domingo, 7 de junho de 2015

Autobiografia na Música - Sala de Aulas - Capítulo 61 - Por Luiz Domingues

O futebol sempre animou a minha sala de aulas, sem dúvida...

Aproximando-se o final de ano, além do campeonato de futebol indoor, que produziu muita euforia na minha sala de aulas, as atenções voltavam-se às crescentes apresentações de bandas de alunos, onde uns apoiavam os outros, e isso era muito legal, sem dúvida alguma.

E nesse processo, eu ficava muito contente, porque além do conceito de ajuda mútua, que eu achava positivo, havia a natural expansão que o élan de ver uma banda ao vivo, causava.

Quem ainda não tinha uma banda, ficava doido para ter uma, e isso estimulava-os a estudar mais, melhorando seu desempenho no instrumento. 

Cali Keller descendo de seu carro, e Alexandre "Leco" com seu cão, na porta de minha residência. Foto de 1996

Outro aspecto muito bacana que eu valorizava, era o de haver essa mobilização toda, e que inevitavelmente, trazia elementos agregados. 

Muitos amigos dos amigos; namoradas e primos dos alunos, acabaram se envolvendo, engrossando assim, o meu crescente "exército Neo-Hippie". Num futuro não muito distante, essa tropa, ajudaria-me em diversas ocasiões e circunstâncias.


No final de 1994, um novo aluno entrou, motivado ao extremo, chamado Ricardo Schevano. 
Marcelo Bueno; Ricardo Schevano, e Marcello Schevano, posicionados da esquerda para a direita, em foto de 1996, na minha sala de aulas


Entre muitos que tinham essa característica, Ricardo chamou-me a atenção desde a primeira aula, pois mesmo ainda muito jovem, tinha uma força de vontade incrível, e sobretudo, a convicção de que queria ser um músico profissional, e um Rocker, sem sombra de dúvida.

Agregado às suas aulas, trouxe desde o primeiro dia, seu irmão caçula, que na verdade era ainda maior que ele em tamanho físico, chamado Marcello Schevano. E idem, demonstrava um talento extraordinário, como guitarrista.

Com apenas 15 anos de idade, já fazia solos com grande desenvoltura, e eu notei uma característica sua incrível : por assistir as aulas de seu irmão, ficava quieto observando o que eu ensinava ao Ricardo, e quando dava uma brecha, eu via-o pegando o baixo, e executando tudo o que eu ensinara ao Ricardo, com precisão total... 

Foto promocional da Patrulha do Espaço, em 1999. Click de Moa Sitibaldi. Atrás : Rolando Castello Junior. Na linha de frente, da esquerda para a direita : Marcello Schevano; eu, Luiz Domingues e Rodrigo Hid

Estava claro que tinha um ouvido musical excelente, e de fato, ao longo dos anos posteriores, 1995; 1996, e 1997, só pude comprovar o seu crescimento vertiginoso, até que em 1998, ele estava tocando comigo no Sidharta, e a partir de 1999, era membro da Patrulha do Espaço, junto comigo, e Rodrigo Hid.

Nessa época, os irmãos Schevano, tinham uma banda, que durou até meados de 1997, e se chamava "Essex". 


Esse nome era oriundo do fato de ser o nome do edifício onde eles moravam, e tinham como vizinho, o baterista Marcelo Burani, sobrinho de Diógenes Burani, ex-baterista da Gal Costa e da banda Moto Perpétuo (onde Guilherme Arantes foi tecladista).
O baterista do "Essex", e agregado de minhas aulas, Marcelo "Always" Burani

E para fechar tal banda, o outro guitarrista e vocalista, era Toni Peres Rodrigues, irmão do meu aluno, Alexandre Peres Rodrigues, popular "Leco".

Enfim, os irmãos Schevano foram parar na minha sala de aulas, por essa conexão do Alexandre, meu aluno, e com o apoio do Toni.

Claro, a banda inteira passou a frequentar a minha sala de aulas com regularidade, e nos tornamos amigos. O auge dessa amizade se deu quando me convidaram para produzir um fita demo, que gravariam em 1997 (fato amplamente relatado no capítulo dos "Trabalhos Avulsos"). 


E através dos irmãos Schevano, um aluno novo, apelidado "Jamé", apareceu em dezembro de 1994, também, e dois anos depois, dei aulas para o seu irmão, o "Jamézinho"...

1994 encerrou-se com o clássico Futebol Indoor, e 1995 prometia...


Continua...

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