sexta-feira, 2 de julho de 2021

A Grotesca Adulteração - Por Luiz Domingues

Lis era uma garota sonhadora e que gostava de desenhar. Através do desenho, esta foi a forma com a qual ele melhor conseguiu expressar a maneira de enxergar o mundo e houve um motivo intrínseco para tal predisposição.

Ocorre que Lis era muito observadora e por guardar tal característica de prestar atenção em todos os detalhes, ela sentia uma necessidade imensa de mostrar o que sentia, e pela via das palavras ela não conseguia ser eloquente o suficiente para chamar a atenção dos seus interlocutores e daí, foi natural que ela aliasse o seu talento natural para o desenho, a fim de depositar nessa forma de arte, toda a sua energia e buscar a expressividade com a qual ela não detinha, definitivamente, como um oradora.

Logo após se formar como desenhista, ela conseguiu um emprego no departamento de ilustrações de uma forte empresa corporativa, mas ali, ante o senso de competitividade inerente desse ambiente, Lis se frustrou ainda mais. Ingênua, ela pensara que a arte seria interpretada da mesma maneira com a qual ela a sentia, mas não, em meio a outros tantos desenhistas a trabalharem em mesas colocadas lado a lado, o clima desse ambiente de trabalho não se mostrara fraternal e muito pelo contrário, os seus pares se portavam com agressividade e individualismo, com cada um a pensar em si exclusivamente, no afã de galgar degraus na carreira e sobrepujar os colegas.

Diante dessa perspectiva, ela que era comedida por natureza, se fechou ainda mais, inibida pela intensa guerra psicológica travada entre os seus colegas e dessa forma, cumpria a sua obrigação a entregar os seus desenhos, porém, invariavelmente eles era ignorados pela chefia e não sem antes sofrer com indiretas a se debochar dos seus trabalhos, desdenhar das influências confessas que ela guardava com carinho em sua memória e que quando foram expostas aos seus colegas predadores, se tornaram motivo de chacota, exatamente para ferir os seus sentimentos e sobretudo por terem se tornado armas para municiar os seus detratores que por conseguinte, consideravam tais artifícios válidos para se minar a concorrência, bem dentro do pensamento pequeno-burguês da aspiração socioeconômica como pilar máximo da vida. 

Sem forças para se impor dentro desse parâmetro tão mesquinho que regia os demais colegas e ao mesmo tempo sem perceber que romper com aquela prerrogativa seria muito mais fácil do que ela poderia imaginar, Lis ficou alguns anos a sofrer calada dentro daquele atelier tão tóxico e absolutamente fora do propósito com a qual ela enxergava a arte e a sua própria necessidade de buscar se expressar no mundo, livremente.

Foi um dia então, que um desenho seu foi aprovado pela cúpula e ela nem esperava mais que um dia isso pudesse acontecer, tão acostumada que ficara com a dinâmica de não aceitação das suas ideias, mediante explicações estapafúrdias para se denegrir a sua arte em detrimento de outros trabalhos que alcançaram êxito sem brilho autêntico algum que justificassem as suas respectivas escolhas.

Aliás, ela já nem mais se importava mais com o fato da sua contribuição ser desprezada, quando foi comunicada que um trabalho seu feito muitos anos antes, fora redescoberto em uma gaveta pelo seu chefe e que este resolvera utilizá-lo enfim, ao reconhecer que este desenho continha uma certa virtude mediante o seu auto-decantado crivo como avaliador.

Ora, Lis se lembrou na mesma hora que esse mesmo senhor lhe dissera, quando mandara arquivar o desenho, a dar conta que ele não o sentira dentro do contexto que a empresa buscava e que faltara expressividade na sua concepção. 

Então, Liz achou engraçado como o rapaz tenha proposto que o trabalho fosse colocado em exposição, sem no entanto se lembrar do que dissera anteriormente, mas simplesmente ao alegar que o achara excelente, agora nesse novo momento e que o engavetara naquela remota época, por que estava fatigado no dia que o vira e assim, não o examinara com o devido afinco.

Muito bem, Lis aceitou a ideia de seu chefe, no entanto calejada pela vida e outrossim sem grande entusiasmo, exatamente por também já antever que a qualquer momento, algum dissabor poderia advir, haja vista que ela não esperava uma outra atitude vinda das pessoas que ali trabalhavam.

