sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 130 - Por Luiz Domingues

Com um incentivo desse porte, ou seja, a oportunidade de sermos retratados em uma reportagem com várias páginas na maior revista semanal do país, é claro que não poderíamos perder a chance. 

Dessa forma, o Xando teve a ideia ótima de contactar o nosso amigo Junior Muelas, o baterista d'A Estação da Luz, banda sensacional de São José do Rio Preto-SP, e propôs-lhe dois shows compartilhados no interior de São Paulo, baseado no fato de que o Muelas mantinha contatos na cidade e poderia auxiliar-nos nessa tarefa de nos providenciar condições mínimas para tocarmos.

       Foto promocional do espetacular grupo, "A Estação da Luz"
 

A contrapartida seria a oportunidade para "A Estação da Luz" tocar conosco e mesmo sendo um dos shows em sua própria cidade, portanto onde estavam habituados a apresentarem-se, seria uma oportunidade boa de fazerem um show com uma banda da capital e mesmo a estarem no mesmo patamar de grandeza, nós tínhamos muito mais mídia agregada e isso seria bom para eles como contrapartida. 

E no caso de um segundo show em outra cidade interiorana, a vantagem seria óbvia para as duas bandas.

Fora isso, a grande motivação mesmo seria a presença do jornalista e de seu repórter fotográfico juntos conosco e que mesmo indiretamente haveria de notar para a banda dele, também, e claro que isso animou Muelas, ao pensar na oportunidade que também respingaria em sua banda. 

Sobre a casa onde tentar-se-ia fechar um show, além do Muelas ter contato com seus mandatários e costumeiramente ali apresentar-se com a sua banda, houveram possibilidades ótimas para as nossas duas bandas.

Em primeiro lugar, tratara-se de uma casa de espetáculos atípica no interior de São Paulo, por abrir as suas portas com frequência para artistas autorais fora do patamar mainstream, ou seja, um caso raro ao se tratar da mentalidade generalizada da parte de proprietários de casas noturnas. 

O segundo ponto, foi que a casa mantinha uma ótima estrutura de equipamento de som e iluminação, portanto, seria possível fazermos um espetáculo de qualidade em seu palco. 

E uma terceira vantagem, foi que tal casa detinha uma filial em outra importante cidade interiorana de grande porte, no caso, Ribeirão Preto-SP. Portanto, a matriz de São José do Rio Preto geralmente proporcionava a possibilidade de agendar-se automaticamente um segundo show na filial de Ribeirão Preto.

Tal casa chamava-se: "Vila Dionísio" e além de abrir as suas portas para artistas do underground, esse estabelecimento também promovia shows de artistas de médio porte e até alguns que já detinham espaço significativo no mundo mainstream e naqueles dias já não gozavam dessa prerrogativa. 

Bem, para agendar os shows do Pedra, não foi uma negociação fácil pela obviedade de não sermos artistas alojados no patamar mainstream, portanto, para se convencer os dirigentes da casa a usar a fortuita argumentação de que éramos uma "boa banda" e com discos "legais" e elogiados em órgãos especializados, não foi garantia de nada. 

E nessa altura, nem pensávamos em pleitear um cachê digno, mas estávamos convencidos de que se conseguíssemos apenas a verba para cobrir as despesas operacionais, já estaria bom demais.

Foto a esmo, não é de nossa apresentação, apenas a ilustrar como era o espaço próximo ao palco

Muelas tinha consciência plena de todas as dificuldades inerentes nessa negociação e ao usar do seu poder de influência com os proprietários ele argumentou como uma cartada definitiva e logrou êxito, o aspecto da própria reportagem aventada. 

Ou seja, o fato de que um jornalista da Revista Veja estaria a cobrir os shows com total foco a visar uma reportagem e que fatalmente as duas casas seriam citadas e retratadas em fotos, nas páginas da maior revista brasileira. 

Diante de tal perspectiva alvissareira, os dirigentes convenceram-se de que valeria a pena contratar-nos e assim, graças aos esforços do Xando e de Junior Muelas, que foi incisivo como agente de campo e hábil negociador.

