Fomos então para a zona leste de São Paulo a conversar animadamente nos dois carros que nos conduziram para cumprir essa etapa da produção do documentário.
Os dois pontos base que determinamos foram: a minha antiga residência na Rua Jacirendi, e a Escola Estadual de Segundo Grau Oswaldo Catalano. Nesse endereço eu habitei de fevereiro de 1977 a maio de 1981, portanto, ali vivi os anos do Boca do Céu com intensidade, e mais do que isso, a partir do segundo semestre de 1977, o quartinho da edícula ao fundo da casa, serviu como o local de ensaios da banda, desse período, até o final das suas atividades em abril de 1979.
Stills a mostrar a presença dos componentes antigos da banda ao lado e em frente à casa da Rua Jacirendi, número 167, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Na primeira imagem, a casa em questão se encontra ao lado, a se tratar da fachada de tijolinhos. Na segunda, Wilton Rentero presta o seu depoimento ao lado da casa em questão, que reforço, é a casa de tijolinhos. E na terceira, Osvaldo Vicino, eu (Luiz Domingues), Laert Sarrumor e Wilton Rentero se posicionaram mais em frente à casa descrita. Filmagem do documentário sobre o Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho RaroObviamente que as lembranças acumuladas nessa residência foram muitas pela banda e ali fizemos depoimentos bem humorados, coletivamente, e houve um do Wilton Rentero, individual, pois foi ali que ele se apresentou como interessado para ingressar na banda, além do fato que ele também nutria muitas lembranças pessoais sobre os ensaios e reuniões que ali promovemos.
Além da chuva que nos acompanhou durante todo o domingo, tivemos um problema estrutural bem na hora de filmarmos em frente à minha antiga residência. Logo que ali chegamos, notamos que os atuais moradores dessa residência estavam presentes na sala de estar frontal e com a janela social e a janela da própria porta de entrada, inteiramente abertas. Ficamos inibidos para fazer filmagens ostensivamente ali na calçada imediatamente em frente, o que seria o ideal, é claro.
Dessa maneira, fizemos algumas tomadas a partir da casa ao lado e quando filmamos a casa do nº 167, de fato, foi em movimento, para não incomodar os seus moradores, tampouco lhes despertar alguma preocupação com o fato de haver estranhos a filmar ali e sob chuva, em pleno domingo e em meio a uma rua predominantemente residencial, portanto, tal ato poderia gerar estranheza pela nossa ação inusitada à sua percepção, muito possivelmente.
Bem, apesar dessas dificuldades, conseguimos filmar e se não foi exatamente o ideal para os nossos propósitos, acho que serviu para compor no documentário.
Placa de identificação da Escola Estadual de Segundo Grau Oswaldo Catalano, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo e na segunda imagem, o emblema da escola no bolso do avental que eu usava quando fui aluno dessa instituição entre 1977 e 1979 e devidamente preservado, o levei especialmente para compor como figurino no documentário. Filmagem do documentário sobre o Boca do Céu. 10 der maio de 2026. Acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Fomos então para a última etapa da filmagem, quando nos aproximamos da fachada da Escola Estadual de Segundo Grau, Oswaldo Catalano, escola essa na qual estudei entre 1977 e 1979 e a se mostrar importante para a história do Boca do Céu nos anos 1970, pelo fato de termos participado do festival estudantil promovido por essa instituição, em agosto de 1977, com o nome de "I Femoc", a se traduzir como: "festival estudantil de música Oswaldo Catalano". Como é bem sabido na minha autobiografia, ganhamos o segundo lugar nessa disputa, através da música "Revirada" o que representou um impulso enorme para a nossa incipiente banda naquela ocasião.
Além da fachada da escola bem filmada, como houvera ocorrido com a escola na Vila Olímpia, fizemos também importantes depoimentos, principalmente a aludir ao fato de que participamos desse festival em questão, obtivemos o segundo lugar, em uma das eliminatórias houve um minuto de silêncio em respeito ao falecimento ao Elvis Presley ocorrido naqueles dias e outros pormenores.
Mais um fato bom que relembramos, foi que saímos de uma das eliminatórias desse festival, diretamente para assistir o show de Joe Cocker no ginásio da Portuguesa de Desportes, ou seja, um acontecimento extraordinário para nós na época.
Mais um still focado no velho emblema da escola estadual de segundo grau Oswaldo Catalano. Filmagem do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho RaroEnfim, foram lembranças boas que exortamos nessa filmagem, a usar o muro externo dessa escola como cenário, também grafitado, aliás.
Fechada essa etapa, sabíamos que muitas outras ações seriam empreendidas para a produção desse documentário e no dia seguinte, tivemos um dia histórico, pois estava marcada a última sessão de captura da música "No Mundo de Hoje", a se configurar como a última música a encerrar a gravação do disco. Que momento, cinquenta anos depois!
53) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 53 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/qEZ5qYr_PKI
54) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 54 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/bRFk_-Qicdg
55) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 55 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
56) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 56 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
57) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 57 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
58) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 58 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
59) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 59 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
60) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 60 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/4iNiKJQnZgM
61) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 61 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
62) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 62 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
63) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 63 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
64) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 64 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
65) Material bruto da filmagem do documentário – Depoimento de Fran Sérpico – Vídeo 65 - 17 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Osvaldo Vicino
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/h1Uap7Djcdk
A antecipar um fato ocorrido alguns dias depois da última gravação, registro que Fran Sérpico gravou um depoimento carinhoso de sua parte, para ser anexado ao documentário, colhido pelo Osvaldo Vicino, em meio à sua festa de aniversário em 17 de maio de 2026.
Continua...







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