Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
sábado, 17 de novembro de 2012
Pedra no Sesc Consolação - 19 de novembro de 2012 - 20:00 h.
Pedra
Dia 19 de novembro - Segunda-feira - 20:00 hs.
Sesc Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245 - Proximo à estação República do Metrô
São Paulo - SP
Participação especial do artista plástico, Diogo Oliveira
Pedra :
Rodrigo Hid - Voz, guitarra, violão e teclados
Xando Zupo - Guitarra e voz
Ivan Scartezini - Bateria e voz
Luiz Domingues - Baixo e voz
domingo, 11 de novembro de 2012
Meditação, Comunhão: Um Convite do Ser, para Ser - Por Telma Jábali Barretto
Longe de ser um exercício reflexivo,
meditar é um aquietar, silenciar e,
acalmando, observamos o pensar, passo a passo,
de tudo que em nós fala:
o corpo, a mente, sensações e emoções,
lembranças e expectativas...
Vamos, assim, respeitando o corpo,
para que esteja alerta, mas, também, confortável e,
além disso, conhecendo a mente,
inquieta, ruidosa e curiosa,
respeitando, igualmente, sua natureza, priorizando cada ‘aqui e agora’ que pretendemos explorar... e... nesse ‘aqui e agora’ de meditar, escolhemos o silenciar, para o tal encontro revelador.
Nesse estado de presença, completa atenção,
inteireza absoluta,
pleno olhar naquilo que quero silenciar,
para o que, livremente, quero reverenciar,
faço, assim, meu exercício de comunhão.
Comungo com o Ser fora ou dentro mim, ou talvez, me satisfaça mais,
pura e simplesmente, comungar com a beleza da Vida,
em sua pujança ou singularidade.
Há que se gostar da própria companhia:
ser seu melhor amigo/inimigo, promotor/defensor,
confiando no Supremo Juiz que é a própria Força da Vida em si mesma.
Respeitar suas falas, discussões e até gritos,
sem desistir, incondicionalmente, de encontrar
seu silêncio, sua paz e plenitude em cada respirar,
em cada amanhecer, ao longo da existência,
participando e ‘ob observando’,
num trabalho de parto/morte de conhecer, entender e descartar a dor,
para permitir o deleite do prazer de vir a ser, de querer Ser,
indo ao encontro de Si mesmo.
Viver, então, no espaço/tempo, sem perder a conexão,
acessada, com o infinito e eterno do processo da Vida Maior.
Há que se eleger essa comunhão e encontro, escolhendo e deletando,
para que essa almejada quietude frutuosa, propicie o pulsar
na respiração do próprio processo, num fluxo de poder Ser,
saboreando e casando a cada sagrado momento, entregue, por opção,
livre para experimentar, no possível e desejado encontro,
o direito simples e natural de irrevogavelmente SER.
Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira Civil, também é uma experiente astróloga, consultora para harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Nesta matéria, fala de maneira muito contundente sobre a necessidade de um mergulho interior, só possível em sua plenitude, através da meditação.
sábado, 10 de novembro de 2012
Faces - Por Julio Revoredo
No alto-mar neoconcreto
Ferida aberta, distração, casulo
Seclusão, solidão, faces.
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Poemas de Julio Revoredo.,
Poeta Julio Revoredo
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Almoço Galego - Por Marcelino Rodriguez
Há quase vinte anos não via minha tia galega.
Decidi revê-la depois de um evento oficial
importante da vida.
Fui acompanhando de uma mulher...
Quase vinte anos...
Ali passei dias da infância, entre pés de jambo,
coelhos, pintos, o grande cão negro e
o cheiro próspero e próprio da Espanha,
com sua "ignorância e sua intolerância",
como diz o Almodovar em "o matador" sobre
os espanhóis.
Lembro-me que tudo que minha
tia dizia ou berrava era quase uma
"ordem religiosa".
Minha tia praticamente já me esperava na varanda,
com o eterno ar imponente. Mal viu-me e começou a
falar mal de meu pai,
que era um camponês mal-educado,
enquanto ela foi uma moça educada na cidade.
Eu, minha prima e a mulher escutávamos em silêncio.
Discorreu assim por quase meia hora, dizendo também
que meu outro tio galego ganha duas aposentadorias
na Espanha, se aproveitando do governo.
Eu ouvia atento e sem interromper.
Aquelas palavras
eram sinceras.
Os impropérios
das tias espanholas são sagrados!
Terminando de falar
dos irmãos, perguntou-me, como quem havia me contado uma
história infantil:
_ VC gosta de peixe?
_ Gosto sim, Tia.
- Então vamos comer peixe.
A empregada providenciou o peixe,
que em tudo parecia
ter a medida da minha tia.