Foi então que o rapaz explicou que o dinamismo da tecnologia não permitiria que a obra finalizada em sua arte final, feita com meios os obsoletos de outrora, pudesse ser lançada na atualidade e que dessa forma, ele enviaria o trabalho para ser restaurado por um profissional bem atualizado e muito celebrado no meio, que usava o que havia de mais moderno em termos de maquinário, para a nova arte final ser publicada com um requinte inimaginável para os padrões de dez anos antes.

Tudo bem, Lis compreendeu e deu o seu aval para que essa providência fosse tomada. Cerca de um mês depois, o chefe ligou e a se mostrar eufórico, lhe disse que ela não iria acreditar como a obra estava valorizada, pois ficara ainda mais realçada!

Ora, Lis sabia que contrariamente ao que ele dissera naquela ocasião do passado, ao desprezar a peça, por alegar não "sentir" que tal desenho se coadunasse com o mesmo nível do restante do material e portanto a justificar descartá-lo, desta feita ele dissera aos berros de alegria ao telefone, que a peça em si ficara muito superior ao bojo do trabalho daquela ocasião, ao se contradizer.

Cética ante tal desmesurada afirmativa e sobretudo sabedora de que ele não mudara os seus valores internos em torno da competitividade em busca de ser sempre ele o vencedor em meio aos perdedores que desprezava, ela foi ao atelier para ver a decantada nova arte final do seu trabalho, que segundo ele, estava encantadora.

Quando ela chegou e viu a peça, notou que ocorrera uma grosseira supressão de partes significativas da sua obra. Ao perguntar ao seu chefe o motivo dessa acintosa adulteração da obra original, o rapaz se pôs a fazer uma longa explicação sobre os mecanismos do super moderno software que o novo arte-finalista usou e que neste caso, esse profissional que ele considerava como um "gênio" no meio, continha a concepção moderna de extrair certas partes do desenho original para exatamente deixar a sua lacuna como uma possibilidade de se realçar partes que ele considerara mais vitais à obra em sua inovadora concepção avantgarde. 

E ante a desfaçatez de uma explicação tão absurda para justificar a ruína de seu desenho, Lis não teve dúvida de que mais uma vez estava a ser desdenhada e desta feita com requinte, ante toda essa conclusão infame. 

No entanto, houve uma diferença básica desta feita, visto que para ela não importava mais nada, nem a obra em si e muito menos o jogo de escárnio pelo qual as pessoas se portavam dentro daquela empresa, pois ela simplesmente não trabalhava mais ali.

Dessa maneira, ela agradeceu, saiu dali com educação e cinco minutos depois, nem se lembrava mais do ocorrido. Se por acaso ainda se importasse, na verdade ela só teria feito uma pergunta ao seu chefe, sobre o tal desenho: Vamos repristinar a obra, por favor?  

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Crônicas da Autobiografia - Hippies na Cerimônia de Casamento Alheio - Por Luiz Domingues

No camarim dos Doces Bárbaros em 1976, o nosso guitarrista Wilton Rentero observa a presença de Rita Lee. Acervo e cortesia: Wilton Rentero. Click: Nelson Rentero

Aconteceu no tempo do Boca do Céu em 1977

Naqueles dias de 1977, em que o movimento hippie chegara tardiamente ao Brasil, nós vivemos tal lampejo com muita intensidade. Nesses termos, a nossa banda, o glorioso, Boca do Céu, costumava ensaiar aos sábados e eventualmente em alguns domingos, também. 

Jorge Mautner ao vivo em 1976. Acervo e cortesia: Wilton Rentero. Click: Nelson Rentero

E após os ensaios do Boca do Céu, nós íamos juntos aos inúmeros eventos que borbulhavam pela cidade, shows de Rock e MPB, predominantemente, mas também mediante muitas sessões de cinema assistidas com o melhor da produção cinematográfica comprometida com a contracultura, exposições de artes plásticas, peças teatrais, saraus, palestras, enfim, as opções foram múltiplas naqueles dias.