Habemus turnê... a fumaça branca espalhou-se no céu da Vila Mariana... faríamos dois shows no interior de São Paulo, nas cidades de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, a compartilhá-los com a ótima banda, "A Estação da Luz". 

Ligamos então para o jornalista, Sérgio Martins e demos-lhe a boa nova que tínhamos os shows marcados e portanto, estávamos prontos para o mote de sua reportagem. Ele já havia viajado com uma mega estrela mainstream em meio a uma etapa de sua turnê cheia de mordomias pantagruélicas, havia concluído uma matéria com um artista mediano e popular, no caso, o grupo de pagode "Inimigos do HP", a viajar em um ônibus confortável e agora teria que enfrentar a dureza de uma banda com infraestrutura muito aquém das que experimentara, a sofrer dentro de uma apertada van, com o sol a pino do verão interiorano paulista e para cobrir uma banda com equipe modestíssima de apoio etc.

Bem, foi exatamente o que ele desejara, já que a reportagem continha como pauta expor as diferentes realidades do show business brasileiro.

Continua...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Os Kurandeiros - 15/1/2016 - Sexta-Feira / 21 H. - Santa Sede Rock Bar - Santana - São Paulo / SP

Os Kurandeiros

15 de janeiro de 2016

Sexta-Feira  -  21 Horas

Santa Sede Rock Bar

Avenida Luiz Dumont Villares, 2104

Santana

Estação Parada Inglesa do Metrô

São Paulo - SP

Show 100% elétrico !!

Os Kurandeiros :

Kim Kehl - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Bateria e Voz
Luiz Domingues - Baixo

sábado, 9 de janeiro de 2016

Caridade - Por Telma Jábali Barretto

Palavra enorme, evocando sempre outros e nobres sentimentos, meio sinônimo da pequena doar, com abrangência mais ampla por trazer à superfície uma forma de servir mais abnegada, talvez até mais bondosa...e, quem sabe por isso, acaba recebendo um formato mais bem definido, estabelecido, de doação. 

Não é mesmo assim ?!...Algo associado a carências extremas, mais básicas como alimento e/ou até a proteção que um lar ofereça.
Sentimento que deveria vir acompanhado de cuidados em seu exercer, onde perguntamos se não poderia ser também utilizado em circunstâncias menos básicas e mais subjetivas, re significando caridade !


Essa maneira de atender ao próximo, dessa certa dose de empatia solidária à dificuldade de outrem, imaginamos e até gostaríamos, devesse, ser levados a muitas e outras situações. 

Triste é ainda viver num mundo onde necessidades primordiais não são supridas naturalmente, fruto do trabalho, que além de dignificar, tragam habilidades únicas de cada qual para as trocas na convivência, estimulando o melhor de nós. 

Ousamos pensar que talvez aconteçam pela nossa insensibilidade de uns para com outros.
Será que, se fôssemos seres humanos, mais atentos ao nosso próximo, chegaríamos a minimizar, eliminar essas carências básicas ?! 

