Kim Kehl & Os Kurandeiros
17 de janeiro de 2015
Sábado - 21:00 horas
Casa Amarela
Rua Mário Menin, 90
Centro
Osasco - SP
KK & K :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Nelson Ferraresso : Teclados
Luiz Domingues : Baixo
Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 234 - Por Luiz Domingues
Outro fator muito desanimador, como se não houvessem vários naquele evento, foi a baixíssima presença de público. Sinal claro que a divulgação também falhara, pois se havia cartazetes e filipetas, a pergunta foi : quantos foram feitos na gráfica, e sobretudo, o que foi efetivamente para as ruas ? Ao olhar para o ginásio vazio, com apenas oitenta pessoas espalhadas pelas arquibancadas e pista, onde caberiam três mil ou mais, realmente foi desalentador.
Ainda mais ao observar as bandas a apresentar-se naquele palco todo improvisado, e sob uma iluminação vergonhosa, que certos festivais colegiais costumam ter bem mais estruturada. No camarim (que também foi para lá de improvisado, por tratar-se de vestiário de times de basquete; vôlei; futsal e afins), a piada da noite entre os membros das bandas, deu conta de que havia mais músicos ali, do que público para assistir-nos. O tal "empresário" e os seus asseclas estavam ainda mais tensos, naturalmente a sentir a iminência do prejuízo, mas o que poderia ser feito, se tudo fora obra deles mesmos ?
Enfim, a cada banda que subiu ao palco, ficou nítido o desânimo, e uns incentivavam os outros com aqueles comentários típicos para esse tipo de situação, ou seja, a situação estava feia mesmo, e só restou-nos nessas circunstâncias, a dignidade para fazermos o melhor possível pelo público que dignou-se a comparecer, e pagar por um lixo de produção daquele nível. Fomos um dos últimos a apresentar-nos. O combinado inicial fora um tempo em torno de quarenta minutos para cada banda, mas todas, de comum acordo, abreviaram os seus respectivos sets, para visar minimizar o sofrimento generalizado, até do público, que realmente estava a receber um produto deteriorado com aquelas condições de áudio e luz, de baixo nível. O nosso show foi de choque, como o combinado. Tocamos as músicas : "Ufos"; "Segredos"; "Anjo Rebelde"; "Um Minuto Além", e "Luz".
O Beto cantou as músicas com toda a sua boa vontade, mas o equipamento não auxiliava de forma alguma. Tentamos tocar mais baixo do que o confortável para nós no palco, mas a reverberação advinda em um ambiente de ginásio de esportes foi enorme (como foi esperado), e tornou assim, a emissão sonora produzida pela banda, como uma maçaroca inevitável (e lastimável...). Por incrível que pareça, a reação do público foi calorosa, apesar do horror sonoro que ouviam naquelas condições. Acho que reconheceram o nosso esforço, ao tocarmos com uma performance normal, como se tudo estivesse às mil maravilhas. Encerrada a noite de terror, voltamos para São Paulo em profundo silêncio naquele ônibus, pois definitivamente, não seria aconselhável exercer qualquer tipo de comentário, e fomentar a irritabilidade daqueles indivíduos, ainda mais depois de um dia marcado por tantas adversidades. Chegamos em São Paulo no meio da madrugada, e as despedidas foram discretíssimas, pois aquilo pareceu um barril de pólvora prestes a explodir... para não dizer que tudo fora um desastre, contabilizamos a oportunidade do Beto quebrar o gelo com a banda.
E como curiosidade, o fato em termos dado um passeio pelo estádio da Vila Belmiro, o que foi prazeroso, é claro. Além de termos visto e cumprimentado um grupo de ex-jogadores do Santos F.C., que jogavam uma partida de pôquer, animadamente, com o ator, Nuno Leal Maia, entre eles. Quanto ao cachet... ora, seria pedir demais que o tal empresário honrasse o tal contrato, não é ? E já que fomos obrigados a regularizar a nossa situação com a Ordem dos Músicos, levamos o contrato desonrado para o corpo jurídico da Ordem, que teoricamente existia para proteger-nos de contratantes pilantras. Bem, isso ocorreu em novembro de 1985... estou a escrever essa história em novembro de 2013 (refiro-me ao momento em que escrevi este trecho), e até agora o caso não foi resolvido...
No dia seguinte, teríamos enfim um show dignamente produzido, e o Beto faria de fato a sua estreia em nossa banda, decentemente...
Continua...
Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 233 - Por Luiz Domingues
Quando chegamos no ginásio do Santos F.C., tomamos ciência de que o P.A. contratado para suprir o evento, mostrava-se absolutamente ridículo. Tal equipamento serviria para animar uma festa de aniversário em um salão de festas de condomínio, desde que limitado à função em alimentar uma pick-up; tape deck; ou receiver, tão somente. Todo mundo ali presente, ficou muito preocupado, pois o sujeito responsável pela insanidade em contratar um equipamento de sonorização "Hi-Fi" para servir como P.A. de show de Rock, fora no mínimo, um incauto, mas ao considerar-se que na reunião prévia realizada no seu escritório, a lista apresentada a conter o Rider Técnico, mostrara-se compatível com a nossa realidade, nós só poderíamos deduzir que tratou-se mesmo foi de um ato de má fé da parte desse elemento. Uma pressão começou a irromper para cima do sujeito, e os seus ajudantes truculentos ficaram atentos, entretanto, não houve meio para haver esperança de um espetáculo com o mínimo necessário par ser digno, diante de um disparate desse nível.
Com aquele equipamento, seria impossível cumprir o show, e o rapaz percebeu finalmente que não estava a lidar com os artistas popularescos com os quais ele costumava trabalhar, e que costumeiramente apresentavam-se com qualquer equipamento, pois muitas vezes, tais incautos artistas nem possuíam o crivo pessoal para notar tal precariedade, e não dimensionavam por conseguinte, o prejuízo que isso causa-lhes, ao apresentar-se com um equipamento de áudio horroroso, a depor contra a sua música. O equipamento de palco, também foi deprimente, com a presença de amplificadores inadequados, não só pela baixa qualidade, mas sobretudo pela falta de potência condizente para o tamanho daquele ginásio. A iluminação seguiu o mesmo padrão, com duas torres laterais a conter poucos spots de "500", que no máximo serviriam como apoio, mas jamais como estrutura para um palco daquele tamanho. Então, alguém sugeriu uma solução paliativa para não arruinar o show de vez (hoje eu penso : não teria sido melhor cancelar o evento, sumariamente ?), e daí, ligaram para o baixista da banda ,"Vulcano", o solícito, Zhema, que era dono de um equipamento de palco, e haveria também em ofertar algum reforço para incrementar aquele P.A. ridículo que o empresário havia providenciado.
Por sorte, o Zhema estava presente em Santos e sem compromisso para aquela noite, pois o Vulcano não tinha show, tampouco a banda cover que o Zhema mantinha regularmente, especializada em executar o som da banda Country-Rock, Creedence Clearwater Revival. Dessa forma, ele veio em socorro e solidariedade às bandas, das quais era amigo de quase todas, e não cobrou nada do rapaz, mas fez um pedido, que pareceu óbvio : que o Vulcano, sua banda, fosse incluído e tocasse também no evento. Da parte de todos, não haveria nenhuma objeção, pelo contrário, pareceu-nos o mínimo em retribuição ao esforço de ajuda que ele empregaria. Alguns telefonemas depois, e após localizar os seus companheiros de banda, o Zhema sinalizou que o Vulcano participaria, mas tornara-se certo que emprestaria seu equipamento, mesmo que não fosse possível a participação de sua banda. O fato, é que para quem não o conhece, o Zhema é um sujeito extremamente gentil, cortês e prestativo, e todas as vezes em que eu interagi com ele, sempre fiquei com essa impressão positiva de sua pessoa.
A tarde corria e o horário para a realização de um soundcheck minimamente decente, já não existia mais. Nesse momento, seria montar o equipamento do Zhema e tentar salvar a noite na base da boa vontade tão somente. Ninguém ali mantinha mais esperanças em trabalhar com um som dotado de qualidade, e para quem é músico, deter essa realidade como perspectiva, desanima muito nos bastidores. O aspecto psicológico do artista vai lá para o subsolo, diante de tais condições inóspitas, aventadas como uma perspectiva imutável. Claro, com esse panorama todo que delineou-se, os cochichos ouvidos sobre um eventual problema financeiro com o contratante em relação ao cachet acordado, começou a crescer entre os músicos de diversas bandas amigas. Bem, talvez a única ação positiva desse sujeito, foi cumprir o compromisso em servir-nos um almoço decente. E de fato, com o apoio do restaurante interno do Santos F.C., a comida oferecida foi farta e notória pela qualidade. A produção montou uma mesa gigante, e os membros da bandas misturaram-se em confraternização total. Lembro-me em ter sentado-me ao lado do Clemente e do Ronaldo, membros dos Inocentes. Ambos eram extremamente simpáticos e eu já os conhecia desde, 1984. Eles foram assistir A Chave do Sol algumas vezes no Lira Paulistana, além de shows coletivos em que participamos juntos, e também pelo fato do técnico de som deles, Canrobert, ter tornado-se o nosso técnico, também. Nos cartazes e filipetas do show, estavam relacionadas as seguintes bandas : Língua de Trapo; A Chave do Sol; Sparadrapo; Abutre; Os Inocentes; Eclipse; Santuário e Salário Mínimo. O fato do Língua de Trapo estar relacionado nesse micro-festival, foi um dos fatores que animara-nos a fechar a nossa participação, também. Porém, no dia do show, simplesmente a sua comitiva não estava no ônibus da produção, e ninguém fez menção de que apareceriam por conta própria. Claro que foi um outro sinal de que a condução desse show estava muito errada por conta dessa produção.
