domingo, 13 de novembro de 2022

Autobiografia na Música - Sidharta - Capítulo 40 - Por Luiz Domingues

O fato concreto, deu-se com a minha predisposição em 2022 para enfim providenciar o uso de meus canais de YouTube na internet. Por anos, eu soube que possuía três canais abertos, pois a cada blog que eu  criei, automaticamente o sistema "Google" havia me disponibilizado um canal na plataforma de vídeos citada.

No entanto, como eu mantinha uma inabilidade para lidar com tal recurso, por anos a fio, não fiz absolutamente nada para alimentar tais canais e nem sequer havia me interessado em fomentar a configuração básica, embora vez por outra eu fosse notificado de que havia recebido a inscrição de uma pessoa e até estranhava tal predisposição, pois os canais eram completamente insípidos, sem nenhum conteúdo.

Mas foi em 2022 que eu notei que a plataforma ficara mais acessível para o usuário menos habituado com a informática/computação & afins, meu caso e assim, me senti animado para investir tempo nas melhorias dos três canais.

Em primeiro lugar, eu tratei de preencher os itens básicos da configuração de cada um e notei que poderia mudar o nome dos canais, sem prejuízo algum aos blogs pelos quais estavam vinculados, respectivamente. Para tanto, nomeei cada um à moda dos Blogs ao chamá-los como Luiz Domingues Canal 1, Luiz Domingues Canal 2 e Luiz Domingues Canal 3. Dessa forma, percebi que manteria a vinculação básica dos Blogs a usar cada canal como uma ferramenta de divulgação de cada Blog e dessa forma a abrir caminho para a criação de vídeos em uma primeira instância, para divulgar as atividades de cada Blog.

O seguinte passo, foi criar playlists bem organizadas a conter todo o material de vídeo de cada banda pela qual atuei e atuava na ocasião e unificar tal esforço para os três Blogs.

E o terceiro passo foi criar, além de vídeos de divulgação curtos para repercutir o material lançado em Blogs, conteúdo exclusivo, com material raro e/ou obscuro gerado por todas as bandas pelas quais atuei/atuava.

E também, nesse sentido, eu percebi que precisava disponibilizar todas as músicas dos discos oficiais que gravei, e não mais ficar à mercê da publicação desse material da parte de terceiros e no caso, haviam discos da minha carreira que eu dependia de pessoas que haviam disponibilizado tal material, mas que eu nem conhecia. E assim, me esforcei para buscar tais fontes, uma a uma e criar a minha versão e aí sim, com ficha técnica robusta para cada vídeo, ou seja, algo que eu observava em publicações de terceiros e até de gente autorizada que deveria ter caprichado mais nesse quesito, mas não o fez.

O Sidharta entrou nessa rota, portanto, quando eu aprendi a lidar com corte de edição de áudio, transformação de mp3 para mp4 e a acrescentar imagem aos vídeos produzidos por eu mesmo, e assim, o plano de efetuar uma grande decupagem em torno das dez fitas K7 que eu mantinha sob a minha guarda e a conter ensaios diversos dessa banda, para eventualmente lançar discos "bootleg" não se modificou na sua essência, mas abriu espaço para que independente de haver a produção de discos, eu pudesse lançar material de vídeo com tais áudios, antecipadamente para alimentar os meus canais de YouTube.

De cima para baixo: Marcello Schevano, Rodrigo Hid, José Luiz Dinola e eu (Luiz Domingues), em fotos que nos mostram como estávamos na época do Sidharta, entre 1997 e 1999 

Bingo, daí em diante eu criei uma imagem bem simples a conter quatro fotos dos ex-membros da banda, bem da época retratada (entre 1997 e 1999) e assim, montei mais de sessenta vídeos a conter músicas em fase de ensaio do Sidharta nessa época (a maioria esmagadora de ensaios ocorridos em 1998).

Trabalhei inicialmente com as fitas 7 a 10, que teoricamente contém as melhores versões das canções, mediante o fato de que quase todas as músicas estavam em estado avançado de arranjos, ou seja, a visar obter assim, uma audição bem palatável para o público dos meus canais e interessado, certamente, na história dessa banda e que contém por conseguinte, relação umbilical com a Patrulha do Espaço em sua formação chronophágica, além de elo direto com o Pedra, pelo fato dessa banda ter regravado duas músicas do Sidharta.