Show do Caetano Veloso em 1975. Acervo e cortesia: Wilton Rentero. Click: Nelson Rentero

E não obstante essa euforia com a qual buscávamos saciar com a absorção de cultura em doses maciças, havia o baixo astral antagônico pelo regime imposto goela abaixo e a apontar para a truculência a cada esquina como algo possível antes as armadilhas que nos impunham, como um perigo constante e fato inexorável.

Sergio Dias ao vivo com os Mutantes em 1974. Acervo e cortesia: Wilton Rentero. Click: Nelson Rentero

Porém não apenas isso, fatos bizarros aconteciam com constância pelo fato de sermos jovens Rockers com aparência de hippies sessentistas em meio a uma sociedade tão conservadora no aspecto ruim do termo.

A fachada do hoje saudoso Cine Bijou, uma sala de cinema que foi muito significativa aos apreciadores do cinema de arte e sobretudo da movimentação contracultural absorvida pelo cinema e por conseguinte, a atrair um grande contingente de hippies, freaks e Rockers para assistir as películas colocadas em sua programação, principalmente nas décadas de sessenta e setenta

E foi uma situação assim que nos ocorreu quando saímos certa noite de uma sessão de cinema no saudoso Cine Bijou e eufóricos por termos visto um filme com alta carga de mensagem libertária, ficamos completamente absortos pela sensação de liberdade de se correr livremente por um bosque ou algum lugar aprazível dessa monta e sentir os cabelos longos balançarem ao vento, tal como hippies em estado de epifania ao experimentarem a sensação da libertação do sistema opressor etc. e tal.

Diante dessa epifania libertadora, não corremos de forma literal pelas ruas, mas imbuídos dessa euforia inebriante, vimos que uma cerimônia de casamento estava a ser realizada nesse mesmo instante na Igreja da Consolação ali ao lado, na Praça Roosevelt e dessa forma, decidimos entrar a esmo no templo católico.

A famosa cena do filme "Hair", em que os hippies protagonistas da trama, geram confusão em uma festa particular e absolutamente burguesa

É claro que o contraste de um bando de adolescentes cabeludos vestidos como hippies, foi gerado, pois assim chamamos a atenção inteiramente e nesse momento, nos sentimos como na cena da peça teatral e filme, "Hair", quando os hippies invadem uma festa burguesa e geram uma confusão e tanto, mediante muito deboche da parte de tais jovens libertários, objeto de reflexão contido em tal sketch da peça e do filme.

Não foi o nosso caso, pois nós não fizemos nenhuma cena dentro da igreja a atrapalhar a cerimônia de outrem, no entanto, a expressão de pavor que vimos nos rostos das pessoas ao nos verem ali, nos gerou uma sessão de gargalhadas inevitável e de certa forma, mesmo que de uma maneira alternativa, digamos, amplificou a nossa sensação de liberdade com a qual havíamos sido impactados após termos visto um filme com alto teor libertário.

Foram os últimos estertores dessa euforia, o movimento hippie no âmbito do Brasil, emitia os seus últimos suspiros, todavia, eu tenho saudade desse resquício que eu e meus colegas ainda conseguimos absorver, certamente.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Crônicas da Autobiografia - Vovô Muito Louco! - Por Luiz Domingues

Aconteceu por diversas vezes no tempo da Patrulha do Espaço, principalmente entre 2000 e 2004

Quando o roadie, Samuel Wagner começou a trabalhar com a nossa banda, a partir de outubro de 2000, muitas pessoas comentavam que o achavam parecido comigo (Luiz), nos traços fisionômicos. De fato, eu também percebia algumas características faciais semelhantes entre nós dois, mas nada absolutamente gritante, que fosse o suficiente para se cravar que fôssemos membros da mesma família.

Contudo, à medida que as apresentações se sucederam, mais pessoas advindas do público se manifestaram sobre tal suposta semelhança e ele começou a achar divertida tal confusão, sempre a comentar tais ocorrências comigo, nos camarins e nos momentos de bastidores em geral.

E mais para frente, em 2002, mais ou menos, ele me contou que aumentara o assédio sobre ele, advindo de fãs, a imaginarem erroneamente que eu seria o seu irmão mais velho e assim, as pessoas pediam para que houvesse uma intermediação de sua parte, para que estes pudessem solicitar palhetas minhas após o show, além de autógrafos em discos, camisetas e outros objetos de merchandising sobre a nossa banda.

