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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Só um Cavalo Só - Por Julio Revoredo

Cavalo incômodo árido

Campo minado, redução

No árido incômodo,
Campo minado, cavalo em redução

Árido cavalo em redução, no campo minado, incômodo.

Julio Revoredo é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. Poeta e letrista de diversas músicas que compusemos em parceria, em três bandas pelas quais eu atuei: A Chave do Sol, Sidharta e Patrulha do Espaço.

domingo, 26 de agosto de 2012

Incorpóreo - Por Julio Revoredo

Coágulo, ângulo nulo

Antevisão, precisão, rumo

Cedo, seco, sumo

Deambulo do fio ao plumo.

Vago, fraco, adumbro

A cítara tange, arde o mundo.

Tem os olhos,vagos plainos

De costas, aos desenganos.

O Sol opõem-se à sede

Donde supõem-se, a rede

E como um salto, solto, alto

Miragem, laivo que desprende
Impressão celere, que surpreende

Poesia marginal, que ascende

O ser estranho na vida

Aquele que foi e foi-se, alentese.

(A chacal)

Julio Revoredo é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. Poeta e letrista de diversas músicas que compusemos em parceria, em três bandas pelas quais eu atuei: A Chave do Sol, Sidharta e Patrulha do Espaço.  Aqui, ele faz uma representação da poesia marginal.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Elefante, a Hipótese e a Exposição - Por Julio Revoredo

O elefante trágico do  maquiavelismo

Nos trópicos da inflexão

Como gota de sangue nunca antes, fez-se, hipótese e exposição.

 

Julio Revoredo é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. Poeta e letrista de diversas músicas que compusemos em parceria, em três bandas pelas quais eu atuei: A Chave do Sol, Sidharta e Patrulha do Espaço. Neste poema, ele criou imagens incríveis.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Zigue-Zague - Por Julio Revoredo

Topos

Zoos

Erosão

Zigue-zague
Zigue-zague

Zague-zigue.

Erosão

Zoos

Topos

Zigue e zague

Vastidão

Zigue e zague
Zague e zigue

Zigue-zague

Almoço

Zigue-zague

Zague-zigue

Zigue-zague

Zague-zague

Extinção.

Julio Revoredo é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. Poeta e letrista de diversas músicas em que compusemos em parceria, em três bandas pelas quais eu atuei: A Chave do Sol, Sidharta e Patrulha do Espaço. Neste poema, ziguezagueou em suas divagações intrigantes.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Farol 1 - Por Julio Revoredo


Extrínseco farol

Viste o anteceu

Hiperbóreo sol

E a sombra comprida, da adaga florida

Aos olhos de um abléptico

De um abléptico condor em desvario.
Sob o signo de um tempo vario

Sem estações, dias ou noites

E a memória da água hiera

Oclusa, no que aparente encerra, implexa e atemporal.

Múltipla, como um espelho, irrefletido num labarito surreal.
E volta-se o farol, vestido da mais exprandiga soidão

Soprada pelos ventos do vulturno

Na ígnea diáspora, que tece a sombra do que ora tange a cítara, 

laivo fosmeo do intraduzível.

Do extremo estranho 
Feito um aracnídeo

No que o traduz, quando do nada, tudo retorna, vai e dissipa.



Julio Revoredo é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. Poeta e letrista de diversas composições que criamos juntos em três bandas pelas quais eu atuei: A Chave do Sol, Sidharta e Patrulha do Espaço. Neste poema, ilumina o Blog com a luz literária sofisticada.

sábado, 19 de maio de 2012

Noite de Intelectual - Por Marcelino Rodriguez

 
Quantos brasileiros já perderam a noite preocupados que ao redor da Ilha de Caras há 180 milhões de analfabetos humanos, ténicamente falando?
 
Passei uma noite me sentindo Dante Alighieri no inferno, ao pensar que vivo num país onde até alguns “amigos” nos atrapalham. Viver no Brasil depois de ter lido uma meia dúzia de clássicos é como viver dia a ...dia uma hora de pesadelo ao saber que é um país de gente sem noção ou com meia noção, porém de noção inteira é raro se encontrar. Nem se cogita no país sobre a penúria do capital humano, com menos leitores per capita do planeta.
 