O peixe simples repartido praticamente em fartas partes iguais,
a mesa posta para quatro, o singelo refrigerante,
a janela aberta para o vasto quintal e
eu reencontrando
quase vinte anos depois, minha vida galega.
Foi o melhor peixe que comi na vida.
Os ossos do meu pai estão devidamente guardados no jazigo da família.
Talvez passe outros vinte anos sem ver minha tia
ou sequer a veja mais, já que ela já conta seus setenta anos,
mas o que importa não é o tempo,
mas a qualidade do
encontro.
Minha tia é uma autêntica tia espanhola,
com tudo que vem implícito nisso. Estranho amor,
o nosso...
30.08.2005
Crônica publicada em "Anjo Da Tarde" (Direitos Reservados)
Marcelino Rodriguez é colunista esporádico do Blog Luiz Domingues 2. Escritor consagrado por uma vasta obra literária, aqui nos apresenta uma crônica de seu livro "Anjo da Tarde", trazendo-nos suas reminiscências mais vívidas sobre suas raízes espanholas.
Decidi revê-la depois de um evento oficial
importante da vida.
Fui acompanhando de uma mulher...
Quase vinte anos...
Ali passei dias da infância, entre pés de jambo,
coelhos, pintos, o grande cão negro e
o cheiro próspero e próprio da Espanha,
com sua "ignorância e sua intolerância",
como diz o Almodovar em "o matador" sobre
os espanhóis.
Lembro-me que tudo que minha
tia dizia ou berrava era quase uma
"ordem religiosa".
Minha tia praticamente já me esperava na varanda,
com o eterno ar imponente. Mal viu-me e começou a
falar mal de meu pai,
que era um camponês mal-educado,
enquanto ela foi uma moça educada na cidade.
Eu, minha prima e a mulher escutávamos em silêncio.
Discorreu assim por quase meia hora, dizendo também
que meu outro tio galego ganha duas aposentadorias
na Espanha, se aproveitando do governo.
Eu ouvia atento e sem interromper.
Aquelas palavras
eram sinceras.
Os impropérios
das tias espanholas são sagrados!
Terminando de falar
dos irmãos, perguntou-me, como quem havia me contado uma
história infantil:
_ VC gosta de peixe?
_ Gosto sim, Tia.
- Então vamos comer peixe.
A empregada providenciou o peixe,
que em tudo parecia
ter a medida da minha tia.
O peixe simples repartido praticamente em fartas partes iguais,
a mesa posta para quatro, o singelo refrigerante,
a janela aberta para o vasto quintal e
eu reencontrando
quase vinte anos depois, minha vida galega.
Foi o melhor peixe que comi na vida.
Os ossos do meu pai estão devidamente guardados no jazigo da família.
Talvez passe outros vinte anos sem ver minha tia
ou sequer a veja mais, já que ela já conta seus setenta anos,
mas o que importa não é o tempo,
mas a qualidade do
encontro.
Minha tia é uma autêntica tia espanhola,
com tudo que vem implícito nisso. Estranho amor,
o nosso...
30.08.2005
Crônica publicada em "Anjo Da Tarde" (Direitos Reservados)
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Autobiografia na Música - Terra no Asfalto - Capítulo 4 - Por Luiz Domingues
Lógico que valeu a pena ter feito essa apresentação na sede da empresa : Diâmetro Engenharia. De uma forma despretensiosa, ganhei um belo cachet, e essa foi a minha motivação maior nesse trabalho que não visava fazer música autoral. E a química foi forte.
O time de músicos era ótimo. Eu já achava o trio que acompanhava o Tato Fischer, muito bom, mas agora com a soma de dois guitarristas e um vocalista (o Paulo Eugênio também tocava percussão e muitas vezes, sua atuação ajudou-nos muito no balanço da banda, seja a tocar bongô; pandeiro ou cowbell), fora os backings vocals afinados, tornava a banda muito forte e apta para brigar no mercado disputado do "mundo cover", que já era acirrado naquela época.
O Paulo Eugênio tinha contatos na noite e logo fechou uma data em um bar no bairro do Bexiga, chamado, "Opção". Assim, foi marcada uma primeira apresentação, logo para o dia 13 de janeiro de 1980. Mas essa apresentação seria sui generis !
Isso porque o lógico seria contar com o mesmo time da festa dos engenheiros, mas após três ou quatro ensaios realizados ali mesmo no Bar Opção, que era de propriedade de um amigo do Wilson, mudanças radicais aconteceram.
A primeira, foi que Paulo Eugênio fez contato com um músico que conhecera anos antes e com o qual, tivera uma banda na noite, chamado Fernando "Mu". Ele era uma lenda entre os músicos da noite paulistana, pois detinha um nível técnico elevadíssimo e sabia tudo de harmonia, campo harmônico, divisão rítmica etc.
