Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Donald "Duck" Dunn - Por Julio Revoredo
sábado, 12 de maio de 2012
A Cornucópia e o Caleidoscópio - Por Julio Revoredo
Sob undíssonas surreais,
O falso tamanho das coisas,
Aos olhos de uma criança,
As cores,
Odores,
Sonhos,
Voos,
A imaginação.
Os amigos invisíveis
Nos pequenos espaços entre prédios, no centro da grande cidade
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Autobiografia na Música - Boca do Céu - Capítulo 5 - Por Luiz Domingues
Mandou para a redação da Revista uma carta direcionada ao crítico Ezequiel Neves, codinome "Zeca Jagger". Nela, falava sobre a mudança de nome do "Injeção na Veia" para "Boca do Céu" (sim, invertemos a ordem, ao deixar o prosaico "Céu da Boca", um pouco mais substancioso, digamos); sua entrada como novo vocalista / tecladista, e o golpe de mestre: a coleção completa até aquela época, de seu fanzine de cartoons, o "Sarrumorjovem".
Em nenhum momento da carta, pedimos isso à ele, mas achamos o "maior barato" essa colocação espontânea e pública, por parte dele.
Eufóricos por termos Ezequiel Neves como nosso "padrinho", abusamos dessa condição, logo no início de 1977, e passamos vergonha por sermos tão ingênuos...
Mas isso, eu conto mais para frente, pois em fevereiro de 1977, ocorreu um fato muito importante para o "Boca do Céu", antes do episódio em que decepcionamo-nos com Ezequiel Neves.
Continua...
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Um Mar, o Mar - Por Julio Revoredo
Deambula em circulos labirinticos, feito espelhada borriscada.
Anfitrite como fatiloqua, surge do algaço como um marulhar
O sem-luzios sente-a como um undissono
Corta-mar
Manga-de-veludo
Marulha
Marulha
Marulha
Vê o marsopa
Ve o raino
Não mais só, o noctambulo sem-luzios,
cruza o tubado e o escarumba
Numa noite em que um mar, o mar, desvaneceu-se
Ímpar.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Autobiografia na Música - Boca do Céu - Capítulo 4 - Por Luiz Domingues
Ele falava sobre artes plásticas; teatro; poesia e literatura. Citava uma enorme quantidade de referências muito significativas, e era tão rocker quanto qualquer um de nós. E para aumentar o seu currículo, mostrava-se um desenhista de mão cheia, pois estava a viver desse expediente nessa época, a realizar retratos de pessoas pelas mesas dos bares noturnos, e também a vender de mão em mão a sua revista de cartoons, que ele mesmo produzia, chamada, "Sarrumorjovem", grafado dessa forma, tudo junto, propositalmente. Um pouco mais velho que nós, mas muito mais antenado culturalmente, Laert tirou-nos de uma condição de banda quase fictícia, para algo real, concreto, com possibilidade de vir a tornar-se de fato, uma banda real, em condições de pleitear um lugar ao sol.
Mesmo ao achar divertida a repercussão da carta publicada no Jornal de Música da revista "Rock; a História e a Glória", onde os leitores execravam-nos como analfabetos por ter sido publicado "Ingeção" com "G", ele persuadiu-nos a voltarmos a usar o nome "Céu da Boca", novamente, até acharmos algo melhor. Já incorporado o novo nome, começamos a ensaiar de fato, com baixo; guitarra, e bateria, pois à esta altura, já havíamos conseguido comprar amplificadores e um equipamento de voz, quando passamos a ensaiar na casa do baterista, Fran Sérpico, que mudara-se do Tatuapé, para o bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo, numa casa ampla.
O choque de qualidade com a entrada dele, foi grande, quiçá, enorme. Ao acrescentar algumas músicas dele, já prontas, com muito maior qualidade musical, e letras muito acima da nossa capacidade juvenil. Foi uma época de muita euforia de minha parte, pois finalmente sentia-me dentro de uma banda, e mesmo sendo um reles aspirante a músico, sentia perspectivas concretas, enfim.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
O Orifício - Por Julio Revoredo
Obuducto artifício.
Fosmeo, obumbra a umbra, que inveja
E que é o vicio da luz.
Não mais um homem, não mais o homem.
Agulha que fagulha, que se anula,
Para trazer à tona, o nítido nulo, orifício
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Loyce e Os Gnomos: Lisérgico, Hard, Distorcido - Por Luiz Carlos "Barata" Cichetto
O Despertar dos Mágicos - Compacto Duplo - 1969
Uma das coisas mais barulhentas, sujas, cruas e psicodélicas dos primórdios da história do Rock Brasil, com certeza tem um nome: “Loyce e Os Gnomos”.
Pouquíssimas informações são encontradas sobre o conjunto, mesmo assim desencontradas. Mas, peneirando o material encontrado ali e acolá, na Internet, chegamos ao seguinte: os nomes dos integrantes eram: Loyce, Massaro, Fael (Raphael, o guitarrista), Nilo e Padulla.
Algumas fontes falam que eram da cidade de Ribeirão Preto, mas o mais certo é que seriam de Limeira, também no interior de São Paulo. Nada além disso. Alguns comentários em um vídeo postado no YouTube dão uma pista de que hoje os músicos estejam afastados totalmente do ambiente musical.
Em 1969 lançaram um único registro, um compacto duplo, que tinha o titulo de "O Despertar dos Mágicos", por uma gravadora chamada Do-Re-Mi. A sonoridade que encontramos nas músicas é um raivoso Garage Rock, com muita distorção, microfonia, e uma faixa de puro Heavy: "Que é Isso".
Certamente são uma das cosias mais raras e criativas do Rock Brasileiro. O nome do disco claramente inspirado no livro homônimo da dupla Louis Pauwels e Jacques Bergier, que na época era leitura obrigatória a Hippies e Freaks e é considerada uma das maiores obras do Realismo Fantástico.
Na contracapa do compacto, além de informações técnicas um texto de agradecimento que inclui Tom Zé.
O compacto foi relançado pela Valeverde Records, em edição limitada e numerada de 500 cópias, vendidas a 12 dólares e algumas das musicas constam da coletânea "Brazilian Guitar Fuzz Bananas: Tropicalista Psychedelic Masterpieces 1967-1976", organizada por Joel Stones, brasileiro dono de uma loja em Nova York, especializada em raridades da nossa era lisérgica.
Músicas do Compacto Duplo:
1.1 - Era Uma Nota de 50 Cruzeiros
1.2 - José João ou João José
2.1 - Que é Isso?
2.2 - A Jardelina Querida ou Coletivo