  Dia desses viajando como sobrevivente que sou das letras, sem que a academia nem governo, nem fundo privado, nem um desses bancos que financiam os protegidos oficiais contam e dei, numa cidade do interior, em plena rodoviária com a placa de ” aditmi-se”. Nem li o resto. Passam-se cidades e mais cidades com mais de cinquenta mil habitantes sem cinemas nem livrarias.
 
Perguntei outro dia a duas meninas entre quatorze e dezesasete anos o que quer dizer a palavra “hierarquia”. Bem, elas não sabem, tadinhas. E alegremente nem se preocupam em não saber. Essas frustrações as vezes despertam meu lado Stephen King, minha metade negra.
 
Essa semana sacrifiquei da minha rede social uma jornalista que já foi quase amiga minha no passado e eu era colaborador voluntário do seu site. Depois ela casou com um almofadinha, e o site dela passou a ter apenas crônicas do casal . Ignorou meu pedido para promover meu livro “O Tigre De Deus Em Seu Jardim” e com o tempo, apesar dela ser bonitinha e eu pensar que no futuro, quando ela cansasse do almofadinha poderia me colocar como sócio, fui cansando da sua cara inútil a me lembrar todo dia que ela era mais uma mediocridade individualista.
 
  O que o mundo deve saber é que o cara sou eu e sou o primeiro a saber disso. Dou a mão a quem me dá e respeito quem me respeita. O resto se não me provar conhecer os valores da boa cruzada, não faço brinde.
 
Virei um bicho do mato, porém sofisticado pela leitura de Kafka e outros. Sim, a maioria do país nem se importa de saber , inclusive os que estão na vitrine, do lado dos “vitoriosos”, que o país não tem projeto, nem futuro, nem sentido.
 
È um país sobrenatural, aleatório, dependendo da ação de um indivíduo aqui e outro ali. O povo não sabe o que é valor, se a televisão não lhe mostrar; tampouco os políticos nem poderosos querem gente de valor por perto, já que eles também não tem valor. Uma terra estrangeira, onde se vive com muitos poucos amigos que servem.
 
  Como se pode amar um poeta se não se sabe o que é um poema? Enquanto a noite passava, ia-me armando até os dentes para mais um dia. Apenas dois por cento da população sabem quem foi Kafka.
 
Arrepiava-me durante a noite sabendo que não posso esperar me surpreender. Sacrifiquei a jornalista porque ela ia demorar a descobrir meus talentos de amante. Sequer leu um de meus livros. Pus meu Iorquishare no colo, enquanto via a cabeça dela rolar entre os deletados. Depois liguei a televisão e fui ver a hora do pesadelo. Terra de índios.
 
Intelectuais sofrem pelo povo que os fazem sofrer lendo “adimiti-si”. Sou Dante Aliguieri, mas quem vai saber?
 
Bom Dia, Brasil.
 
Marcelino Rodriguez é escritor com uma vasta obra. Entre seus livros lançados, "O Tigre de Deus em Seu Jardim", citado por ele mesmo em sua matéria. É um intelectual inconformado com a falta de incentivo do governo em relação ao livro, no Brasil. A partir desta participação, torna-se colaborador esporádico do Blog Luiz Domingues 2.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Loyce e Os Gnomos: Lisérgico, Hard, Distorcido - Por Luiz Carlos "Barata" Cichetto

O Despertar dos Mágicos - Compacto Duplo - 1969

Uma das coisas mais barulhentas, sujas, cruas e psicodélicas dos primórdios da história do Rock Brasil, com certeza tem um nome: “Loyce e Os Gnomos”.

Pouquíssimas informações são encontradas sobre o conjunto, mesmo assim desencontradas. Mas, peneirando o material encontrado ali e acolá, na Internet, chegamos ao seguinte: os nomes dos integrantes eram: Loyce, Massaro, Fael (Raphael, o guitarrista), Nilo e Padulla. 