Se não apareceram e ao conhecer bem o Língua de Trapo, e sobretudo, o seu empresário, Jerome Vonk, tornou-se claro que tal grupo não havia assinado contrato e portanto, eles não apareceriam, certamente. Depois de algum tempo, eu soube que o Língua de Trapo nunca acertara nada com esse rapaz, e que pelo contrário, o Jerome estudava processar o sujeito, pelo nome da banda ter sido incluído, indevidamente nos cartazes e filipetas.
Bem, o equipamento foi montado às pressas e mesmo com toda a boa vontade do Zhema, ficara claro que as condições seriam precárias, mesmo por que, nem que um P.A. de alto nível estivesse à disposição, sonorizar show de Rock em ginásio de esportes, é sempre traumático pelas condições acústicas inóspitas. Fora tudo isso, agravar-se-ia ainda mais a ruindade sonora do evento, se o público fosse pequeno, pois quanto mais gente presente no recinto, maior a possibilidade em abafar e coibir frequências desagradáveis. Sem tempo algum para um soundcheck decente, os portões do ginásio abriram-se para o público, e o Vulcano abriria o evento, a servir como cobaia das outras bandas, com o som a ser corrigido com o show em andamento.Tal prática é igual a de um mecânico estabelecer reparos em um avião em pleno ar, com a licença da metáfora exagerada...
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Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 232 - Por Luiz Domingues
Aceitamos as condições e assinamos o contrato, mas estávamos obviamente com uma desconfiança muito grande, pois naquela altura dos acontecimentos, mesmo sendo jovens, nós já tínhamos uma vivência mínima a deixar-nos ressabiados com esse tipo de profissional, que demonstrava deter esse nível como produtor, e que contratara-nos sob estranhas circunstâncias. Chegou o dia do show, e o ônibus fretado que levar-nos-ia, estava estacionado no local e horário combinado, previamente. Foi por volta do meio dia essa partida, e naquela época, sem os congestionamentos monstruosos de hoje em dia, a ida ao litoral estava previsto para durar uma hora, aproximadamente.
O ônibus não foi de primeira categoria, pelo contrário, foi um Mercedes já bem rodado, oriundo dos anos setenta, e não estava muito bem cuidado em seu interior. Entramos, juntamente com os músicos de outras bandas que participariam também, e para amenizar a jornada, muitos desses colegas eram amigos nossos, ao tornar a experiência mais amena. Entretanto, o clima provou-se tenso. Tanto o tal produtor, quanto os seus asseclas, foram extremamente rudes e a tratar-nos como juvenis em meio a uma excursão escolar.
Em dado instante, alguém teceu algum comentário sobre a produção ser tosca, e o show estar ameaçado com esse tipo de atitude da pare da produção, quando um desses produtores subordinados ouviu, e foi contar para o tal empresário.Este ficou enfurecido e no meio da viagem, fez um discurso rude sobre "exigir respeito" etc. Para piorar e muito a situação, esse truculento rapaz ameaçou cancelar o show ali mesmo (claro que foi um blefe, pois em tese, ele perderia dinheiro), entretanto, exagerou, ao afirmar que se não colaborássemos, ordenaria que fôssemos expulsos do ônibus, e largados no meio da estrada, com instrumentos na mão. Muitos gritos e ameaças foram proferidas pelos asseclas do fulano, e para não conturbar mais o ambiente, a discussão acabou, por uma questão de bom senso. Aonde fomos inserirmo-nos, ao lidar com pessoas desse baixo nível ! Bem, o resto da viagem foi feita em silêncio e só restou-nos torcer para que o show fosse razoável pelo menos, pois ficou claro que seria tensa a relação com essa gente.
