segunda-feira, 8 de junho de 2015

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 86 - Por Luiz Domingues

Dessa forma, é claro que aceitamos. Primeiro que o pessoal do "Velhas Virgens" era gente boa, principalmente na figura extrovertida de seu vocalista, Paulão. Segundo, por tratar-se de um artista de nossa gravadora, portanto, era simpático estar participando de um lançamento do nosso próprio elenco.

Terceiro, por ser obviamente uma oportunidade de mais uma apresentação numa casa de shows de grande nível, e claro que isso seria muito bacana. Mesmo sendo um show de abertura, certamente com curta duração (no padrão de "show de choque"), era uma boa oportunidade de voltar a tocar num grande palco, com P.A. e Luz de alto nível, e com a possibilidade de fotografar a banda em um palco grande, muito bem equipado e iluminado.
O convívio nos bastidores foi bastante amistoso, e no soundcheck fomos bem tratados pela equipe técnica. A camaradagem com o pessoal das "Velhas Virgens", foi ótima, também.
Ao contrário do que experimentáramos dois anos antes ali nessa mesma casa, o clima era ameno, sem tensões. E claro, com tantos camarins disponíveis, ocupamos um deles só para nós, curiosamente o mesmo que ocupáramos em 1994, e desta feita, sozinhos.
E num passeio que fiz pelo enorme labirinto dos bastidores, achei uma saleta onde havia duas enormes placas com o nome de todos os artistas que ali apresentaram-se desde o início das atividades da casa. Fiquei orgulhoso por ver o nome do Pitbulls on Crack, ali mencionado, junto a monstros do Rock internacional; grandes astros da MPB; Blues; Soul; Jazz etc. Fiquei muito contente por ver o nosso nome em meio à nomes históricos como : "Deep Purple"; "Black Sabbath"; "Uriah Heep"; "Peter Frampton"; "Santana"; "Nazareth"; "Emerson, Lake and Palmer", "Yes", "Jethro Tull"; "James Brown'...
Nosso show foi tranquilo, sem problemas técnicos e com uma performance descontraída, ao contrário daquele show de 1994, quando ficamos no fogo cruzado de um público hostil e de motivações opostas entre si (um terço era entusiasta do Heavy-Metal melódico do Angra; outra fatia, gostava do Hard-Rock virtuose do Dr. Sin, e a parcela restante, admirava o som pobre e apelativo daquela última atração da noite em questão.
Desta vez, era o dia 30 de outubro de 1996, e cerca de 500 pessoas compareceram ao show. 
Era um público pequeno em se considerando a grandeza da casa, porém, bastante gente se levarmos em conta que tratava-se de uma quarta-feira, e o "Velhas Virgens", apesar de estar na estrada há tempos já naquela época, era na verdade uma banda que estava acostumada a tocar no circuito de bares e pubs, e mesmo lotando tais casas costumeiramente, daí a levar um grande público numa casa como o Olympia, havia uma grande diferença.
Mas, computamos que foi tudo legal e agradecemos a oportunidade dada pelo Paulão dos "Velhas Virgens" e da parte da cúpula da gravadora Primal / Velas. O próximo passo, seria o show de lançamento do CD "Lift Off"...
Todas as fotos de camarim, e ao vivo desse show no Olympia, são clicks de Marcelo Rossi

Continua

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