Na primeira foto, eu, Luiz e na segunda o meu amigo, Samuel Wagner. Ambas as fotos de 1999. Somos parecidos? Irmãos ou avô e neto?

Foi então que eu tive uma ideia para brincar com a situação. Certo dia em uma cidade do interior de São Paulo, por volta de 2002, logo depois do nosso show, o Samuel me abordou para falar mais uma vez que fora tratado como roadie/"irmão" do baixista e eu lhe disse para negar a informação e repassar às tais pessoas que haviam afirmado isso, uma outra narrativa a dar conta de que nós éramos realmente parecidos fisicamente, pois eu era o seu avô!

Ele riu muito da minha afirmação, mas ainda assim, ficou em dúvida, ao me perguntar: -"você quer mesmo que eu fale isso para essas pessoas?" 

Eu, Luiz Domingues, em foto de 2020, aí sim com o aspecto mais próximo de um vovô...

Eu reafirmei que sim e daí em diante ele passou a responder tal informação bizarra para todos que perguntavam se nós éramos familiares e as reações de estupefação o divertiam muito, pois ao lhes informar que eu seria o seu avô, se gerava o espanto, pois afinal de contas eu sou apenas quatorze anos mais velho do que ele.

E então, muitas manifestações engraçadas se sucederam. Entre várias frases de efeito que ele ouviu ao longo de muitos shows doravante, uma nos divertiu muito ao nos provocar muitas risadas. Eis que um dia um rapaz arregalou os seus olhos e exclamou: -"Ele é seu avô?"  

Em seguida, esse rapaz ao se virar para os amigos que o acompanhavam, falou em voz alta: -"vocês viram? O baixista da Patrulha do Espaço é avô do roadie! Que velhinho muito louco, toca em uma banda de Rock, com essa idade!"

domingo, 20 de junho de 2021

Extraordinariamente Inútil - Por Luiz Domingues

Por volta dos anos trinta do século vinte, um garoto desenvolvera uma capacidade natural, cuja proeza não encontrava uma explicação plausível para tal. Natural de Pécs, capital do condado de Baranya, na Hungria, o garoto chamado, Antal, chamara a atenção para tal feito, desde muito pequeno, muito antes de se alfabetizar. 

Os seus pais eram pessoas simples e naturalmente não entendiam o motivo de seu filho ter demonstrado tal característica tão estranha e não tiveram noção sequer, sobre como proceder exatamente para buscar um apoio qualquer de algum especialista que pudesse estudar o caso e emitir um parecer. 

Teria sido um caso a ser estudado pela medicina? Aparentemente, não, pois não envolvia nenhuma anomalia de ordem física, mas poderia ser algo mental, daí a ser estudado pela psicologia, quiçá psiquiatria, portanto, seria um caso a se analisar.

O que efetivamente incomodou a família e mais ainda o menino Antal, no entanto, foi o fato de que a sua fama se espalhara pela vizinhança e o assédio o tornou recluso, a evitar sair de casa, haja vista que era sempre interpelado a realizar a sua proeza e assim, ele se sentia ridicularizado por ser tratado como um menino fora do normal.

Entretanto, ele era um menino absolutamente normal, que apenas queria brincar com seus irmãos, primos e amigos, mas a sua proeza o marginalizara.

E o que ele fazia de forma espantosa e que surpreendia as pessoas, afinal de contas? Bem, ele tinha a estranha capacidade de estabelecer uma conta aritmética absolutamente inusitada, de uma forma rápida e como resultado, acertava com precisão a data de aniversário com dia, mês e ano de qualquer pessoa, mediante um número aleatório que a própria pessoa lhe dissesse.

Qual a lógica? Nenhuma, aparentemente, mas o menino ouvia o número e ao balbuciar uma série de adições, multiplicações e subtrações absolutamente sem sentido concreto, chegava a um resultado incompreensível e mediante tal número tão aleatório, ele olhava firmemente para os olhos do seu interlocutor e lhe dizia exatamente o dia, mês e ano que tal pessoa nascera.

Assim que a pessoa confirmava a veracidade da data por ele expressa, geralmente as demais que rodeavam o menino, vibravam com o acerto e regozijavam-se, ao enaltecer o prodígio de Antal. Mas ele odiava esse tipo de manifestação e abaixava a cabeça normalmente, como a se sentir culpado. Mais do que isso, ele na verdade se sentia deprimido por estar a fomentar tal fama indevida.

