tudo remeter aos anos sessenta.
Toda a ideia do encarte do disco, remeteu à psicodelia sessentista, com muita lisergia; cores, e evocações àquela década, no plano visual do aparato. Com isso, as ideias imprimidas para a capa e encarte, deram sentido para todo o aparato que cercou o lançamento do disco. A ideia foi coadunar-se com um conceito e essa "ode", impulsionou tudo. O Pitbulls on Crack não seria certamente a plataforma correta para fomentar tais ideias (e ideais), mas revelara-se clara a minha intenção em reaproximar-me de minhas raízes perdidas há tantos anos, e notoriamente, foi um embrião para que tudo isso explodisse um ano depois, com a criação do projeto "Sidharta", e que resultou com a volta da Patrulha do Espaço à cena do Rock brasileiro, ao final dos anos noventa. Entretanto, o assunto aqui é Pitbulls on Crack...
Continua...
Toda a ideia do encarte do disco, remeteu à psicodelia sessentista, com muita lisergia; cores, e evocações àquela década, no plano visual do aparato. Com isso, as ideias imprimidas para a capa e encarte, deram sentido para todo o aparato que cercou o lançamento do disco. A ideia foi coadunar-se com um conceito e essa "ode", impulsionou tudo. O Pitbulls on Crack não seria certamente a plataforma correta para fomentar tais ideias (e ideais), mas revelara-se clara a minha intenção em reaproximar-me de minhas raízes perdidas há tantos anos, e notoriamente, foi um embrião para que tudo isso explodisse um ano depois, com a criação do projeto "Sidharta", e que resultou com a volta da Patrulha do Espaço à cena do Rock brasileiro, ao final dos anos noventa. Entretanto, o assunto aqui é Pitbulls on Crack...
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