Pensamos que, provavelmente sim !
Então, ousamos mais ainda, dizendo que aqueles que suprem as necessidades fundamentais, nesse exercer caridoso, atentassem, acordassem para mais subjetivas e reais maneiras de suprir...mas, para isso, tais trabalhos deveriam ser inicialmente satisfeitos, entendidos em si. 
Sim !!! Essa percepção do outro cobraria olhar isento, equânime, capaz de perceber e sentir emoções que, por serem camufladas, são geradoras de engano e ilusão, de ter além necessário, promotoras de disputas desleais, falta de cooperação na completa incapacidade do contexto e da vida num sentido maior, onde doamos o que queremos e não o que nos está sendo pedido, abastecendo uma cadeia de falsas soluções porque não estamos bem interpretando nem as nossas verdadeiras carências e, menos ainda as de quem, bondosa e supostamente, intentamos em ajudar. 
Primordial, quem sabe fosse, aqueles que com alguma sensibilidade servem, pessoal ou coletivamente, política ou em qualquer forma de sacerdócio religioso/profissional, fossem caridosos com aqueles que com menos percepção intentam em ajudar e aí sim, de forma mais ampla e mais humana, cuidadosos, mais sábios no atender, e, de verdade, minimizando insensibilidades generalizadas e escondidas, por isso mesmo permitidas debaixo dessa subliminar ‘caridade’, que erroneamente, pode ser preservadora de carências.
Aumentadas as escutas entre nós, um a um, caso a caso, grupo a grupo, diminuíssemos diferenças, aumentássemos os pontos de contato, favorecendo as trocas, doações espontâneas, desde atenção, tempo, conhecimento, carinho e oportunidades propiciadores ou não de bens (esse definitivamente não pode ser o centro de atenção !), mas, essencialmente de satisfação e alegria, desfazendo exposições de quem dá e quem recebe num pleno exercitar natural, sem barganhas de coisas, gestos, e nem ainda sentimentos sub-reptícios, onde tais conquistas tirassem cada qual de sua carência, aquela que propicia o tirar da dor que impede, mata e rouba o espaço de outros e alheios sentires que nos fazem melhores uns com outros !
Então, quebrando egocentrismos dos mais primitivos (agressão/defesa) cresceríamos em irmandade, começando a entender fraternidade, desfazendo privilégios, vícios, corrupção, num estar na vida de maneira mais adulta, conscientes e participes dos processos coletivos como iguais, sendo únicos ! Exercício pleno da habilidade florescida!


Paciência !!! 

Estamos a caminho...Somos Um, somos OM !





Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. 

Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

Nesta reflexão, aborda o tema da caridade, uma questão complexa e que geralmente leva as pessoas à uma interpretação simplista, mas que Telma trata de dar maior profundidade, desvelando outras camadas mais profundas sobre o assunto.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Autobiografia na Música - Magnólia Blues Band - Capítulo 18 - Por Luiz Domingues

A próxima edição do "Quarta Blues" trouxe uma cantora como convidada: Maria Cristina Magliocca. Cantora experiente, ele mantinha em seu repertório habitual, muitas releituras de clássicos do Blues, mas também standards de Jazz e o cancioneiro Pop norte-americano das décadas iniciais do século XX.  
Eu não diria que se tratara de uma cantora da "Velha Guarda", mas muito do seu espectro musical fora baseado na observação de um som vintage, o que foi bastante agradável, eu diria.  
"That's All Right" com Magnólia Blues Band + Maria Christina Magliocca.

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=__KQJzl1d5Q

Por ser cantora, ele nos obrigou a preparar algumas canções que não estávamos acostumados a tocar em edições anteriores, além de estabelecermos algumas mudanças repentinas de tonalidade, pedidas no calor da apresentação, um fato comum quando se acompanha cantores e estes tem as suas necessidades vocais diferentes uns dos outros em termos de alcance de oitavas. Pessoa muito simpática, ela trouxe uma turma de amigos e parentes animados para prestigiá-la na noite.
Aconteceu na noite de 20 de agosto de 2014.
Na semana subsequente o convidado foi, Paulo Morgado, um guitarrista da pesada, com forte orientação Rocker e melhor ainda, a centrar o seu estilo no Acid Rock e no Blues Rock, sessentistas. Fortemente influenciado por Jimi Hendrix, sobretudo, nos proporcionou uma noite mais Rocker do que o habitual do projeto, que mantinha o Blues como a sua essência.  
Uma fator desagradável ocorreu, pois o nosso baterista, Carlinhos Machado teve um mal súbito de ordem estomacal e por ter passado horas em um pronto-socorro de hospital a se submeter a exames laboratoriais, não reuniu condições físicas para comparecer e tocar.  
Rapidamente o Kim contatou um amigo de confiança, Binho "Batera", baterista do grupo Pop Rock, "Vento Motivo", e que solicito ao extremo, veio suprir a lacuna deixada pelo nosso amigo, Carlinhos. Versátil, Binho não deixaria a noite esmorecer, mesmo quando que não conhecesse o repertório, pois eu já sabia dessa característica dele e quando cheguei ao Magnólia Villa Bar e verifiquei que ele assumiria as baquetas, tranquilizei-me pois já havia tocado com ele em situações parecidas anteriormente,em shows dos Kurandeiros que o Carlinhos não pode cumprir e o Binho foi muito bem.
"Hey Joe" na interpretação da Magnólia Blues Band + Paulo Morgado. Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=GtshpXicT9I  
"Sunshine of You Love" com a Magnólia Blues Band + Paulo Morgado. Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=qvbnxGEc7Zw