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sábado, 12 de novembro de 2022

Autobiografia na Música - Sidharta - Capítulo 39 - Por Luiz Domingues

Dentro da construção da minha autobiografia nada me surpreende em termos de haver novidades a respeito de qualquer uma das minhas ex-bandas, ao ter em mente que eu tive várias desde 1976, quando eu iniciei a minha carreira. 

Reforça essa perspectiva o fato de que todas, em maior ou menor proporção entre uma e outra, são constantemente reverenciadas pelos seus respectivos fãs, principalmente através das redes sociais da internet, com publicações, homenagens, citações e muito material feito por eles mesmos, os admiradores de tais trabalhos, em termos de vídeos, painéis, artes gráficas e outras manifestações a lembrar e homenagear tais bandas.

E mais um ponto positivo, o fato de sempre haver execuções radiofônicas de músicas dessas bandas todas, programas especiais de TV ou internet e publicações em Blogs, sites e até revistas e jornais impressos (neste último caso, ao menos pelos poucos veículos a usar tal recurso tradicional que ainda existiam no panorama midiático de 2022).

Convites para entrevistas, comigo mesmo, Luiz Domingues, a repercutir tais carreiras de cada grupo citado em separado ou com colegas que também foram componentes de tais bandas, ocorriam (ocorrem) o tempo todo, portanto, sempre me senti muito gratificado e honrado com tais oportunidades para falar sobre as minhas bandas do passado, constantemente.

Mais um dado a ser realçado: a minha autobiografia veio a registrar novos capítulos recentes sobre bandas pelas quais eu atuei, pelo bom fato das muitas novidades geradas. Bandas como a Patrulha do Espaço, A Chave do Sol, Pedra e Pitbulls on Crack lançaram discos póstumos ou protagonizaram shows de reunião, além de outras novidades surpreendentes e bastante positivas, a enriquecer a minha autobiografia com mais histórias, material e dados para aumentar o meu balanço geral de carreira. 

E mesmo o Boca do Céu, a minha primeira banda na carreira, iniciou um processo de resgate das músicas perdidas que compusemos nos anos setenta, com a formação original reunida (bem grisalha, mas muito animada) e assim, uma nova história muito empolgante se iniciou e esteve em pleno curso neste ano de 2022, no momento em que eu escrevi este trecho.

Até o Terra no Asfalto, uma banda da qual eu não tinha mais nenhuma esperança de resgatar algum material sequer, me proporcionou a rara alegria de poder recuperar uma foto ao vivo em meio a um show que fizemos em março de 1981, que eu nem sabia que existia (por cortesia do baterista desse grupo, meu velho amigo, Cido Trindade), e foto essa que já se encontra devidamente alojada no grande arquivo de carreira do meu Blog 3, portanto, foi uma alegria muito grande para este arquivista por natureza.

Nesses termos, por que não esperar por uma surpresa agradável advinda de mais alguma banda da qual participei no passado? 

Pois foi eis que em julho de 2022, eu pude enfim dar um primeiro passo para usar efetivamente as dez fitas K7 que eu guardara desde os idos de 1997-1999, a conter muitos ensaios do Sidharta. Resgatar e digitalizar não foi uma novidade de 2022, no entanto, haja vista que tal etapa fora cumprida justamente quando o guitarrista da minha banda daquela atualidade, Os Kurandeiros, na persona de Kim Kehl, digitalizara tal extenso material no início de 2020.

Estava, portanto, planejado desde então que tal material devidamente decupado serviria para compor um ou dois discos com caráter "bootleg" do Sidharta. 

Como é sabido e detalhadamente exposto nos capítulos mais recentes sobre A Chave do Sol, a primeira ação concreta nesse sentido foi executado com essa banda em específico, ao me proporcionar, com a ajuda do Kim Kehl, o lançamento de seis discos desse grupo com o qual eu atuei nos anos 1980, mediante material oriundo das fitas K7 que eu armazenara por anos a fio.