Algumas fontes falam que eram da cidade de Ribeirão Preto, mas o mais certo é que seriam de Limeira, também no interior de São Paulo. Nada além disso. Alguns comentários em um vídeo postado no YouTube dão uma pista de que hoje os músicos estejam afastados totalmente do ambiente musical.

Em 1969 lançaram um único registro, um compacto duplo, que tinha o titulo de "O Despertar dos Mágicos", por uma gravadora chamada Do-Re-Mi. A sonoridade que encontramos nas músicas é um raivoso Garage Rock, com muita distorção, microfonia, e uma faixa de puro Heavy: "Que é Isso".

Certamente são uma das cosias mais raras e criativas do Rock Brasileiro. O nome do disco claramente inspirado no livro homônimo da dupla Louis Pauwels e Jacques Bergier, que na época era leitura obrigatória a Hippies e Freaks e é considerada uma das maiores obras do Realismo Fantástico.

Na contracapa do compacto, além de informações técnicas um texto de agradecimento que inclui Tom Zé.

O compacto foi relançado pela Valeverde Records, em edição limitada e numerada de 500 cópias, vendidas a 12 dólares e algumas das musicas constam da coletânea "Brazilian Guitar Fuzz Bananas: Tropicalista Psychedelic Masterpieces 1967-1976", organizada por Joel Stones, brasileiro dono de uma loja em Nova York, especializada em raridades da nossa era lisérgica.

Músicas do Compacto Duplo:
1.1 - Era Uma Nota de 50 Cruzeiros
1.2 - José João ou João José
2.1 - Que é Isso?
2.2 - A Jardelina Querida ou Coletivo

Luiz Carlos "Barata" Cichetto é colunista sazonal do Blog Luiz Domingues 2. Poeta, escritor, webdesigner, editor artesanal de livros & revistas, blogger, radialista, é também difusor cultural, através de seu Site "A Barata" e a Rádio/Blog KFK. Nesta matéria, trouxe à tona a obscura história de uma banda brasileira dos anos sessenta, sem reconhecimento algum para a grande massa, infelizmente. 

sábado, 28 de abril de 2012

Thick As A Brick : 40 Anos - Por Luiz Carlos "Barata" Cichetto

Há quase que exatos quarenta anos, em 3 de Março de 1972, saia na Inglaterra e Estados Unidos um dos melhores discos da história do Rock, e porque não falar, da musica do Século XX. 

Quinto álbum de estúdio da banda britânica Jethro Tull, foi criado como uma espécie de resposta de Ian Anderson à reação da crítica ao álbum anterior Aqualung que o definira como sendo um disco conceitual, rótulo que ele rejeitou veementemente.

Decidido então a criar uma obra que fosse a síntese de todos os discos conceituais realizados até aquele momento, Ian escreveu Thick as a Brick, uma obra que se integrava deliberadamente em torno de um conceito: um poema escrito por um precoce garoto inglês que fala sobre os desafios de envelhecer.
A ideia criada de que seria esse garoto fictício chamado "Gerald Bostock", ou "Little Milton", de oito anos, começava na arte da capa, que reproduzia um tabloide com “notícias” sobre ele e seu extenso poema. Ainda hoje muitos acreditam que Gerald Bostock era uma pessoa real, e que teria sido realmente o compositor real das músicas.

A edição original do LP, nas edições inglesa e americana continha o falso jornal de 12 páginas, mas teve de ser reduzido ou mesmo completamente suprimido quando do lançamento original na América Latina e Ásia devido aos custos de impressão.
O lançamento em CD também comprometeu a arte da capa, reduzida para se adequar ao formato. Aliás, Thick as A Brick é um disco de uma única música dividida em duas partes em função da limitação de tempo de um LP e no CD aparece, em algumas edições como faixa única.

