quarta-feira, 10 de junho de 2015

Autobiografia na Música - Sidharta - Capítulo 33 - Por Luiz Domingues


E nessa lista de nomes, pensamos no Tibério Correa. 

Ele era um músico egresso dos anos 60; viveu intensamente os 70, e tinha toda essa bagagem cultural Rocker que queríamos. 

Contudo, pesava contra, o fato dele estar desde os anos 80, envolvido com o Heavy-Metal. Portanto, apesar de ter nas suas raízes tudo o que esperaríamos de um possível novo membro, estava por demais envolvido numa egrégora que rejeitávamos.

Outro nome pensado, foi o de Alex Soares. Eu não o conhecia pessoalmente e só sabia que ele fora um aluno do baterista Paulo Thomaz e que no meio dos anos 90, tocou no Big Balls de Xando Zuppo e Paulo de Tarso.

Alex Soares está longe de seus companheiros, na foto que ilustrou a capa do LP do Big Balls em 1996


Sabíamos que era um baterista de boa técnica, mas o Paulo Thomaz nos advertiu que a cabeça dele pendia mais por sons modernos, dos anos 80 e 90.

Ironicamente, seis anos depois eu iria tocar com ele no início do Pedra, onde gravamos juntos o primeiro CD da banda.

Então surgiu o nome de Rolando Castello Júnior. 


Tecnicamente não havia nenhuma dúvida, pois ele é um dos maiores bateristas da história do Rock brasileiro, sem questionamentos. 

Também uma testemunha ocular dos anos setenta, nem precisava dizer que sua cultura Rocker era tudo o que desejávamos como perfil de um novo componente.
 

A grande questão era : ele toparia entrar num projeto "zero km", com dois garotos imberbes envolvidos e sem produtor; empresário, ou gravadora dando suporte, e ainda por cima, sem dinheiro ?

E outras questões : aonde estava a Patrulha naquele instante ?


Estava em atividade ? Estaria em outros projetos ? A última vez que eu o vi, estava de passagem por São Paulo, pois morava em Curitiba.

Eu o encontrei na loja de CD's e instrumentos/equipamentos do baixista Sergio Takara, em 1995, pela última vez.

Descartamos a hipótese do Tibério Correa, por sentirmos que ideologicamente ele estava noutra vibração. Pensamos mais no Alex Soares, apesar de ser uma completa incógnita, e o Júnior era tratado entre nós como o nome ideal, porém muito inviável pelas circunstâncias.

Seguimos assim por uns dias, até que surgiu uma luz...


Continua...

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