As reuniões realizadas na sede da gravadora, a visar intensificar o esforço em prol do dito: "brainstorm",
para definir o aparato de divulgação do CD, foram hilárias. Recentemente,
havia sido contratado um publicitário para comandar o marketing da gravadora (Alexandre Madeira),
e esse rapaz era criativo e aberto às sugestões da banda. Foi
nesse momento que eu exerci um poder de persuasão forte, e pus-me a induzir o
" brainstorm" para tudo remeter aos anos sessenta.
Toda a
ideia do encarte
do disco, remeteu à psicodelia sessentista, com muita lisergia; cores, e
evocações àquela década, no plano visual do aparato. Com isso, as ideias imprimidas para a capa e
encarte, deram sentido para todo o aparato que cercou o
lançamento do disco. A ideia foi coadunar-se com um conceito e essa "ode",
impulsionou tudo. O
Pitbulls on Crack não seria certamente a plataforma correta para fomentar
tais ideias (e ideais), mas revelara-se clara a minha intenção em
reaproximar-me de minhas raízes perdidas há tantos anos, e notoriamente,
foi
um embrião para que tudo isso explodisse um ano depois, com a criação do
projeto "Sidharta", e que resultou com a volta da Patrulha do
Espaço à cena do Rock brasileiro, ao final dos anos noventa.
Entretanto, o assunto aqui é Pitbulls on Crack...
Continua...
Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
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segunda-feira, 25 de maio de 2015
Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 77 - Por Luiz Domingues
Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 76 - Por Luiz Domingues
A Marina Yoshie rapidamente ficou muito amiga de todos os componentes da banda, e cativou também o
pessoal da gravadora.
Inclusive, houve convite para ela trabalhar na própria gravadora, como funcionária registrada, mas antes disso, o Juan Pastor agiu mais ligeiramente, e já a havia indicado para trabalhar na emissora de rádio, 89 FM, e dessa forma, ela preferiu essa oportunidade, onde permaneceu um bom tempo a fazer parte do quadro de funcionários dessa emissora, posteriormente.
Enquanto isso, a lentidão se tornou óbvia no processo de mixagem do álbum, pois com sessões espaçadas por dificuldade de agendar-se datas, seguidamente, e sobretudo pelo fato de que o estúdio oferecia-nos apenas míseras quatro horas de duração para cada sessão, resultara mesmo em um processo moroso e contraproducente. Não tínhamos perspectivas de shows em curto prazo, e assim, o nosso foco foi finalizar o disco e a capa.
Paralelamente começariam, todavia, as conversações sobre o aparato de lançamento e um possível show, com o apoio da gravadora. Isso deu margem para muitas peculiaridades e eu contarei tais acontecimentos com detalhes, obviamente.
Continua...
Inclusive, houve convite para ela trabalhar na própria gravadora, como funcionária registrada, mas antes disso, o Juan Pastor agiu mais ligeiramente, e já a havia indicado para trabalhar na emissora de rádio, 89 FM, e dessa forma, ela preferiu essa oportunidade, onde permaneceu um bom tempo a fazer parte do quadro de funcionários dessa emissora, posteriormente.
Enquanto isso, a lentidão se tornou óbvia no processo de mixagem do álbum, pois com sessões espaçadas por dificuldade de agendar-se datas, seguidamente, e sobretudo pelo fato de que o estúdio oferecia-nos apenas míseras quatro horas de duração para cada sessão, resultara mesmo em um processo moroso e contraproducente. Não tínhamos perspectivas de shows em curto prazo, e assim, o nosso foco foi finalizar o disco e a capa.
Paralelamente começariam, todavia, as conversações sobre o aparato de lançamento e um possível show, com o apoio da gravadora. Isso deu margem para muitas peculiaridades e eu contarei tais acontecimentos com detalhes, obviamente.
Continua...
Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 75 - Por Luiz Domingues
Passada essa entrevista para a MTV, os nossos esforços ficaram divididos. Enquanto corriam as espaçadas sessões semi improdutivas com apenas quatro horas de duração,
a visar mixar o álbum, reuniões em tom de "brainstorm", foram realizadas para
elaborar a capa do CD, e também para decidir sobre o aparato mercadológico em
que a gravadora investiria para promovê-lo. Por sugestão minha,
eu indiquei uma aluna que eu tinha, das minhas aulas de baixo, para
trabalhar nesse sentido. Eu sabia que ela trabalhava como desenhista;
web designer, e detinha experiência com computação gráfica, tendo visto
diversos trabalhos seus, anteriormente, realizados para uma agência de publicidade onde
ela trabalhava.
A designer, Marina Yoshie, em foto bem mais atual
Tal moça chamava-se, Marina Yoshie, uma simpaticíssima nissei que tinha / tem a característica pessoal em ser extremamente carismática, ao cativar as pessoas de uma forma instantânea. Ela agradou em cheio aos executivos da gravadora, e o seu trabalho foi aprovado, ao dar-lhe o aval para tocar o projeto e apresentar rafs (esboços). Dessa forma, começamos a trabalhar no conceito da capa, inicialmente.
O Chris havia dado a ideia de lançamento de um foguete espacial, e o termo "Lift Off", veio à baila. Após várias ideias a orbitar (peço perdão pelo trocadilho), nesse tema, surgiu a ideia de um cão pitbull estar inserido no foguete, como tripulante. Daí até chegar à ideia do cão ser retratado dentro de um traje de astronauta, não demorou muito. Mas não ficou apenas nisso, e aí eu exerci a "mão-de-ferro" nas reuniões, sempre a forçar para tudo parecer evocar os anos sessenta. A ideia em estabelecer o elo entre o cachorro astronauta, e a Era da exploração espacial, via Missão Apollo, foi a porta de entrada para eu chegar onde desejei, com uma explosão visual psicodélica para o conceito gráfico da capa do disco.
Continua...
A designer, Marina Yoshie, em foto bem mais atual
Tal moça chamava-se, Marina Yoshie, uma simpaticíssima nissei que tinha / tem a característica pessoal em ser extremamente carismática, ao cativar as pessoas de uma forma instantânea. Ela agradou em cheio aos executivos da gravadora, e o seu trabalho foi aprovado, ao dar-lhe o aval para tocar o projeto e apresentar rafs (esboços). Dessa forma, começamos a trabalhar no conceito da capa, inicialmente.
O Chris havia dado a ideia de lançamento de um foguete espacial, e o termo "Lift Off", veio à baila. Após várias ideias a orbitar (peço perdão pelo trocadilho), nesse tema, surgiu a ideia de um cão pitbull estar inserido no foguete, como tripulante. Daí até chegar à ideia do cão ser retratado dentro de um traje de astronauta, não demorou muito. Mas não ficou apenas nisso, e aí eu exerci a "mão-de-ferro" nas reuniões, sempre a forçar para tudo parecer evocar os anos sessenta. A ideia em estabelecer o elo entre o cachorro astronauta, e a Era da exploração espacial, via Missão Apollo, foi a porta de entrada para eu chegar onde desejei, com uma explosão visual psicodélica para o conceito gráfico da capa do disco.
Continua...
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