A audição de Thick as a Brick não é das coisas mais simples, pois requer uma atenção às nuances, variações e quebras de ritmo. É preciso um pouco de paciência quando nunca se escutou algo parecido, pois sem isso o disco, principalmente a quem não sabe inglês e portanto não entende a extensa e magnífica poesia hipoteticamente criada por um garoto gênio de oito anos, pode ser uma experiência não muito agradável.

E acredito que mesmo Ian Anderson tinha consciência disso, ao começar avisando “Realmente não me importo se você aguentará até o fim” para depois se desculpar: “Minhas palavras são um sussurro, sua surdez, um grito”. E se conformar; “Eu posso fazê-lo sentir, mas não consigo fazê-lo pensar.” A saga prossegue mas sempre as figuras do Poeta e do Sábio, permeiam o desenrolar das “visões” de “Little Milton”, nome criado numa clara alusão ao poeta John Milton.

Quem são os sábios e quem são os “burros feito uma porta”? O poeta e o pintor são apenas bobos da corte que “projetam sombras na água”, que guardam suas penas enquanto o soldado arma sua espada.  A conclusão é de que somos todos tolos, acreditando que o Super Homem poderá resolver nossos problemas e que finalmente Robin salvará o dia. “O toque de recolher anuncia o fim da peça...

Enquanto tolo brinda seu Deus no céu”...

Mas, Bostock é um garoto que teme o crescimento e sofre com sua situação social. “Um filho nasceu, e decretamos que ele servirá à luta/ Há espinhos em seus ombros". “Eu os julgarei a todos e terei certeza de que ninguém me julgará”, ameaça, para depois perguntar: “Então, onde diabos estavam os Biggles quando você precisou deles sábado passado?”, uma clara critica àqueles que esperam de ídolos a resposta às suas angústias, afinal, “Estão todos descansando em Cornwall, escrevendo suas memórias/Para uma edição comemorativa do Manual de Escoteiro Mirim.” 

Os heróis não poderão sair das páginas dos jornais e das histórias em quadrinhos e nos salvar, pois afinal eles não sabem o que é sentir-se burro feito uma porta.

Desde meados da década de 70 quando na Rolling Stone Brasil saiu um texto sobre Thick as A Brick do Jethro Tull, publicado posteriormente no livro de Luiz Carlos Maciel, que tinha criado por ela um interesse muito forte, mas achava muito estranha e sem sentido a tradução de Okky de Souza: “Espesso Como Um Tijolo”. Parecia uma tradução literal e sem sentido, mas eu lia e relia a letra, buscando as interpretações poéticas e filosóficas contidas naquela obra-prima.

Acredito que tenha sido por volta de 2001 que tive contato com uma tradução em um blog que muito me interessou. O tradutor era Eduardo Krieck e o titulo era traduzido como “Cabeça Dura”.
Agora fazia um pouco mais de sentido, em relação ao contexto. Um ou dois anos depois, passei a ter um vizinho que era escocês de nome William e comentei com ele sobre isso. Segundo ele, “Thick as a Brick” era uma gíria deles que significava algo como: “Burro Feito Um Tijolo”. Saquei de imediato.

E agora, tempos depois cheguei a uma adaptação usando as traduções do Eduardo e do Okky, usando “Burro Feito Uma Porta”, que em português do Brasil, faz mais sentido, dentro do contexto original.

Thick As A Brick
Ian Anderson

Tradução: Eduardo Krieck e Okky de Souza / Versão Final: Luiz Carlos Barata Cichetto

Parte Um:
Realmente não me importo se você aguentará até o fim

Minhas palavras são um sussurro, sua surdez, um grito
Eu posso fazê-lo sentir, mas não consigo fazê-lo pensar
Seu esperma na sarjeta, seu amor no esgoto
Assim vocês cavalgam pelos campos
E vocês fazem todos seus negócios bestiais
E seus sábios não sabem como é se sentir
Sendo burro feito uma porta.

