Tive que aprender e decorar várias deixas de entrada e saída de cena. A banda entrava com esse uniforme ridículo, tocava duas músicas, e a seguir voltava ao camarim para trocar-se novamente.
Voltávamos com calça e camiseta branca, e um paletó cor de laranja. Depois colocávamos um chapéu ao estilo "cowboy' norteamericano para tocar um "Country", e daí em diante, mudávamos pouca coisa até o final, com exceção do Laert; Pituco, e o ator, Paulo Elias, que trocavam de figurino, praticamente a cada música.
O show foi estruturado para intercalar áudio; vídeo, e intervenções cênicas, fora a estratégica troca de vocalistas. Enquanto o Laert trocava-se, o Pituco estava em cena, e vice-versa. E no caso dos dois atuar juntos, havia deixas de áudio e vídeo, ou intervenções do ator, Paulo Elias, aliás, hilárias. Nesse período de outubro, tive que desdobrar-me para aprender as músicas, e decorar essas marcações todas.
E houve empecilhos ! Pois a banda ainda estava com muitas datas marcadas do show antigo, para cumprir. Logo na metade de outubro, eu viajei com eles para Curitiba / PR, pois eles fariam duas semanas de show em um teatro de lá (Teatro Paiol), e a minha presença seria imprescindível por alguns motivos :
1) Durante o período da tarde, ensaiaríamos no teatro, onde eles apresentar-se-iam a noite. Nos shows, o baixista, Mário Campos que estava interino, desde a saída de Luiz Lucas, tocava, mas a tarde, ensaiávamos o novo show, com a minha participação;
2) Haveria apresentações na TV local, e como novo membro, eles queriam que eu aparecesse em ação, nessas circunstâncias;
3) Mesmo sendo o show antigo, algumas músicas permaneceriam no set list do novo show, portanto, queriam que eu tocasse ao vivo um pouco, para entrosar-me com a banda;
E lá fui eu com o Língua, para ficar duas semanas de outubro de 1983, com eles em Curitiba, infelizmente a produzir assim, um raro hiato de ensaios com a Chave do Sol, e dessa forma, causar a primeira indisposição pela situação em tocar em duas bandas simultaneamente. Em Curitiba, já começaram a surgir os inúmeros casos engraçadas de bastidores, que contarei nos próximos capítulos.
Continua...
Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
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quarta-feira, 27 de março de 2013
Autobiografia na Música - Língua de Trapo - Capítulo 22 - Por Luiz Domingues
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