Sobre o guitarrista, Paulo Morgado, foi um prazer tocar com ele. Já o conhecia de vista, mas nunca havia tocado com ele anteriormente e foi ótimo atuar com um guitarrista dotado de fortes características sessentistas, e como é sabido do leitor que acompanha esta minha autobiografia desde o seu início, é a minha zona de conforto para atuar. Noite de 27 de agosto de 2014, com muita evocação dos ecos Woodstockeanos no ar!
Continua... 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Autobiografia na Música - Ciro Pessoa & Nu Descendo a Escada - Capítulo 34 - Por Luiz Domingues

Quando recebemos a notícia que o Ciro negociava com o Teatro Parlapatões, para a realização do nosso show ali, ficamos contentes, é claro.  Primeiro pela sequência de shows mais ou menos próximos, visto que havíamos nos apresentado em abril na unidade do Sesc Piracicaba, e dessa forma, ter uma perspectiva de continuidade fora tudo o que queríamos. 

Segundo, pelo fato de que tocar em um teatro novamente, como ocorrera em Piracicaba-SP, seria o ambiente ideal para o show performático e pleno de textos que estávamos a fazer, além de que, em uma casa noturna não havia uma ambientação adequada para um tipo de espetáculo tão intenso, nessas características. Portanto, apreciamos muito saber que haveria essa oportunidade.

Mas dependia, outrossim, de uma verificação prévia, em termos técnicos, pois não obstante ser um teatro bonito, tradicional e super bem localizado, era na verdade um teatro focado nas apresentações teatrais e não tinha quase ou nenhuma, tradição com shows musicais.
O que acontecia ali em termos musicais, costumavam ser produções simples, intimistas mesmo e não um show de Rock com a sua eletricidade e volúpia, portanto, com as suas necessidades técnicas inerentes, e que são muitas na prática.

Marcamos então uma inspeção para um dia útil de maio, e nos encontramos ali no teatro para tal verificação prévia. De fato, o pequeno PA oferecido estava adaptado para oferecer um tímido apoio de sonoplastia para peças teatrais, e jamais suportar a carga de um show de Rock, como se deve.
Fora isso, notamos que se levássemos um backline pesado, ficaria impossível tocar, pois massacraríamos o pequenino PA, a afastar completamente a chance das vozes serem ouvidas, portanto, em meio a um tipo de espetáculo que estávamos a fazer, onde o Ciro declamava longos poemas com a banda a fazer climas sonoros aleatórios, portanto, isso aniquilaria o espetáculo.

Alugar um PA como reforço, além de ser fora de cogitação pela questão monetária, seria impossível também ali pelas características do teatro, o que tornaria o show ensurdecedor e acarretaria problemas com a vizinhança, fora torturar o nosso próprio público.
Então, o que nos restara ali, ao analisarmos tecnicamente a situação foram duas hipóteses:

1) Cancelar a apresentação.

2) Tocar com uma amplificação reduzida e a estabelecer uma dinâmica muito disciplinada para usar o parco PA do Teatro e sem microfonar a bateria e os amplificadores, evidentemente.

Optamos então em manter a data marcada e fazer essa verdadeira loucura, sob o ponto de vista técnico...

Divulgação já encaminhada para alcançar a rua, nos animamos em ter o show confirmado, mas sabíamos de antemão que seria um exercício de resiliência sonora e performática

Como loucura pouca é bobagem, houve um outro empecilho, desta feita perpetrado pela administração do teatro: eles haviam marcado uma outra apresentação musical para o mesmo dia, e assim, na sua ingenuidade de não saber lidar com o universo musical, achavam que uma apresentação marcada para as 21:00 horas, com o nosso show para as 23:00 horas, tal fator não atrapalhar-nos-ia. 