E as virtudes, castelos de areia são todas varridas
Na destruição da maré o entrevero moral
O toque de recolher anuncia o fim da peça
Como as últimas ondas revelam o caminho novo
Porém seus sapatos novos têm os calcanhares gastos
E seu bronzeado descasca rapidamente
E seus sábios não sabem como é se sentir
Sendo burro feito uma porta

E o amor que eu sinto está tão longe
Eu sou um sonho ruim que eu tive hoje
E você balança sua cabeça
E diz que isto é uma vergonha
Faça-me voltar aos anos e dias de minha juventude
Solte o laço e as cortinas negras e cale toda a verdade.
Leve-me às eras distantes, deixe que cantem a canção

Veja lá! Um filho nasceu, e decretamos que ele servirá à luta
Há cravos em seus ombros
E ele se mija à noite
Nós faremos dele um homem o colocaremos no comércio
Ensinaremos a jogar Monopólio, não a cantar na chuva.

O poeta e o pintor projetam sombras na água,
Enquanto o sol bate na infantaria que volta do mar
O fazedor e o pensador: sem tolerância um com o outro,
Enquanto a fraca luz ilumina a crença do mercenário
A lareira acesa: o caldeirão quase fervendo
Mas o mestre da casa está distante
Os cavalos deixam pegadas, sua respiração quente se condensa
Na manhã cortante e gelada do dia
E o poeta ergue sua caneta enquanto o soldado embainha sua espada
E o caçula da família move-se com autoridade
Construindo castelos no mar, ele desafia a maré tardia
A arrastá-los todos para longe.

O gado pastando tranquilamente na beira do rio
Onde as águas da montanha movem-se em direção ao mar
O construtor dos castelos renova o antigo propósito
E contempla a menina ordenhadora cuja oferta é sua necessidade
Todos os jovens da casa  saíram a serviço
E não serão esperados dentro de um ano.
O jovem e inocente mestre, pensa movendo-se cada vez mais rápido
Formulou o plano para transformar o homem que aparenta ser
E o poeta embainha sua caneta enquanto o soldado ergue sua espada
E o mais velho da família move-se com autoridade
Vindo do além-mar ele desafia o filho
Que o pôs para correr.

O que você faz quando o homem velho parte?
Você quer ser ele?
E seu eu verdadeiro canta a canção
Você quer libertá-lo?
Ninguém para ajudá-lo no trabalho pesado
E o remoínho de água o desnorteia

Eu desci da classe alta para consertar seus modos podres
Meu pai era um homem de poder a quem todos obedeciam
Então, venham, criminosos! Eu os colocarei na linha
Assim como fiz com meu velho, vinte anos atrasado

Seu pão e água esfriando, seu cabelo é curto e impecável
Eu os julgarei a todos e terei certeza de que ninguém me julgará

Você torce seus dedões dos pés de brincadeira enquanto sorri a todos
Você conhece os olhares fixos, não imagina que suas tarefas ainda não acabaram
E ri mais sadicamente enquanto nos diz como não devemos ser
Mas como podemos saber para qual lado devemos correr?

Eu o vejo andando pelo tribunal com seus anéis nos dedos
Suas pequenas costeletas peludas e seus sapatos com fivelas de prata
Jogando por uma causa perdida, você segue o exemplo do ídolo
Dos quadrinhos que o permite burlar as regras.

Então, venham todos vossos heróis de infância, não levantar-vos-ei das páginas
De vossos quadrinhos, vossos super vilões  e nos mostram o caminho?
Bem! Fazei vossos desejos e testamentos, não vais participar do seu governo local?
Nós teremos super-homem para presidente, deixe que Robin salve o dia
Você aposta no número um e ele sempre vence
As outras crianças já desistiram e o colocaram em primeiro lugar na fila
Então finalmente você se pergunta o quão grande é
E conquista seu lugar em um mundo mais sábio de maiores carros motorizados
E você imagina a quem poderia chamar.

Então, onde diabos estavam os Biggles quando você precisou deles sábado passado?
E onde estão todos os Desportistas que sempre o incentivaram?
Eles estão todos descansando em Cornwall, escrevendo suas memórias
Para uma edição comemorativa do Manual do Escoteiro Mirim.