Ele não havia completado nem quatro anos de idade e sentia medo de sair às ruas, pois costumava chorar com frequência e buscava o quarto como refúgio em meio ao seu tormento.

Entretanto, as pessoas da vizinhança não paravam de bater palmas na porta da sua residência, a solicitar a exibição dessa capacidade da parte do pequeno Antal e a sua família também não teve mais paz.

Bem, sem saber que fazer, o seu pai, o senhor Gabor, não teve outra ideia a não ser procurar trabalho em uma outra cidade e assim promover a mudança da família para algum lugar em que o seu filho não fosse conhecido e claro, instrui-lo a nunca mais exibir a sua capacidade para fazer tais contas incompreensíveis, para chegar em um resultado tão fora de propósito.

Bem, foi com muito sacrifício que Gabor conseguiu garantir trabalho e efetuar a mudança da família e ali, mais crescido, o garoto ocultou a sua desconcertante linha de raciocínio e teve paz para ser um garoto normal, a brincar e frequentar as aulas da escola fundamental.

Já quase adolescente, ele perguntou à sua mãe, um dia, por que ele tinha essa capacidade que nenhum dos seus irmãos possuía. Sem saber o que lhe responder, a senhora sua mãe, chamada, Teçá, se limitou a dizer que não sabia o motivo.

Foi então que Antal lhe disse: não serve para nada, mãe. De fato, tal proeza não tinha utilidade alguma a não ser gerar a curiosidade e no caso dele, a significar apenas o sofrimento.  

terça-feira, 15 de junho de 2021

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 148 - Por Luiz Domingues

No dia 30 de maio de 2021, fomos novamente ao estúdio Prismathias de São Paulo, para gravarmos a voz solo do Kim Kehl em todas as músicas e também os backing vocals das cinco canções.

Flagrantes da sessão de gravação de vozes, backing vocals e percussão. Foto1: Kim Kehl em pé, com Danilo Gomes Santos na mesa e encoberto, Phill Rendeiro no lado direito do enquadramento. Foto 2: Carlinhos Machado sentado a escutar a abertura do trabalho. Foto 3: Phill Rendeiro a aguardar a preparação para a gravação dos Backing vocals. Foto 4: Carlinhos Machado a se preparar para gravar percussão. Foto 5: Kim Kehl a gravar o vocal solo. Foto 6: Kim Kehl também colaborou com a gravação da percussão. Kim Kehl & Os Kurandeiros no estúdio Prismathias de São Paulo em 30 de maio de 2021. Clicks e acervo: Luiz Domingues

Com todos os cuidados possíveis ante o perigo que a pandemia em curso ainda nos assolara, eis que foi uma sessão produtiva, com o Kim Kehl a gravar com muita tranquilidade a voz solo e os backing vocals, igualmente, foram gravados com extrema rapidez, portanto, ficamos felizes com a eficácia.

E deu tempo para que gravássemos percussão em algumas faixas, a se revelar como o último complemento instrumental que nos faltara para encerrar o processo de captura.

A gravarmos os backing vocals. Foto 1: eu (Luiz Domingues) a gravar. Foto 2: Carlinhos Machado a cantar a sua participação vocal no álbum. Foto 3: Phil Rendeiro em destaque a cantar, com eu (Luiz Domingues) e Carlinhos Machado ao seu lado. Foto 4: "Os três tenores" d'Os Kurandeiros a gravarem backing vocals.
Kim Kehl & Os Kurandeiros no estúdio Prismathias de São Paulo em 30 de maio de 2021. Clicks, acervo e cortesia: Kim Kehl

Com um ótimo clima de camaradagem entre a banda e o técnico e proprietário do estúdio Prismathias, Danilo Gomes Santos, o trabalho fluiu de uma forma muito rápida. 

Saídos dali satisfeitos com o trabalho efetuado e o próximo passo da gravação foi o começo do trabalho da mixagem, que segundo o Danilo, iniciar-se-ia ainda no decorrer da semana subsequente.