Apesar de tocar divinamente, era lenda contudo, só no metiér da noite, pois nunca havia engatilhado um trabalho autoral significativo, embora tivesse esse sonho acalentado. O próprio Sérgio Henriques disse-me, que se o "Mu" entrasse nessa banda, nós deixaríamos de ser uma grupo de bar, para tornarmo-nos uma banda de verdade. A ideia do Paulo Eugênio foi deixar o Wilson na banda, pois seus backings vocals eram muito bons, e eventualmente tocaria violão, a deixar as guitarras para Mu e Gereba, os dois "demônios".
Mas aí ficaria de fato, um desconforto. Um impasse a ser resolvido logo nos primeiros momentos da banda. Então, alheio a esse impasse, algo muito inesperado aconteceu no dia em que ensaiávamos com o Mu, pela primeira vez. Fiquei bastante constrangido nesse dia...
Continua...
O time de músicos era ótimo. Eu já achava o trio que acompanhava o Tato Fischer, muito bom, mas agora com a soma de dois guitarristas e um vocalista (o Paulo Eugênio também tocava percussão e muitas vezes, sua atuação ajudou-nos muito no balanço da banda, seja a tocar bongô; pandeiro ou cowbell), fora os backings vocals afinados, tornava a banda muito forte e apta para brigar no mercado disputado do "mundo cover", que já era acirrado naquela época.
O Paulo Eugênio tinha contatos na noite e logo fechou uma data em um bar no bairro do Bexiga, chamado, "Opção". Assim, foi marcada uma primeira apresentação, logo para o dia 13 de janeiro de 1980. Mas essa apresentação seria sui generis !
Apesar de tocar divinamente, era lenda contudo, só no metiér da noite, pois nunca havia engatilhado um trabalho autoral significativo, embora tivesse esse sonho acalentado. O próprio Sérgio Henriques disse-me, que se o "Mu" entrasse nessa banda, nós deixaríamos de ser uma grupo de bar, para tornarmo-nos uma banda de verdade. A ideia do Paulo Eugênio foi deixar o Wilson na banda, pois seus backings vocals eram muito bons, e eventualmente tocaria violão, a deixar as guitarras para Mu e Gereba, os dois "demônios".
Mas aí ficaria de fato, um desconforto. Um impasse a ser resolvido logo nos primeiros momentos da banda. Então, alheio a esse impasse, algo muito inesperado aconteceu no dia em que ensaiávamos com o Mu, pela primeira vez. Fiquei bastante constrangido nesse dia...
Continua...
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Wilson Canalonga.
domingo, 4 de novembro de 2012
Autobiografia na Música - Língua de Trapo - Capítulo 8 - Por Luiz Domingues
Então, sem dinheiro e sem parentes
importantes, como dizia o Belchior, criamos uma embalagem inusitada para
acompanhar a fita K7 : um saco de papel de supermercado, todo amassado e com um
carimbo barato, onde colocávamos o nome da banda e da demo : "Língua de
Trapo - Sutil Como um Cassetete". A manufatura desse material foi lenta. A
reprodução das fitas ocorreu de forma caseira, feita na residência do Carlos Melo, que possuía um duplo
deck; e a confecção das capas, xerocada e com o acréscimo de uma gravata
feita com retalho, em forma de língua. Literalmente uma língua de trapo...
Programa do show "Solitário", do cantor, Pituco Freitas, realizado no Teatro Gazeta, em 8 de novembro de 1980
Nesse ínterim, a encerrar-se aquela série de shows solos, desta vez foi o vocalista, Pituco Freitas, que resolvera apresentar-se. A banda que acompanhou-o foi mais elétrica, comigo no baixo; seu irmão Pitico Freitas na guitarra (ele tinha uma bela Gibson Les Paul, preta); Celso Mojola no piano; e um baterista chamado : Edson "Kiko". O show foi batizado como "Solitário", e foi realizado no Teatro Gazeta, em 8 de novembro de 1980, com um surpreendente público formado por cem pessoas, aproximadamente.
Nesse ínterim, a encerrar-se aquela série de shows solos, desta vez foi o vocalista, Pituco Freitas, que resolvera apresentar-se. A banda que acompanhou-o foi mais elétrica, comigo no baixo; seu irmão Pitico Freitas na guitarra (ele tinha uma bela Gibson Les Paul, preta); Celso Mojola no piano; e um baterista chamado : Edson "Kiko". O show foi batizado como "Solitário", e foi realizado no Teatro Gazeta, em 8 de novembro de 1980, com um surpreendente público formado por cem pessoas, aproximadamente.
Íamos ser submetidos a um júri, e para tal, defendemos a música "Tragédia Gramatical". Ao final, vencemos o outro concorrente por três a dois e o voto de Minerva foi da cantora, Elizabeth "Tibet". Seu comentário foi hilário : -"vou votar no Língua de Trapo, porque a letra deles é incrível, embora não diga absolutamente nada"...