É o tal negócio: apesar de lidarem com produção artística, o mundo teatral tem outras características, pois música demanda outras necessidades prévias, por exemplo o soundcheck, que demora um bom tempo para ser acertado, antes do artista subir ao palco e dar início em um show. A alegar ser uma dupla intimista a trabalhar com o conceito da voz & violão, não incomodar-nos-ia que se apresentassem antes, desde que fizéssemos um soundcheck no período da tarde, para deixar o nosso set up arrumado previamente.

Mas o pessoal do Teatro não entendia isso, e achavam que se chegássemos com o show dessa dupla em andamento, com parcos vinte minutos ou até menos, seria o suficiente para deixarmos o nosso palco preparado para nós. Enfim, se tratou do tipo de pessoas que acham que um show depende de se ligar um plug na tomada apenas, como se aciona um eletrodoméstico na cozinha de casa.

Argumentamos que o mínimo que queríamos por necessidade, seria podermos chegar mais cedo, antes do show desses artistas e arrumar o nosso palco. Já que se tratava de um duo com voz & violão, não os atrapalharia em nada que a nossa bateria, amplificadores, guitarra e baixo ficassem no palco, preparados, com soundcheck realizado previamente e set up pronto para nós, mediante ajustes simples, para que o duo deles tocasse antes.

Convencidos, os mandatários do programa, nos deixaram fazer isso, ufa!  Mas no dia do show, eu fui o primeiro a chegar no Teatro e tive uma boa nova: o show do duo fora cancelado, e nós poderíamos ter o palco só para nós. Melhor ainda, portanto!

Continua...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 35 - Por Luiz Domingues


Após uma apresentação super prazerosa, quando tocamos no casamento de Ciro Pessoa e Isabela Johansen, Os Kurandeiros voltaram a se apresentar em 11 de julho de 2014, no Melts, a surpreendente hamburgueria, onde todos os funcionários eram super simpáticos e o público apreciava demais a nossa performance, apesar de não ser uma casa de shows, propriamente dita. 

Estávamos na antevéspera da final da Copa do Mundo, mas os ânimos já estavam super melancólicos pelo "Knock Out" histórico que o Brasil levara da Alemanha, portanto, ainda houveram bandeirinhas dos países participantes da competição como decoração da casa, mas nenhuma manifestação mais acalorada por parte das pessoas em relação ao futebol.

"Só Alegria", na apresentação do Melts em em 11 de julho de 2014, com Edu Dias como convidado, na gaita.

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=wt9zdYW_GaA

E acho que por ser um período marcado pelas férias escolares e aquele estabelecimento contar com o seu movimento mais forte justamente por atrair universitários que estudavam em várias instituições nas redondezas, ter estado com um contingente mais ameno e atípico, nessa noite.
Mais uma vez o gaitista, cantor e entertainer, Edu Dias apareceu para dar participar.
Depois disso, Os Kurandeiros foram para o Bierboxx, da Vila Madalena, mais uma vez. Foi uma noitada super animada e muitos amigos apareceram para participar de improviso, como o casal, Ciro & Isabela, além de Binho e Fernando Ceah, membros da banda Vento Motivo, e mais uma vez, Edu Dias, com a sua habitual extroversão como entertainer.
 
Com mais de cinquenta pessoas a nos ver, aconteceu no dia 19 de julho de 2014, e foi bastante prazeroso, com picos de euforia até, pelo que me lembro.
Com o meu amigo e ex-companheiro d'A Chave do Sol, Rubens Gióia no Santa Sede Rock Bar, a nos assistir...
Na próxima parada, voltamos ao Santa Sede Rock Bar, a simpática casa da zona norte de São Paulo, onde o sonho definitivamente nunca acaba, com aquela atmosfera hippie impregnada pelas paredes.
                        Foto do acervo de Vanessa Anchieta

Foi mais uma boa apresentação, porém não com muito público, cerca de cinquenta pessoas, mas animados como sempre. Aconteceu no dia 8 de agosto de 2014.
Ainda em agosto, voltamos ao palco simpático do aconchegante Centro Cultural Gambalaia, em Santo André-SP, cidade do ABC. 
Foi sempre um prazer tocar em um espaço tão interessante com o nobre propósito de ser uma casa de cultura multiuso, o Gambalaia sempre nos recebia muito bem, através de seu produtor & proprietário, Alex Humberto.