Confraternização total na sessão de gravação! Na frente, no comando da "selfie", Kim Kehl. Atrás, Carlinhos Machado, Luiz Domingues, Phill Rendeiro e Danilo Gomes Santos. Kim Kehl & Os Kurandeiros no estúdio Prismathias de São Paulo em 30 de maio de 2021. Click (selfie) e acervo: Luiz Domingues

Continua...

sábado, 12 de junho de 2021

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 421 - Por Luiz Domingues

Por intermédio do abnegado Will Dissidente, novos vídeos promocionais foram lançados, com faixas extraídas dos bootlegs lançados em 2020.

Dessa forma, tal reforço de divulgação veio muito a calhar para auxiliar em tal esforço de promoção para os discos bootlegs.

O primeiro promo lançado nos últimos dias de maio de 2021, foi o da canção: "Átila"

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=6jxE6c7JEjs

O segundo promo lançado foi o da música: "O Que Será de Todas as Crianças?", faixa essa obtida do álbum Bootleg: "Dose Dupla/1986".

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=3Xa-rXt6E-8

O terceiro promo lançado por Will Dissidente em maio de 2021, foi o da música: "Utopia", proveniente do disco bootleg: "Ao Vivo em Limeira/SP 1983"

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=OPET9T6EY7I

O quarto lançamento em maio de 2021, foi do vídeo a conter a canção: "Segredos" em sua versão instrumental e extraída da Demo-Tape perdida de 1984. Esta faixa é um bônus track do álbum bootleg "Demo Tape 1983".

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=IvTAOZGIGZQ

O quinto promo produzido por Will Dissidente, foi com a versão ao vivo da peça "Intenções", extraída do CD Bootleg "Teatro Piratininga/SP 1983".

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=f4CZTC9EkdA

E o sexto vídeo produzido por Will Dissidente em maio de 2021, foi da peça instrumental: "No Reino do Absurdo" com direito à inserção da balada, "Dama da Noite" no meio da performance do Rubens Gióia em caráter solo. Tal faixa ao vivo se encontra presente no CD Bootleg "Teatro Lira Paulistana 1985".

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=1hnEHRNmHiI

Em breve, uma entrevista comigo próprio, Luiz Domingues, seria publicada a repercutir os bootlegs, os planos frustrados para um show reunião da formação original em 2020, pandemia e falecimento precoce do Rubens em 2021.

Continua...

sábado, 5 de junho de 2021

Propósito - Por Telma Jábali Barretto

Quase sempre quando um motivo maior existe, uma razão e empenho são alinhados trazendo maior também energia ao que fazemos, faremos ...ou fizemos. Basta um pouco de memória e isto que afirmamos pode ser comprovado... Imagina, então, quando verdadeiramente um propósito nos move. Fato é que ter uma grande decisão e porquê acessa poderes, forças em nós que desconhecíamos. 

Alguns desde muito novos têm claros e poderosos projetos, outros passam a vida querendo um que até valorize o próprio existir e...ainda... que colecionam fortes e passageiros, usando empenhos significativos, marcando épocas e definindo sua novela e esses, talvez, possam e passam ser mais aquilo que chamamos claros desejos e não por serem mais facilmente acessíveis, caracterizando conquistas plausíveis desde materiais, até e, também, subjetivas... marcos de chegada quanto a deliberações levadas a sério, responsavelmente abraçadas. 

Lindo e importante quando, dessa forma ocorrem, produzindo muita satisfação e alegria que, por vezes, com muitas compartilhadas e...nem sempre...trazendo aquela maravilhosa sensação de dever cumprido ou plenitude e, quando, assim, subexiste aquele vazio e vácuo?!...do ‘tá faltando algo aí’... ... ... 

E é aí que queremos mexer! Essa circunstância não de pura satisfação momentânea, de ganho e um certo patamar de conforto, mas esse estar aí, alimenta e fomenta um comprometimento maior, meio que ânsia de melhor usar aquilo concluído num alinhavar sequente e maduro que parece?!...encontramos o veio, o fio a que devemos, naturalmente, fidelizar entregando-nos a esse fluir... num contínuo acrescer, somar e aprimorar numa espécie de maestria, eternamente lapidável, transcendida mantendo a alma faminta, embora plenamente saciada! Sagrado torna, então, o viver!!!


Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Sudhha Raja Yoga. Nesta reflexão, a colunista nos fala sobre a questão do propósito que cada pessoa busca para si.