Parte Dois:
Veja lá! Um homem nasceu, e nós decretamos que ele serve para paz
Há uma carga em seus ombros com a descoberta de sua doença
Nós vamos tirar a criança dele, colocá-la em testes
Ensiná-la a ser um homem sábio para o restante.

(Estaremos preparando para a média e não o excepcional)
(Deus é uma responsabilidade esmagadora)
(Andamos pela ala da maternidade e vimos 218 bebês usando roupas sintéticas)
(Diz aqui  que gatos estão evoluindo, evoluindo?)

No esplendor dos suaves halos de manhãs maravilhosas
Eu assumo meu posto com o senhor das colinas
E os soldados de olhos azuis de pé estão levemente descorados
Em pequenas filas organizadas, envergando babados de lona

Com suas sungas beliscando, eles descansam da posição de sentido
Enquanto fazem fila para sanduíches na cantina do escritório
Cantando: “Como está sua vovó e o bom velho Ernie
Ele pagou dez libras como recompensa pela união.
As lendas (escritas no antigo hino tribal
Embaladas no chamado da gaivota
E as promessas que eles fizeram estão enterradas embaixo da cachoeira do sádico. 

O poeta e o sábio ficam atrás da arma
E sinalizam para o romper da manhã, acendam o sol
Você acredita no dia? Você acredita no dia? 

O Amanhecer da Criação dos Reis começou
Suave Vênus (donzela solitária) traga aquele que não envelhece
Você acredita no dia? Você acredita no dia?
O herói decadente retornou à noite
E totalmente inspirados pelo dia, os sábios endossam a visão do poeta
Você acredita no dia? Você acredita no dia?

Deixem-me contar-lhes as histórias de suas vidas
Do corte e da punhalada da faca
Da opressão incansável da sabedoria instilada
Do desejo de matar ou morrer.
Deixem-me cantar sobre os perdedores que mentem
Que vivem na rua enquanto o último ônibus passa
As calçadas estão vazias, nas sarjetas escorre o vermelho
Enquanto os tolos brindam seu deus no céu

Então vide vós, jovens que estais construindo castelos!
Marcai gentilmente a época do ano
E uni-vos vossas vozes em um coro infernal
Marcai a precisa natureza de seu medo

Deixai-me ajudar-vos a juntar vossos mortos
Enquanto os pecados dos pais são alimentados
Com o sangue dos tolos e com os pensamentos dos sábios
E pela panela debaixo de sua cama
Deixem-me apresentar-vos uma canção
Sobre como o homem sábio peida e se retira
E como tolo com a ampulheta tem suas esperanças frustradas
E o verso infantil renova o ar.

Então! Vinde vós, jovens que estais construindo castelos
Marcai amigavelmente a época do ano
E uni vossas vozes em um coro infernal
Marcai a precisa natureza de seu medo.
Vede! As tempestades de verão lançam seus raios em vós
E a hora do juízo final se aproxima
Você seria o tolo em pé, de armadura
Do homem mais sábio que corre sem ela?

Então! Vinde vossos heróis de infância! Não saireis das páginas
De vossos quadrinhos, vossos super-inimigos, e mostrar-nos-eis o caminho a seguir?
Bem, fazei vossos desejos e testamentos, não vais participar do seu governo local?
Nós teremos super-homem para presidente, deixe que Robin salve o dia.

Então! Onde diabos estavam os Biggles quando você precisou dele sábado passado?
E onde estão todos os Desportistas que sempre o incentivaram?
Estão todos descansando em Cornwall, escrevendo suas memórias
Para uma edição comemorativa do Manual de Escoteiro Mirim.

Assim vocês cavalgam pelos campos
E vocês fazem seus negócios bestiais
E seus sábios não sabem como é sentir-se
Sendo burro feito uma porta.

Luiz Cichetto

25/04/2012

Luiz Carlos "Barata" Cichetto é colunista ocasional do Blog Luiz Domingues 2. Poeta, escritor, webdesigner, editor artesanal de revistas e livros, blogger, radialista, ativista cultural e admirador da carreira do Jethro Tull, desde o início dos anos setenta.