Caímos na risada, imediatamente, mas acho que ela não percebeu a bobagem que havia dito. Nos anos noventa, eu já como amigo dela, contei-lhe essa história pitoresca, e ela mostrou-se surpreendida, por não lembrar-se de nada...
Continua...
Autobiografia na Música - Trabalhos Avulsos - Capítulo 13 (Cínthia) - Por Luiz Domingues
O meu próximo trabalho avulso foi hilário ! O baterista Luiz "Bola" que estava a ingressar na minha banda cover da época (Terra no Asfalto), fazia vários trabalhos paralelos no "mundo brega" para sustentar-se, pois o trabalho com a banda autoral que mantinha com o guitarrista Fernando "Mu" e o baixista Roatã Duprat, não rendia nada financeiramente, e agora com o Mu a estar contratado para tocar na peça teatral Calabar, praticamente decretara a sua extinção.
Então, em uma oportunidade surgida em abril de 1980, convidou-me e ao Gereba, para acompanharmos uma cantora popular chamada, Cínthia, para um show a ser realizado em um salão suburbano na cidade de Carapicuíba, na grande São Paulo.
Com a decadência do Terra no Asfalto, após a saída de Mu e Cido Trindade, e o pré-Língua de Trapo ainda em fase amadorística (leiam os capítulos sobre o Língua de Trapo com os relatos dessa fase), não pensei duas vezes em aceitar o convite, mesmo por que, o cachet oferecido fora bom (mil cruzeiros na época, o que eu sinceramente não saberia mensurar na condição monetária de 2012, quando escrevi este trecho). Então, o combinado foi encontrarmo-nos na residência dela ao meio-dia, tirarmos as músicas e por volta das 18:00 horas, uma Kombi alugada pelo seu empresário levar-nos-ia ao local do show. A Cínthia era uma cantora surgida algum tempo após o término da Jovem Guarda, e que mas avançara na carreira, a gravar e aparecer bem na mídia popular, em programas de TV, tais como : Bolinha; Silvio Santos; Raul Gil etc. Seu maior sucesso radiofônico, deu-se com a canção : "De Mulher para Mulher". Ela era casada com o Dino, da dupla Deno & Dino, esse sim, mais famoso e egresso da Jovem Guarda.
Chegamos ao apartamento do casal no horário combinado. Eu, Luiz Bola e Gereba. O Gereba usou um violão do Dino, e nós anotamos as harmonias das músicas. Foram oito ou dez canções. Cerca de cinco do repertório dela, e as demais,"covers". Lembro-me de "Casinha Branca" e uma das Frenéticas ("Perigosa"). O Dino e a Cínthia foram muito simpáticos como anfitriões. Tiramos as músicas, sob precariedade, pois no mundo dessa área popular, as coisas pareciam acontecer assim mesmo, visto que o casal mostrou reação de normalidade diante de um procedimento que para nós pareceu-nos algo desleixado...
Continua...
Com a decadência do Terra no Asfalto, após a saída de Mu e Cido Trindade, e o pré-Língua de Trapo ainda em fase amadorística (leiam os capítulos sobre o Língua de Trapo com os relatos dessa fase), não pensei duas vezes em aceitar o convite, mesmo por que, o cachet oferecido fora bom (mil cruzeiros na época, o que eu sinceramente não saberia mensurar na condição monetária de 2012, quando escrevi este trecho). Então, o combinado foi encontrarmo-nos na residência dela ao meio-dia, tirarmos as músicas e por volta das 18:00 horas, uma Kombi alugada pelo seu empresário levar-nos-ia ao local do show. A Cínthia era uma cantora surgida algum tempo após o término da Jovem Guarda, e que mas avançara na carreira, a gravar e aparecer bem na mídia popular, em programas de TV, tais como : Bolinha; Silvio Santos; Raul Gil etc. Seu maior sucesso radiofônico, deu-se com a canção : "De Mulher para Mulher". Ela era casada com o Dino, da dupla Deno & Dino, esse sim, mais famoso e egresso da Jovem Guarda.
Chegamos ao apartamento do casal no horário combinado. Eu, Luiz Bola e Gereba. O Gereba usou um violão do Dino, e nós anotamos as harmonias das músicas. Foram oito ou dez canções. Cerca de cinco do repertório dela, e as demais,"covers". Lembro-me de "Casinha Branca" e uma das Frenéticas ("Perigosa"). O Dino e a Cínthia foram muito simpáticos como anfitriões. Tiramos as músicas, sob precariedade, pois no mundo dessa área popular, as coisas pareciam acontecer assim mesmo, visto que o casal mostrou reação de normalidade diante de um procedimento que para nós pareceu-nos algo desleixado...
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