Essa foto performática foi clicada pelo poeta, Julio Revoredo, em algum momento de 1984. Trata-se de minha (Luiz Domingues) própria sombra, e lembra de certa forma, o personagem Nosferatu, da versão clássica de 1922. E tal fantasmagoria espelha bem o clima de terror que vivemos, ao interagirmos com essa produção que estou a descrever, sobre esse show em Santos...
Click. acervo e cortesia de Julio Revoredo
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 231 - Por Luiz Domingues
Os ensaios intensificaram-se com a proximidade desses shows iniciais com o Beto Cruz inserido oficialmente em nossa banda. Apesar do pouco tempo que dispúnhamos, estávamos confiantes, pois a banda estava muito ensaiada, e a questão seria providenciarmos tão somente a adaptação do Beto. E da parte dele, estávamos tranquilos, pois todo o empenho estava a ser empregado por ele, para demonstrar claramente o seu profissionalismo, todavia, acima de tudo, uma gana de sua parte, que muito animou-nos, certamente. As músicas do EP, que ele teria que cantar, não eram exatamente do seu agrado pessoal.
Ele foi sincero logo de início, ao afirmar que aquele peso todo seria demais para o seu gosto pessoal, e achava que exagerávamos nas firulas instrumentais, um recurso que trazíamos da nossa influência oriunda da escola do Jazz-Rock setentista, desde o início das atividades da banda em, 1982. Nesses termos, ele sabia que teria que cantá-las, ao menos nos seus primeiros meses com a banda, mas deixou claro que ansiava por mudanças estruturais no som. De fato, a questão do EP e a sua sonoridade, foi objeto de nossas discussões internas. Por todos os motivos que já expus na narrativa, tornara-se claro que queríamos mudar. Eu e Rubens gostamos da ideia do Beto em atrair a sonoridade doravante adotada pela banda, mais para o Hard-Rock, ainda que fosse o oitentista em voga, porém com pitadas (sutis), em favor do o Hard -Rock setentista.
O Whitesnake tornou-se um exemplo para nós, como uma banda oitentista (eu sei que essa banda começou as suas atividades ainda nos setenta, não assuste-se, leitor, não estou desinformado !), que ainda trazia tais traços em sua sonoridade e nesses termos, seria uma saída honrosa para abandonarmos a escolha errada que fizéramos no sentido do Hard / Heavy-Metal que norteara o nosso recém lançado, EP. Porém, houve um problema básico nessa mudança. O Beto não criticava apenas o peso, mas falava também sobre as letras herméticas, e o excesso de firulas observadas nos arranjos.
O seu discurso teve bastante bom senso, pois ele insistia bastante na questão em adequar o som ao padrão mais Pop possível, isso, se realmente desejássemos tentar a sorte no mundo mainstream. Claro que teve coerência, e nesse sentido, eu e Rubens concordávamos, ainda que um pouco relutantes, com a dúvida a pairar no ar : até que ponto seriam promovidas essas tais mudanças ? No entanto, tudo gravou-se mesmo, foi com a reação do Zé Luiz, pois amenizar o som, a extrair o peso e o ranço Heavy-Metal, seria mais do que salutar, em sua percepção, todavia, na questão dos excessos em torno dos arranjos em torno do Jazz-Rock, ele não gostou nem um pouco do discurso do Beto, e contra-argumentou que os arranjos elaborados sempre foram a marca registrada da banda, desde o início. Isso que ele afirmava, teve a sua razão em ser, mas ao mesmo tempo, se pleiteávamos um lugar ao sol (com o perdão do trocadilho...), no mainstream, seria fundamental que o som fosse simplificado ao máximo. Tal discussão não foi fácil. O Zé Luiz relutou bastante, não foi de primeira discussão portanto, que ele aceitou a simplificação de nosso trabalho, e pelo contrário, tal polêmica rendeu muitas, mas muitas mesmo, conversas em grupo, e individuais entre ele e eu. Enfim, com o passar do tempo, essa resistência pôs-se a ser quebrada e ainda ao final de 1985, nós começamos a trabalhar em uma série de músicas novas que já passou a conter a característica do Hard-Rock (oitentista, bem entendido), com letras mais simples, e sobretudo, municiados por arranjos bem mais simplificados, para imprimir-se uma roupagem muito mais Pop ao trabalho da banda.