Nessa planificação, a próxima etapa seria (ainda é, a falar sobre 2022), lançar material do Pitbulls on Crack (um ou dois discos), e a seguir, eu colocara o Sidharta nessa fila para contar também com os seus discos "bootlegs" lançados no mercado. 

No entanto, foi mesmo em julho de 2022, que eu me antecipei e sem deixar de almejar o lançamento de discos para um ponto futuro então ainda indeterminado, pude elaborar uma outra ação paralela para disponibilizar tais tesouros escondidos através de uma outra plataforma. 

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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Autobiografia na Música - Boca do Céu - Capítulo 81 - Por Luiz Domingues

Eu, Luiz Domingues, no comando da "selfie", com Osvaldo Vicino e Wilton Rentero ao seu lado, a ajustar o seu amplificador. Ensaio do Boca do Céu no "Nosso Estúdio" de São Paulo em 10 de julho de 2022. Click (selfie) e acervo: Luiz Domingues

Enquanto aguardávamos a oportunidade para se concretizar o ensaio com o quarteto original, resolvemos marcar mais um ensaio perpetrado pelo trio das cordas da banda para avançarmos em outras frentes paralelas, alheias à questão das músicas cujas respectivas harmonias haviam sido colocadas sob dúvida pelo Laert.

Wilton Rentero e Osvaldo Vicino em trabalho. Ensaio do Boca do Céu no "Nosso Estúdio" de São Paulo em 10 de julho de 2022. Click e acervo: Luiz Domingues

Dessa forma, nos encontramos para um ensaio no dia 10 de julho de 2022, no ambiente do "Nosso Estúdio", aquele complexo com inúmeras salas de ensaio, localizado no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. 

Desta feita, trabalhamos com uma boa ideia de introdução instrumental para a música "Tango x Tanga", aventada pelo Wilton e que foi bem recebida por todos nós. A buscar as tradições do tango argentino tradicional, ele criou uma melodia a ser executada pela guitarra e que coloriu bastante a canção. De improviso, o Osvaldo esboçou uma segunda "voz" a deixar em aberto a possibilidade de haver um dueto.

E para o mesmo tema, investimos na transição do tango para o Rock, com um sabor mais Blues-Rock, que ficou bem sessentista na sua essência e dessa forma a lembrar o estilo do The Kinks, implicitamente e claro que eu apreciei a inspiração e sobretudo a referência.

Na mesma configuração da foto anterior. Ensaio do Boca do Céu no "Nosso Estúdio" de São Paulo em 10 de julho de 2022. Click e acervo: Luiz Domingues

E para fechar o ensaio, eu sugeri aos companheiros uma parte a ser agregada na introdução da canção "Serena", com uma influência Prog-Rock e assim que a tocamos, ficou agradável sob uma primeira instância, portanto, ao ser aceita a ideia, ficou para os ensaios posteriores o melhor encaixe dessa proposta. 

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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 174 - Por Luiz Domingues

Em julho, a expectativa pela chegada da versão "digipack" do CD Cidade Fantasma, tomou conta de todos nós da banda. Mais que uma embalagem mais requintada, o advento das faixas bônus, se tornou um luxo para os colecionadores, não resta dúvida alguma.

E para gerar uma expectativa prévia sobre tal lançamento, o nosso guitarrista, Kim Kehl, foi convidado a participar de uma "live" em um programa de uma boa Webradio, justamente para falar sobre tal lançamento e melhor ainda, o CD, incluso as faixas bônus, foi executado na sua íntegra.

https://drive.google.com/file/d/1rgG4iCZUYlRfEesF1lpVCfECT8-ETQW_/view?fbclid=IwAR3wrGiIgbm-itqralLsMlUc5P1G9rIX-IBlhrhkbvtrxuM_o9sLUkvROW0

Eis acima o link para escutar o podcasting permanente do programa "Made in Brasil", atração da Webradio RST, sob o comando de Marcelo Moura e produção de Rubens Silvio. 

Mediante uma ótima conversa e participação de ouvintes pelo "chat", o recado foi dado com muita precisão, simpatia e bom humor pelo Kim Kehl e além do mais, as canções soaram muito bem.