Desta feita, inovamos e além de termos o reforço sempre bem-vindo do tecladista superb, Nelson Ferraresso, teríamos dois convidados especiais: os guitarristas oriundos da própria cidade de Santo André, Marcos Mamuth e Caio Rossi, este, guitarrista da banda: "O Livro Ata". 

Além disso, o vocalista, Fernando Ceah, que comparecera para nos prestigiar apenas, culminou em participar com uma performance ao sabor dos blues para o hit de Benito Di Paula, "Retalhos de Cetim". 

 
"Rabo de Saia" com Kim Kehl & Os Kurandeiros + Marcos Mamuth + Caio Rossi

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=DkL_UYARuYo  
"Meu Mundo Caiu", com Kim Kehl & Os Kurandeiros + Marcos Mamuth 

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=pBmH-TWUa-0
"Problemas" com Kim Kehl & Os Kurandeiros + Marcos Mamuth + Caio Rossi

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=i1dhukOPJqs
"Sleepwalk", com Kim Kehl & Os Kurandeiros no Gambalaia

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=lhVTaIxgNGA  
"Retalhos de Cetim", uma exótica versão "Blues" para o Samba-Canção de Benito Di Paula, com a interpretação vocal de Fernando Ceah, vocalista da banda: Vento Motivo. Detalhe engraçado no vídeo, o Kim fica a me fornecer as dicas da harmonia da música, o tempo todo, visto que eu não a dominava, apesar de conhecer a canção.

Eis o Link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=lFZfFrh5G6g

Foi muito bom ter a presença deles, ao conferir ao show, um brilho especial.

Para fechar o mês de agosto, no dia 24, tocamos em uma casa diferente localizada no bairro do Ipiranga, zona sudeste de São Paulo, chamada: "Diminuta Bar". 

O curioso a respeito dessa casa, fora o seu palco planejado para ser uma vitrine, onde a banda tocava virada para dentro, direcionada ao público do interior do estabelecimento, porém, as pessoas a circularem pela rua nos viam a tocarmos de costas, portanto para chamar a atenção de pedestres e também dos carros que passavam por ali. 

Apesar dessa exótica característica, foi prazeroso tocar ali e particularmente eu achei interessante a acústica da casa, que por conta de colocar a banda sob uma posição encravada entre o hall e a vidraça da vitrine, parecia produzir um efeito de concha acústica, portanto para deixar o som mais grave, principalmente da bateria. Chegava a ser engraçado ouvir o som do bumbo, com um tipo de sonoridade que lembrava o do bumbo microfonado em sistema de PA, mas na verdade, não havia tratamento sonoro algum para a bateria no equipamento, mas tão somente o seu som "in natura".

A se registrar a surpresa da chegada de meu ex-aluno, Carlos Keller Rodrigues, o popular "Cali", com sua esposa, e sua irmã, Claudia Keller com marido e o filho. Foi muito bom poder rever Cali e Claudia, que eu conhecia desde os anos noventa. Moradores do bairro, motivaram-se a nos assistir, ao verificar a presença de anúncios da apresentação através das redes sociais da internet e foi muito boa, portanto, tal iniciativa de ambos e de seus acompanhantes.  

Assim encerramos o meses de julho e agosto de 2014, com noites bem animadas e presenças queridas de amigos a interagir conosco, como estas últimas que eu relatei.

No Bierboxx, com os queridos amigos e músicos superbs: Renata "Tata" Martinelli e Marcião Gonçalves 

Continua...

sábado, 2 de janeiro de 2016

Entrevista no Blog Music Jobs





http://musicjobs.tumblr.com/post/136199358811/papo-com-luiz-domingues


É com muita honra e prazer que concedi entrevista ao agitador cultural e músico, Ricardo Di Paula, para o seu veículo, o Blog Music Jobs, mais um espaço sensacional que se abre para falar de música em geral, Rock em específico.


Vamos prestigiar com entusiasmo mais um espaço para falar de artistas que não gozam das benesses do mundo mainstream.

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