A mudar de assunto, retroajo um pouco, antes de falar dos shows de estreia do Beto Cruz, pois devo registrar uma entrevista que eu e Rubens concedemos ao programa : "Os Rapazes da Banda", apresentado pelo multi-músico e agitador cultural, Skowa, na Rádio USP FM, em 20 de outubro de 1985. Foi um programa com a duração de uma hora no ar, com a oportunidade em falarmos bastante sobre o trabalho, e amparados pela execução de várias músicas, sob um astral muito positivo com o Skowa, e a garota que assessorava-o, e cujo nome não recordo-me. Sobre o programa, apesar desse título, que poderia sugerir algo muito diferente (para quem acompanha o mundo do teatro, "Os Rapazes da Banda" é uma peça teatral centrada no universo gay), nesse caso, o Skowa quis fazer mesmo foi um trocadilho com a questão musical. Essa entrevista eu também ainda tenho preservada sob uma fita K7, e tenho planos para disponibilizá-la no You Tube. De volta a falar do show na cidade de Santos, no Santos Futebol Clube...
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sábado, 10 de janeiro de 2015
Simplicidade - Por Telma Jábali Barretto
O simples, para cada um de nós, pode
ter muitas versões.
Somos múltiplos, únicos,
singulares...
Essa difícil arte da simplicidade,
convivendo, muito nos ensina.
Fundamental para alguns, supérflua
para outros.
Fácil para um, desafiador para o do
lado...
E, assim, vamos acontecendo num fluxo
de vida, que, em sua magistral exuberância e criatividade, propõe sua marcha de inaugurar, desenvolver, quebrar e
restaurar processos que nos revelam !
Essa experiência do simplificar passa,
inevitavelmente, pelo desapego !
Como, aí, não reconhecer o
desnecessário ?
Ao contrário, reconhecer o
essencial exige autoconhecimento !
Em quais bases fundamentam-se
nossas necessidades e de quais prisões, verdadeiros
cárceres, temos que, corajosamente, nos desalojar, enfrentando
referências falidas, que, nesse alongamento da
alma, tolhem o movimento, respiração...
Quanto fôlego e alento fazem-se
imprescindíveis agora para abrir mão e diafragma e, ousadamente, voltar a
respirar sentindo de novo e mais uma e
outra vez, inspiração virgem,
desconhecida, que mesmo sendo nova e ameaçadora, sempre, implícita no próprio
convite, algo remoto, anterior,
‘simples’ em meio a qualquer novidade
apresenta-se !
A
fragilidade possibilita o espanto, insight, trazendo oxigênio capaz de
refrescar, com seus borbulhos, apaziguando, espelhando, descortinando...
Diante do maior problema,
ante toda ameaça, numa revelação, no meio da
tormenta ou bonança, algo em nós surpreende-se
percebendo a singeleza em sua mais pura manifestação.
O complexo, difícil rende-se e assusta-se
diante do natural, espontâneo...
E quanta maestria é exigida
para simplificar !
Tornar simples, didático,
fácil é trabalho do tempo e envolve
coragem, aquela capacidade de
acreditar no que vai dentro, na bagagem e patrimônio que
só o herói de si mesmo, que, abdicando do não
essencial, despido, nu pode experimentar !!!
Mãos à obra !
Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2.
Sua formação acadêmica é de engenharia civil, mas também é uma experiente astróloga; consultora para harmonização de ambientes, e instrutora de Suddha Raja Yoga.
Nesta crônica, nos falou com propriedade sobre como a simplicidade é na verdade uma conquista que exige trabalho complexo, difícil e demanda tempo...
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Coluna da Telma Jábali Barretto,
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Menos é Mais,
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Telma Jábali Barretto
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Kim Kehl & Os Kurandeiros - 9/1/2015 - Sexta / 21:00 H. - Praça da Matriz - Cunha / SP
Kim Kehl & Os Kurandeiros
Dia 9 de janeiro de 2015
Sexta-Feira - 21:00 Horas
Festival Jazz & Blues da cidade de Cunha / SP ' 2015
Praça da Matriz
Cunha - SP
KK & K :
Kim Kehl - Guitarra eVoz
Carlinhos Machado - Bateria e Voz
Nelson Ferraresso - Teclados
Luiz Domingues - Baixo
Dia 9 de janeiro de 2015
Sexta-Feira - 21:00 Horas
Festival Jazz & Blues da cidade de Cunha / SP ' 2015
Praça da Matriz
Cunha - SP
KK & K :
Kim Kehl - Guitarra eVoz
Carlinhos Machado - Bateria e Voz
Nelson Ferraresso - Teclados
Luiz Domingues - Baixo
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