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domingo, 6 de novembro de 2022

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 173 - Por Luiz Domingues

Kim Kehl & Os Kurandeiros em ação na Fábrica de Cultura Parque Belém em 22 de maio de 2022. Click, acervo e cortesia: Renata Pereira

A boa novidade para junho foi que uma produção fonográfica se colocou no "forno" em processo de produção acelerada para ganhar o mundo. Por dar vazão à projeção mercadológica da parte do Kim Kehl, o CD "Cidade Fantasma" ganhou uma segunda edição revista e aumentada a conter uma embalagem no padrão "digipack" e diversas faixas bônus agregadas. 

A ideia foi apresentar um diferencial nessa segunda tiragem e para tal, foram acrescidas as músicas do EP "Seja Feliz!" de 2017, além do single da canção "Andando na Praia" de 2018 e neste último caso, mesmo ao se levar em consideração o fato de que esse single também fora anexado ao CD "Sonhos & Rosquinhas Suíte" de 2020, a sua inclusão foi confirmada para essa segunda edição do CD "Cidade Fantasma", versão 2022

O "boneco" do fotolito a mostrar a nova concepção de capa para a reedição do CD "Cidade Fantasma" em 2022. 

Enquanto esperávamos a nova edição do álbum "Cidade Fantasma" ficar pronta na fábrica, tivemos mais uma execução radiofônica, desta feita através do programa "Rock'n' Roll Brasil" da Webradio MKK, em 14 de junho de 2022, apresentado pelo ótimo jornalista, Tony Monteiro.

E como ponto baixo desse mês de junho de 2022, a participação da nossa banda como apoio ao show de Edy Star na unidade do Sesc Belenzinho de São Paulo foi adiada sem data definida nesse instante, por conta do próprio astro "Kavernista" ter contraído a Covid, lamentavelmente. Ficamos todos chateados e preocupados com  saúde dele e por se considerar a sua idade avançada, porém, a boa nova foi que ele se recuperou logo a seguir, vacinado que estava. 


Para fechar o mês de junho, a música "Cidade Fantasma" foi executada no programa "Planeta Música" da rádio Nova Cultura FM 93.1 de Botucatu-SP, no dia 29.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Autobiografia na Música - Boca do Céu - Capítulo 80 - Por Luiz Domingues

Ficamos então na expectativa de reunir o quarteto original para promovermos uma série de ensaios de ajustes, principalmente no campo harmônico, para sedimentar as músicas da fase B do projeto. Mas enquanto a agenda dos quatro componentes não achara uma brecha de comum conveniência, marcamos enfim mais um ensaio para o trio de cordas avançar com outras músicas e assim ocorreu no estúdio Mecanix da Vila Sonia, zona sudoeste de São Paulo.

Ali nos encontramos e avançamos com a música "Desprogramação", uma lembrança incrível que o Laert teve, ao nos mostrar de memória, praticamente a melodia das suas partes inteiras e a letra em quase 90%, pelo menos. 

Mediante a boa harmonização que o Wilton proveu-nos mediante o áudio que Laert nos enviara a cantarolar, fomos em frente e construímos uma base muito interessante. O estilo ficou exatamente o que pensáramos, ou seja, aquela linha de Folk-Rock muito sessentista, inspirada no "Lovin' Spoonful" como eu deduzira, por percepção afetiva.

Tal ensaio ocorreu no dia 12 de junho de 2022, e dali em diante, ficou mais uma vez pré-combinado a realização de ensaios com o quarteto reunido para se dedicar à questão harmônica, principalmente da música: "Instante de Ser"

Abaixo, eis o esboço da letra de "Desprogramação", a faltar apenas dois versos que o Laert não conseguiu se recordar inteiramente e que certamente haveríamos de preencher nesta versão de 2022 que construíamos nesta específica ocasião. 

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quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Autobiografia na Música - Boca do Céu - Capítulo 79 - Por Luiz Domingues

No pós-ensaio do Boca do Céu de 29 de maio de 2022, a tomar café na padaria próxima do estúdio Lumen. Da esquerda para a direita: eu (Luiz Domingues, o mascarado), Wilton Rentero e Osvaldo Vicino. Click (selfie), acervo e cortesia: Osvaldo Vicino

Tivemos uma novidade maravilhosa quando o Laert anunciou que se lembrara de mais duas músicas do nosso velho repertório. Uma delas, inclusive, com a letra inteira, algo incrível. E assim, mediante o apoio de um áudio a cantarolá-las e ao nos enviar a letra impressa das mesmas, comemoramos muito a inclusão de mais duas músicas devidamente resgatadas para o nosso projeto, direto da década de setenta: "Tango x Tanga" e "Desprogramação". 

No caso de "Tango x Tanga" se tratou de uma sátira sensacional de costumes que o Laert compusera naquela época remota, bem no estilo do "Joelho de Porco", uma referência para ele fortíssima e também para todos nós demais componentes do Boca do Céu. 

A letra de "Tango x Tanga", que o Laert conseguiu recordar, na sua íntegra! Maio de 2022

Com uma parte "A" inteiramente calcada no tango argentino clássico e a conter uma ruptura brusca para uma parte "B" baseada no Rock, em linhas gerais repetia a fórmula de "Revirada", portanto, ficou em aberta a necessidade de se criar diferenciais nos respectivos arranjos de ambas, naturalmente.

Sobre a letra de "Tango x Tanga", em sua parte "tango" a ideia foi caracterizar um discurso moralista proferido por uma pessoa fortemente arraigada por valores conservadores e o contraste com o Rock, servira certamente para realçar o conflito entre gerações em uma primeira instância, uma pauta bastante recorrente nos anos setenta, porém, ao ler a letra com atenção, é óbvio que a conotação mais profunda sobre a postura conservadora tem outro contorno.

E assim, foi marcado mais um ensaio para o dia 29 de maio de 2022, no estúdio Lumen da Vila Mariana, novamente no formato do trio de cordas. Nesse ensaio, trabalhamos então com "Tango x Tanga" mediante o áudio do Laert e conseguimos harmonizar a parte do tango. Também surgiu nesse ensaio uma ideia inicial para diferenciar a parte do Rock e assim buscarmos sair do formato Rock'n' Roll tradicional com o viés cinquentista e buscarmos um riff mais setentista em termos de Blues-Rock.

Wilton Rentero e Osvaldo Vicino em um momento do trabalho. Ensaio do Boca do Céu em 29 de maio de 2022 no estúdio Lumen de São Paulo. Click e acervo: Luiz Domingues

E no mesmo ensaio, trabalhamos também com uma ideia do Wilton para harmonizar a ótima canção, "Instante de Ser", mediante o mesmo processo em termos de apoio, ou seja, ao fazermos uso do áudio com o Laert a cantarolar a melodia e igualmente com o devido apoio da letra impressa por ele fornecida.

Letra de "Instante de Ser", providenciada pelo Laert. maio de 2022

Avançamos então nesses termos e na semana subsequente ao ensaio, o Laert fez várias observações pertinentes sobre o que havíamos trabalhado.

Eu (Luiz Domingues) a iniciar o processo de recolher o material, no momento de fim de ensaio do Boca do Céu em 29 de maio de 2022. Click, acervo e cortesia: Wilton Rentero

E outra música que o Laert nos enviou o áudio a cantarolar, foi "Desprogramação". Nem ele mesmo acreditou que conseguira se recordar de um bom pedaço da melodia e letra e pelo que nos enviou, foi praticamente a música inteira a caracterizar mais do que um parco fragmento, portanto, ficamos muito contentes com esse resgate sensacional de uma composição da parte dele e que tocávamos nos nossos ensaios durante os anos setenta, cuja memória havia sido perdida por todos, até para o Laert que a compusera. Que vitória para o resgate, portanto!

Osvaldo Vicino em ação. Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo em 29 de maio de 2022. Click e acervo: Luiz Domingues 

Uma boa ideia surgiu no sentido de organizarmos uma série de ensaios com o quarteto completo reunido e assim a contar com a valiosa participação in loco do Laert para nos auxiliar nessa fase B do nosso resgate. Ficamos então de organizar tal hipótese muito produtiva para acelerar o processo.

Wilton Rentero a sinalizar como nos velhos tempos em que a nossa banda foi forjada nos anos setenta, nada mais simbólico e alvissareiro! Ensaio do Boca do Céu no estúdio Lumen de São Paulo em 29 de maio de 2022. Click e acervo: Luiz Domingues

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